Lugares do Pará
144 cidades publicadas — organizado por mesorregião. O Pará tem 144 municípios, e vamos publicando aos poucos.
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Cidades em destaque
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Metropolitana de Belém
Sobre a região →Ananindeua
26 pontosMetropolitana de Belém
Conurbada com Belem, 2o municipio mais populoso do Para.
Barcarena
2 pontosMetropolitana de Belém
Sede do Porto de Vila do Conde e do complexo Albras/Alunorte.
Belém
43 pontosRegião Metropolitana de Belém
Capital do Para, porta de entrada da Amazonia, com centro historico, mercados, igrejas e gastronomia ribeirinha.
Benevides
1 pontoMetropolitana de Belém
Primeira cidade do Para a libertar pessoas escravizadas, em 1884; polo industrial da RMB.
Bujaru
3 pontosMetropolitana de Belém
O território de Bujaru foi habitado inicialmente por famílias nordestinas atraídas pela fertilidade das terras; já em 1758 figurava como distrito de São Domingos do Capim. Foi anexado ao distrito-sede de Capim em 1938, desmembrando-se como unidade autônoma em 1943, quando foi elevado à categoria de município pelo Decreto-lei Estadual nº 4.505, de 30 de dezembro daquele ano. O nome vem do Rio Bujaru, cujo significado indígena é "boca da cobra". A economia é majoritariamente agropecuária — Bujaru é o maior produtor de açaí do Pará, com plantio e indústria automatizados. Entre os pontos turísticos estão a Orla de Bujaru (à beira do Rio Guamá, com quiosques e área de lazer, palco do Campeonato de Jet Ski em setembro), a Igreja de Santana (arquitetura colonial) e o Engenho Bom Intento, ruínas de um antigo engenho colonial cercadas por uma samaumeira gigante. A população é de 27.049 habitantes (Censo 2022).
Castanhal
5 pontosMetropolitana de Belém
Maior cidade do nordeste paraense, entroncamento rodoviario da BR-316.
Inhangapi
0 pontosMetropolitana de Belém
O nome de Inhangapi, de origem tupi-guarani, significa "Caminho do Diabo" ou "Caminho do Veado". A ocupação do território começou no fim de 1898, com a instalação de um núcleo colonial incentivado pelos governos provinciais desde o período Imperial para atrair colonos à Zona Bragantina, área estratégica pela proximidade com Belém e pela construção da Estrada de Ferro. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 4.505, de 30 de dezembro de 1943, desmembrado de Castanhal. Cerca de 73% da população vive na zona rural; a economia é primária — produção agrícola, extrativismo vegetal, pecuária, extração de argila e confecção de cerâmica. Um ponto turístico é o Rio Inhanga, sem poluição. A população é de 10.334 habitantes (Censo 2022).
Marituba
2 pontosMetropolitana de Belém
Nasceu em 1907 como vila ferroviaria da Estrada de Ferro de Braganca.
Santa Bárbara do Pará
0 pontosMetropolitana de Belém
A cerca de 1h de Belém, Santa Bárbara do Pará integra a Região Metropolitana de Belém. A economia é baseada em comércio, agricultura — com destaque para o cultivo de dendê — e turismo. Entre os eventos de destaque estão o Carna Santa Bárbara (Carnaval), o Arraiá do Bartião (festa junina no último fim de semana de julho, com quadrilhas e carimbó), a Garota Verão (também em fim de julho, na comunidade da Maurícia, praia de frente para a Ilha de Mosqueiro) e o Encanto de Natal (45 dias de iluminação natalina). A população é de cerca de 20 mil habitantes (estimativa IBGE).
Santa Izabel do Pará
0 pontosMetropolitana de Belém
A origem de Santa Izabel do Pará está ligada à construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança, entre os séculos XIX e XX, que trouxe imigrantes nordestinos para povoar a região. O município foi emancipado de Belém em 7 de janeiro de 1934, durante o governo de Magalhães Barata, e integra a Região Metropolitana de Belém desde 2010, a 36 km da capital. É polo industrial de beneficiamento e exportação de caulim, alumina, alumínio e cabos de transmissão de energia. Entre os distritos de destaque estão Caraparu, com o Círio Fluvial e agricultura às margens do Rio Caraparu, e Americano, berço da farinha de tapioca na região. A população é de 73.019 habitantes (Censo 2022).
Santo Antônio do Tauá
0 pontosMetropolitana de Belém
Santo Antônio do Tauá foi desmembrado de Vigia e do então distrito de João Coelho pela Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961; o nome 'Tauá' vem do tupi e significa 'amarelo'. A 63 km de Belém, é procurado por seus balneários de água doce e vilas ribeirinhas. Entre as festividades estão a homenagem ao Espírito Santo (janeiro), a Festa de Santa Maria (segundo domingo de maio), Santo Antônio de Pádua — padroeiro — (13 de junho) e São Raimundo Borralho (agosto). A população é de 27.461 habitantes (Censo 2022).
