Queimado de sol
Aparência de pele escurecida e enrugada pelo sol equatorial contínuo — marca visual característica de pescadores, lavradores, ribeirinhos e trabalhadores rurais do Pará que passam anos sob o sol amazônico.
Só de ver as mãos e a cor do rosto dá pra saber — aquele homem é queimado de sol há muitos anos, é pescador do rio.
No Pará, o 'queimado de sol' não é uma moda ou o resultado de uma tarde na praia — é a marca permanente de anos de trabalho sob o sol equatorial. O ribeirinho que pesca de canoa, o lavrador que roça no sol das dez da manhã, o remeiro que cruza o rio todos os dias, o pescador que sai antes do amanhecer e volta quando o sol já está a pino: todos desenvolvem um escurecimento profundo e uniforme da pele que vai muito além da cor natural, acompanhado de linhas finas ao redor dos olhos (de tanto franzir contra o reflexo na água) e de mãos com textura de couro. O queimado de sol é uma marca de trabalho, não de vaidade — e no Pará rural é um sinal imediato de reconhecimento: essa pessoa vive do que a natureza oferece e entrega. A diferença entre o bronzeado do turista e o queimado do trabalhador é imediata para qualquer paraense.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Queimado de sol. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/queimado-de-sol. Acesso em: .