Nordeste Paraense
Sobre a região →Abaetetuba
2 pontosNordeste Paraense
Cidade ribeirinha do Baixo Tocantins, berço do brinquedo de miriti — artesanato com 200 anos de tradição, tombado como patrimônio cultural do Pará (Lei estadual nº 7.433/2010) e ligado ao Círio de Nazaré.
Acará
0 pontosNordeste Paraense
A origem de Acará está ligada à exploração portuguesa rio adentro pelo Rio Acará, cuja navegação fácil e terras férteis atraíram os colonizadores. A Paróquia foi criada em 1758, com a denominação de São José de Acará, no município de Moju. Foi elevada à categoria de vila em 1875, desmembrada de Moju; elevado a município em 1932, desmembrado de Belém. O nome, de origem indígena, significa "aquele que morde", referência aos peixes acarás encontrados no rio. A economia tem vocação agropastoril — dendê, carne bovina, madeira, produtos granjeiros, açaí e frutas diversas — e conta com uma significativa colônia de imigrantes japoneses, notadamente na "Colônia Paes de Carvalho", dedicada à plantação de pimenta-do-reino. Entre os pontos turísticos estão igarapés de água geladinha, árvores frutíferas e pôr do sol; entre os eventos de destaque estão o Festival Intermunicipal de Quadrilhas Modernas, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e o Festival da Mandioca. A população é de 63.268 habitantes (Censo 2022).
Augusto Corrêa
5 pontosNordeste Paraense
A origem de Augusto Corrêa está em 1875, como o povoado de Urumajó, distrito de Bragança, com uma capela dedicada a São Miguel; a região tem raízes na ocupação indígena tupinambá, que deixou marcas na pesca artesanal, no modo de vida ribeirinho e em rituais tradicionais locais. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Bragança. A pesca é a principal atividade econômica — o município, junto com outros do Nordeste Paraense, responde por cerca de um quarto da produção estadual de pescado. Abriga a Área de Proteção Ambiental da Costa de Urumajó, com ilhas (Camará-Açu, Filipa, Muruci) que têm um dos maiores ninhais de guarás do Pará. Entre as praias de destaque estão Cupim, Areia Branca, Camará-Açu e Cajueiro, além da Prainha, na comunidade da Ponta do Urumajó (9 km da sede).
Aurora do Pará
1 pontoNordeste Paraense
A origem de Aurora do Pará está ligada à ocupação portuguesa dos rios Capim e Guamá; a ocupação da terra firme começou no fim da década de 1950, com a abertura da Rodovia Belém-Brasília, primeiro com exploração madeireira e depois com a agricultura. O município foi elevado pela Lei Estadual nº 5.698, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Irituia e São Domingos do Capim. A economia gira em torno da agricultura, da pecuária e do setor madeireiro. Entre os pontos turísticos estão o Balneário Riacho Doce e a Praça da Matriz. A população é de 23.774 habitantes (Censo 2022).
Baião
2 pontosNordeste Paraense
Baião originou-se de um povoado fundado em 1694, quando o governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho doou ao português Antônio Baião uma sesmaria às margens do Rio Tocantins. Foi elevado a vila em 1833, com o nome de Nova Vila de Santo Antônio do Tocantins; em 1841 passou a se chamar oficialmente Baião. Foi reconhecido como município em 31 de outubro de 1935. A economia gira em torno do comércio e do extrativismo — pimenta-do-reino, cacau, mandioca, açaí — além da piscicultura e pesca artesanal. Entre os pontos turísticos estão o Igarapé da Encanação, a Praia do Mapará (que aparece na vazante do Rio Tocantins, de maio a janeiro), a Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua (1922) e a antiga sede da prefeitura, de linhas barrocas (1906), hoje Casa da Cultura. Entre os eventos estão o Carnaval de Rua, os Festejos Juninos, o Festival dos Botos Tucuxi e do Canal, o Festival do Camarão e o Festival Baionense. A população é de 51.844 habitantes (Censo 2022).
Bonito
0 pontosNordeste Paraense
Bonito está localizado na Microrregião Bragantina, banhado pelos rios Peixe-Boi e Caeté, a 145 km de Belém. A formação territorial da Zona Bragantina resultou da junção de municípios das antigas microrregiões Bragantina e Salgado; algumas cidades da região já existiam antes da construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança (1883-1906), mas foi durante essa construção que a ocupação territorial se intensificou. A economia é baseada em agricultura, pecuária e mineração, com produção comercial de pimenta-do-reino, farinha de mandioca, fibra de malva, maracujá, laranja, milho, arroz e feijão; a maior parte da população vive na área rural. A população é de 12.892 habitantes (Censo 2022).
Bragança
2 pontosNordeste Paraense
Cidade historica do nordeste paraense, porta de entrada para a Praia de Ajuruteua.
Cachoeira do Piriá
4 pontosNordeste Paraense
O núcleo que deu origem a Cachoeira do Piriá surgiu do Garimpo da Cachoeira, que ficou famoso a partir de 1984, quando milhares de garimpeiros se instalaram na região. Foi criado pela Lei nº 5.927, de 28 de dezembro de 1995, desmembrado do município de Viseu, instalado em 1º de janeiro de 1997. A economia é baseada em agricultura familiar (mandioca, arroz, milho, feijão), criação de pequenos animais, extração de madeira e coleta de açaí. Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz de São Francisco de Assis, de arquitetura colonial (século XVIII), e o Museu Histórico local, com exposições sobre a história da cidade e da região; o município tem potencial de turismo ecológico ligado ao Rio Piriá. A população é de 26.510 habitantes (Censo 2022).
Cametá
2 pontosNordeste Paraense
Uma das cidades mais antigas da Amazonia, fundada em 1635 as margens do rio Tocantins.
Capanema
2 pontosNordeste Paraense
Principal cidade-polo da regiao Bragantina.
Capitão Poço
0 pontosNordeste Paraense
Capitão Poço foi colonizado a partir de junho de 1955 por pioneiros ligados à construção da Rodovia Belém-Brasília; o nome homenageia o explorador conhecido como Capitão Possolo, integrante da primeira caravana de pioneiros. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Ourém. Conhecido como a Terra da Laranja, produz cerca de 150 mil toneladas de laranja por ano, além de pimenta-do-reino (2 mil toneladas) e mandioca (54 mil toneladas). A população é de 54.303 habitantes.
Colares
9 pontosNordeste Paraense
Colares é uma ilha no litoral da Baía do Marajó; o povoado original ficava em território da nação tupinambá, colonizado por frades jesuítas no século XVII. Foi criado como município em 1961 e tem cerca de 11 mil habitantes. A economia é baseada em pesca e artesanato — cerâmica, cadeiras entalhadas, canoas e remos. Entre os monumentos históricos estão a Capela do Senhor dos Passos, a Igreja Matriz e a Igreja de São Sebastião. As festividades incluem o Círio de Nossa Senhora do Rosário (dezembro), o Círio de São Tomé (setembro), a festa de São Sebastião (julho) e as festas juninas de São João. O município ficou conhecido internacionalmente por documentários sobre a chamada "Operação Prato" — avistamentos investigados pela aeronáutica brasileira em 1977, tema de série exibida pelo The History Channel.
Concórdia do Pará
0 pontosNordeste Paraense
O primeiro núcleo urbano de Concórdia do Pará surgiu na vila Concórdia, no entroncamento das rodovias PA-152 e PA-140. A ocupação se intensificou a partir dos anos 1960, com migrantes nordestinos chegando a áreas que antes pertenciam ao município de Bujaru; o pioneiro reconhecido da região é Raimundo Cordeiro de Abreu. A economia é baseada principalmente no cultivo de dendê. A população é de 28.221 habitantes.
Curuçá
5 pontosNordeste Paraense
A origem de Curuçá remonta a reduções jesuíticas do século XVII, com uma fazenda e importante feitoria de pesca. Após a expulsão dos jesuítas (Lei Pombalina, 1755), o local virou vila com o nome de Vila Nova D'El-Rei em 1757; foi fundada como Curuçá em 1775 e elevada à categoria de cidade em 1895. Abriga a Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (37.062 hectares, criada em 2002), que protege as águas e margens do estuário. As praias de destaque são Atalaia, Crispim, Amapá e Arapiranga. O Carnaval é um dos principais eventos, com destaque para o bloco ecológico Pretinhos do Mangue. A população é estimada em 34.490 habitantes.
Garrafão do Norte
0 pontosNordeste Paraense
Ligado à história política e administrativa do município de Ourém, o povoado que deu origem a Garrafão do Norte teve como primeiros moradores descendentes de nordestinos e imigrantes, formando frentes pioneiras nos anos 1950. O nome vem do igarapé Garrafão, que passa pela sede; o complemento "do Norte" foi acrescentado para diferenciar de um núcleo urbano homônimo no Espírito Santo. Foi reconhecido como município pela Lei nº 5.445, de 10 de maio de 1988. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria, com destaque para o cultivo de dendê e a fabricação de óleos vegetais. Entre as festividades estão o Sagrado Coração de Jesus (junho), São Francisco de Assis, padroeiro da cidade (4 de outubro) e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (dezembro). A população é de 24.716 habitantes (Censo 2022).
Igarapé-Açu
6 pontosNordeste Paraense
A 110 km de Belém, na Zona Bragantina, Igarapé-Açu é ligado à capital por ferrovia e rodovia desde o início do século XX — condições que levaram a região a ser escolhida durante a Segunda Guerra Mundial para pouso e decolagem de dirigíveis, por características geográficas e meteorológicas favoráveis. A economia é baseada em agricultura familiar, com destaque para o cultivo de pimenta-do-reino e a criação de frangos de corte. Os pontos turísticos incluem o Mercado Velho (antigo mercado municipal, hoje Centro Cultural e museu), a Árvore Samaumeira e o balneário Eco-Park São Joaquim. A população é de 35,8 mil habitantes (Censo 2022).
Igarapé-Miri
1 pontoNordeste Paraense
Conhecida como Capital Mundial do Acai.
Ipixuna do Pará
0 pontosNordeste Paraense
Em 1958, o pioneiro Leonardo Manoel do Carmo chegou à região com sua família de treze pessoas, formando os primeiros habitantes da atual sede de Ipixuna do Pará; a localidade passou a se chamar Ipixuna em função do rio. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.690, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de São Domingos do Capim. Faz fronteira com Paragominas, Goianésia do Pará, Breu Branco, Tailândia, Tomé-Açu, Aurora do Pará, Capitão Poço e Nova Esperança do Piriá. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por indústria, serviços e agropecuária. Um destaque cultural é o Festival da Cultura Ipixunense, com quadrilhas e concurso de quadrilhas escolares, que reúne público estimado em 20 mil pessoas. A população é de 29.116 habitantes (Censo 2022).
Irituia
0 pontosNordeste Paraense
A origem de Irituia está em 1725, com sesmaria concedida a Lourenço Ferreira Gonçalves; seu sucessor, Lourenço de Souza Pereira, fundou a capela de Nossa Senhora da Piedade, erigida em freguesia em 1754 pelo Bispo Frei Miguel de Bulhões. Ganhou categoria de vila e município em 1867, mas foi extinto em 1868; readquiriu a condição de vila e município em 1879, sendo extinto novamente em 1886; a emancipação político-administrativa definitiva ocorreu em 1889. O nome, de origem tupi, significa "corredeira velha, antiga". A economia se destaca em pecuária, transporte de carga e serviços administrativos, com o 10º melhor desempenho de crescimento do PIB da região imediata entre 2006 e 2020. Um ponto turístico é a Vila Pedra. A população é de 30.627 habitantes (Censo 2022).
Limoeiro do Ajuru
0 pontosNordeste Paraense
A origem de Limoeiro do Ajuru está em 1895, quando, sob o nome de Limoeiro, integrava o município de Cametá como vila, elevada a essa categoria pela Lei nº 324, de 6 de julho daquele ano. O município foi fundado em 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Cametá. O nome vem do rio Limoeiro, que banha o território, somado ao termo tupi "Ajuru", que se refere tanto a uma árvore de madeira dura e frutos comestíveis quanto ao papagaio Amazona. A economia é majoritariamente agropecuária, com destaque para a cultura do dendê. A manifestação religiosa mais importante é a Festa do Dia dos Reis, em 6 de janeiro, dedicada ao "menino Deus", com ladainhas acompanhadas pelo banguê (conjunto de banjo, bumbos e pandeiros). A população é de 29.617 habitantes (Censo 2022).
Mãe do Rio
0 pontosNordeste Paraense
A colonização de Mãe do Rio começou no fim dos anos 1950, ligada indiretamente à construção da Rodovia Belém-Brasília; a primeira rua, a Jurupeba, deu origem efetiva à povoação, em 1962. Foi criado pela Lei Estadual nº 5.456, de 11 de maio de 1988, com área desmembrada de Irituia, instalado em 1º de janeiro de 1989. O nome remete ao curso d'água local e também à lenda amazônica da Boiúna (do tupi mboy'una, "cobra preta"), mito hídrico de origem ameríndia sobre uma serpente capaz de tomar a forma de uma embarcação ou de uma mulher, a "mãe-d'água". Um ponto turístico é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; passeios de barco pelos rios da região com pilotos locais são uma atividade comum. A população é de 34.566 habitantes (Censo 2022).
Magalhães Barata
2 pontosNordeste Paraense
As terras de Magalhães Barata pertenciam originalmente a Marapanim; o núcleo populacional surgiu às margens do Rio Cuinarana, com famílias dedicadas à lavoura de subsistência e pesca, e a povoação inicial se chamava Cuinarana. Em 1936 já existia como distrito judiciário de Marapanim; em 1961 foi elevado à categoria de município, recebendo o nome de Magalhães Barata em homenagem ao líder político paraense Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária (com destaque para o cultivo de açaí) e serviços. Entre os pontos turísticos estão a Vila do Cafezal, polo turístico local, e a Reserva Extrativista Marinha de Cuinarana (11.037 hectares, criada em 2014); a região é conhecida por seus balneários, variedade de peixes e tradição de carimbó. A população é de 8.090 habitantes (Censo 2022).
Maracanã
4 pontosNordeste Paraense
Abriga a ilha de Algodoal-Maiandeua, protegida como APA estadual.
Marapanim
2 pontosNordeste Paraense
Famoso pela Praia do Crispim e pela Praia de Maruda.
Mocajuba
6 pontosNordeste Paraense
A origem de Mocajuba está em 1853, quando a Assembleia Legislativa Provincial criou a freguesia; foi fundada oficialmente em 1895, em terras doadas pelo Sr. João Machado, num sítio que já se chamava Mocajuba. A economia tem como maiores empregadores a administração pública e a fabricação de conservas de frutas. Entre os pontos turísticos estão a Orla, a Igreja Matriz, o Mercado Municipal, o Ponto dos Botos e a Praia dos Gorgons (cerca de 500 metros de extensão, à margem direita do Rio Tocantins). A população é de 27.198 habitantes (Censo 2022).
Moju
1 pontoNordeste Paraense
Onde opera a Agropalma desde os anos 1980, maior produtora de oleo de palma das Americas.
Nova Esperança do Piriá
0 pontosNordeste Paraense
Por volta de 1970, a região de Nova Esperança do Piriá era frequentada apenas por caçadores, com acesso difícil a partir de Viseu, Ourém e Capitão Poço. Pioneiros baianos liderados por Jossué Mendes de Almeida chegaram introduzindo a agricultura de subsistência e abrindo o primeiro ramal de estrada, o que atraiu novos moradores e formou o aglomerado que deu origem à Vila Piriá, iniciada oficialmente em 18 de março de 1972. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.707, de 27 de dezembro de 1991, desmembrado de Viseu, instalado em 1º de janeiro de 1993. O nome traduzia a expectativa de que a autonomia político-administrativa trazia uma nova esperança de dias promissores. A economia é majoritariamente agropecuária, com destaque para o cultivo de pimenta-do-reino e a criação de bovinos; o turismo é mais voltado a negócios e recreação, com crescimento do turismo cultural nos últimos anos. A população é de 21.132 habitantes (Censo 2022).
Nova Timboteua
0 pontosNordeste Paraense
Em 1885, os primeiros colonos exploradores se fixaram na confluência do Rio Peixe-Boi com os igarapés Timboteua e Jaburu. Em 1906, com a construção da Estrada de Ferro de Bragança, esse povoado original entrou em extinção, pois a ferrovia passava a alguns quilômetros dali; surgiu então, às margens da ferrovia, um núcleo chamado Tabuleta, que em 1915 atingiu a condição de povoado, passando a se chamar Nova Timboteua. O nome é uma locução híbrida português-tupi, de "timbó" (planta) e "eua" (abundância): "timbó em abundância". A economia tem forte participação da administração pública, seguida por serviços e agropecuária. Entre os pontos turísticos estão os rios Maracanã e Peixe-Boi e diversos igarapés, propícios para banho e canoagem, com seis balneários que atraem visitantes. A população é de 12.737 habitantes (Censo 2022).
Oeiras do Pará
0 pontosNordeste Paraense
A origem de Oeiras do Pará está ligada à chegada do Padre Antônio Vieira, Superior da Companhia de Jesus, por volta de 1653, para fundar uma missão de catequese aos índios Araticus. Em 1755, a aldeia de Araticu foi erigida a vila com o nome de Oeiras, parte da política de substituir topônimos indígenas por nomes portugueses. Foi anexada à freguesia de São João Batista de Curralinho, desmembrando-se como unidade autônoma em 1868. A economia se baseia em extrativismo vegetal (madeira, açaí, palmito) e animal (pescado e mariscos), além de agricultura familiar de subsistência (mandioca). O Festival do Camarão (Festcam), em julho, atrai cerca de 30 mil visitantes, com shows, concurso de miss e gastronomia regional; a festividade da padroeira Nossa Senhora da Assunção, de 6 a 15 de agosto, reúne Círio e arraial. A população é de 33.886 habitantes (Censo 2022).
Ourém
3 pontosNordeste Paraense
A origem de Ourém está em uma casa forte construída por Luís de Moura em 1727, em frente à segunda cachoeira do Rio Guamá, fundada por famílias açorianas no século XVIII. Foi elevado a município e distrito com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Ourém em 1753; instalado em 1762. Teve seu território depredado durante os conflitos da Cabanagem; a categoria de vila foi suprimida em 1887 e restaurada em 1899, com o nome simplificado para Ourém. A economia é baseada na exploração de seixo, brita e areia — a maior produção do estado, com mais de 700 m³ por dia, abastecendo Belém; 60% da população vive da agricultura familiar, e outra parte das olarias. Entre os pontos turísticos estão mais de 12 igarapés de água cristalina filtrada pela jazida de seixo (a maior do Pará), a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (1939, estilo gótico) e a Concha, palco de manifestações regionais como boi-bumbá e cordões de pássaros durante o ano. A população é de 17.836 habitantes (Censo 2022).
Peixe-Boi
0 pontosNordeste Paraense
O desbravamento de Peixe-Boi começou em 1885, quando os primeiros colonos subiram o Rio Peixe-Boi e se estabeleceram na confluência com o Rio Timboteua e o igarapé Jaburu. O povoado evoluiu em torno da Estrada de Ferro de Bragança, que instalou uma estação no km 163 em 1º de março de 1907. Com a expansão das culturas de fibra e malva, a localidade se desenvolveu e, em 29 de dezembro de 1961, pela Lei Estadual nº 2.460, foi elevada à categoria de município, composto pelos distritos de Peixe-Boi e Tauarizinho. O nome vem do rio que banha o município e também do peixe-boi, mamífero aquático da família dos triquequídeos que habita rios e lagos amazônicos e pode chegar a 3 metros de comprimento e 2.000 kg. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria; destaca-se a produção de farinha de mandioca. Entre os pontos turísticos estão balneários de rios e igarapés de águas frias, e a Igreja de São Sebastião, cujas festas em janeiro atraem visitantes de toda a região. A população é de 8.315 habitantes (Censo 2022).
Primavera
0 pontosNordeste Paraense
As terras de Primavera pertenceram originalmente a Bragança, região desbravada pelos franceses comandados por La Ravardière após a conquista do Maranhão; depois passou a integrar o território de Capanema, de onde se desmembrou. Por volta de 1888 chegaram os primeiros moradores, o casal Antônio Maximiano dos Santos e Georgina Trindade dos Santos, com o filho Inocêncio Miguel Soares, que se tornaria o primeiro professor do município; o local recebeu o nome de Vila dos Quadros, elevada a povoação pela Lei nº 982, de 22 de dezembro de 1906. Por volta de 1912, por inspiração do professor César Augusto Andrade Pinheiro, a Vila dos Quadros passou a se chamar Primavera, nome mantido até hoje. Fica na microrregião Bragantina (antes parte da microrregião do Salgado), a cerca de 194 km de Belém. A população é de 10.700 habitantes (Censo 2022).
Quatipuru
0 pontosNordeste Paraense
Em 1653, famílias já haviam construído uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré no local de Quatipuru; com a chegada de novas famílias vindas de Bragança em 1696, o povoado passou a se chamar Valentim. Em 1845, o nome mudou para Quatipuru, por causa da abundância de roedores conhecidos como quatipurus na região. Foi emancipado por plebiscito com 95% de aprovação em 21 de abril de 1994, pela Lei Estadual nº 5.859, desmembrado de Primavera, instalado em 1º de janeiro de 1997. Um ponto turístico é a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, igreja erguida em 1845. A população é de 11.524 habitantes (Censo 2022).
Salinópolis
13 pontosCosta Atlântica do Pará
A praia de mar mais famosa do Para (Salinas), com dunas e orla de bares.
Santa Luzia do Pará
0 pontosNordeste Paraense
Santa Luzia do Pará foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.688, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado dos municípios de Ourém, Bragança e Viseu; instalado em 1º de janeiro de 1993. Faz parte da mesorregião do Nordeste Paraense, na Zona Bragantina. A população é de 20.341 habitantes (Censo 2022; 19.843 no Censo 2020, IBGE).
Santa Maria do Pará
0 pontosNordeste Paraense
Santa Maria do Pará foi criado pela Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, com território desmembrado de Igarapé-Açu; o distrito-sede se instalou por completo em 1º de abril de 1962. Como os demais municípios da Zona Bragantina, sua criação está ligada à Estrada de Ferro de Bragança, hoje extinta. O nome tem origem religiosa, em referência à santa padroeira da cidade, com o complemento "do Pará" para diferenciar de municípios homônimos. É formado pelo distrito-sede e pelo Distrito de Taciateua, além de vilas e agrovilas. A economia é equilibrada entre serviços, agropecuária e administração pública. É conhecida como "Cidade Trevo", por ser o ponto de encontro entre as rodovias BR-010 (Belém-Brasília) e BR-316. A população é de 24.583 habitantes (Censo 2022).
Santarém Novo
0 pontosNordeste Paraense
Santarém Novo é um município da mesorregião Nordeste Paraense, na Zona Bragantina. A população é de 6.116 habitantes (Censo 2022).
São Caetano de Odivelas
6 pontosNordeste Paraense
São Caetano de Odivelas nasceu como fazenda fundada por padres jesuítas em 1760, com o nome em referência à cidade portuguesa de Odivelas. A freguesia foi criada em 1833 e o local foi elevado a município em 1872. Conhecida como a Terra do Caranguejo, é a maior produtora e exportadora do crustáceo no Pará; a economia também inclui pesca e produção de ostras. Entre os pontos turísticos estão os passeios pelo Rio Mojuim até balneários da região, como a Praia do Rato, próxima à Ilha dos Guarás, e a trilha do mangue, percurso de quase 50 km popular entre ciclistas e motociclistas de off-road.
São Domingos do Capim
3 pontosNordeste Paraense
São Domingos do Capim tem origem colonial, quando as primeiras incursões portuguesas atingiram os Rios Guajará, Guamá e Capim; em 1758 já existia um pequeno povoado, elevado a freguesia com o nome de São Domingos da Boa Vista por ato de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal. Foi elevado a vila em 1890, desmembrado de Belém; em 1932 passou a se chamar São Domingos do Capim. A economia é baseada em agropecuária e administração pública, com destaque para a criação de bovinos e o cultivo de pimenta-do-reino. Desde 1997 o município é conhecido por hospedar um campeonato mundial de surfe na pororoca do Rio Guamá, disputado entre março e abril — um fenômeno que impulsionou o turismo e a economia local. O artesanato local é decorativo (bordados, crochê, tecelagem); o "Mirante do Barriga", a 16 km do centro, oferece vista privilegiada da pororoca. A população é de 30.144 habitantes (Censo 2022).
São Francisco do Pará
0 pontosNordeste Paraense
A origem de São Francisco do Pará está em uma vila chamada Anhanga (do tupi-guarani, "Pedra do Diabo"), formada com a passagem da Estrada de Ferro de Bragança, importante para o desenvolvimento das cidades da região metropolitana de Belém e do Nordeste Paraense. Com a chegada dos desbravadores José Mariano da Silva, José Porfírio de Souza e outros, a povoação de Anhanga já existia em 1903. Obteve emancipação político-administrativa em 1943, mantendo o nome Anhanga até 1961, quando passou a se chamar São Francisco do Pará — antes disso também foi conhecida como Augusto Montenegro e "Km 95" (distância até Belém). A população é de 14.912 habitantes (Censo 2022).
São João da Ponta
0 pontosNordeste Paraense
A origem de São João da Ponta remonta a 1894, quando Casimiro Antônio Freitas fundou um povoado à margem esquerda do Rio Mocajuba, então sob jurisdição do município de São Caetano de Odivelas. O nome une o santo de devoção local, São João Batista, à ponta de terra onde os primeiros moradores se instalaram. Foi criado pela Lei Estadual nº 5.920, de 27 de dezembro de 1995, desmembrado de São Caetano de Odivelas. Parte de suas áreas ("pontas de abas") integra hoje a Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta, de importância ambiental e potencial turístico. Entre as manifestações culturais de destaque estão a Festa de São João, em junho, na comunidade de Deolândia, e o Círio de São João Batista, também em junho. A população é de 4.264 habitantes (Censo 2022).
São João de Pirabas
0 pontosNordeste Paraense
São João de Pirabas teve seu povoado originado por famílias identificadas pelos sobrenomes Florêncio, Matos Muniz e pelo português Barbado, na segunda metade do século XIX. O nome do município vem da piaba (ou piraba), espécie de peixe abundante nos rios de água doce da região, com "São João" acrescentado pela devoção dos moradores ao santo. Foi reconhecido como povoado do município de Salinópolis em 1895/1896 e emancipado como município pela Lei nº 5.453, de 10 de maio de 1988.
São Miguel do Guamá
3 pontosNordeste Paraense
Com ocupação portuguesa desde o século XVII às margens do Rio Guamá, São Miguel do Guamá teve sua freguesia criada em 1758 pelo bispo D. Miguel de Bulhões e foi elevada à categoria de cidade em 1891; o nome atual, com 'Guamá' (do tupi, 'rio que chove'), é adotado desde 1943. É o maior polo oleiro-cerâmico do Norte e Nordeste do Brasil — cerca de 50 indústrias produzem juntas por volta de 30 milhões de tijolos e 8 milhões de telhas por mês, vendidos para todo o país. Os pontos turísticos incluem o Complexo Beira Rio, a Cachoeira do Apolônio e o Parque Ambiental. A população é de 52.895 habitantes (Censo 2022).
Tailândia
1 pontoNordeste Paraense
Um dos maiores polos madeireiros historicos da Amazonia.
Terra Alta
3 pontosNordeste Paraense
Terra Alta foi criada como Vila de Terra Alta em 28 de dezembro de 1946, com o nome referindo-se à sua posição geográfica de maior altitude às margens da rodovia Castanhal-Curuçá, no km 28. Foi povoado do município de Curuçá até 1935; elevado a distrito em 1938 e, pela Lei Estadual nº 5.709, de 27 de dezembro de 1991, elevado à categoria de município, desmembrado de Curuçá. Fica a 94 km de Belém, cerca de 1h30 de viagem pela rodovia PA-136. A economia é baseada em agricultura familiar — mandioca (principal cultura), feijão, milho e arroz. O município tem vocação para turismo rural e ecológico; o perímetro urbano é delimitado pelo Rio Braço Esquerdo do Marapanim, que dá origem a balneários como Rio Grande, Rio Negro e Ponte Velha. A população é de 10.404 habitantes (Censo 2022).
Tomé-Açu
1 pontoNordeste Paraense
Recebeu imigracao japonesa em 1929; chegou a ser o maior produtor mundial de pimenta-do-reino.
Tracuateua
0 pontosNordeste Paraense
A origem de Tracuateua está ligada à construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança (concluída em 1908); o nome vem de formigas grandes e pretas, chamadas "tracuás", que surpreenderam trabalhadores que abriam caminho para a ferrovia em 1888, às margens de um rio que passou a se chamar Rio Tracuateua. Foi elevado a vila em 1936; o nome foi oficializado pelo Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938. O ponto turístico principal é a antiga estação ferroviária da linha Belém-Bragança, desativada em 1965, e o Rio da Ponte, próximo dali. A Comunidade de Santa Maria, a 7 km da sede, tem campos naturais, rios, igarapés e pousadas. A população é de 28.595 habitantes (Censo 2022).
Vigia
2 pontosNordeste Paraense
Vigia nasceu de uma antiga aldeia tupinambá chamada Uruitá; o governo colonial a transformou em posto alfandegário — origem do nome "Vigia" —, fiscalizando embarcações para proteger Belém de contrabandistas. Foi elevada à categoria de cidade em 2 de outubro de 1854. Sedia o Círio de Nazaré mais antigo do Pará, com mais de 300 anos, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado (Lei nº 7.270/09) e realizado sempre no segundo domingo de setembro. Entre os pontos turísticos estão a Igreja da Mãe de Deus (arquitetura barroca do século XVIII, tombada pelo IPHAN) e o Poço dos Jesuítas. Vigia ocupa a 2ª posição em volume de pescado capturado no Pará, e a pesca artesanal é parte central da identidade da cidade — sua orla funciona como ancoradouro de canoas e embarcações de pescadores. Em dezembro, a Marujada de Vigia celebra São Benedito com desfiles e trajes coloridos, uma das manifestações culturais mais importantes do Pará. A população é estimada em 53.686 habitantes.
Viseu
6 pontosNordeste Paraense
O primeiro navegador a chegar às terras viseuenses foi o português Diogo Leite, em 1531, a mando de Martim Afonso de Sousa; o primeiro povoado, às margens do Rio Gurupi, chamado Vera Cruz, foi fundado em abril de 1627, e a cidade atual foi oficializada em 13 de janeiro de 1781. A economia é baseada principalmente na pesca. Entre as praias de destaque estão Apeú Salvador (a mais famosa), Gurupizinho, Taperebateua e Itacupim, a poucos quilômetros do Oceano Atlântico. Entre os pontos turísticos estão a Pedra do Gurupi (ilha de pedras e cavernas entre o rio e o oceano) e a Serra do Piriá (mirante do alto do município); o município também tem comunidades quilombolas que preservam história e cultura. A população é de 58.692 habitantes (Censo 2022).
Marajó
Sobre a região →Afuá
1 pontoMarajó
Conhecida como a 'Veneza Marajoara', cidade sem uma unica rua asfaltada, construida sobre palafitas.
Anajás
0 pontosMarajó
Anajás está localizado na Ilha do Marajó, região de integração do Marajó. Os primeiros habitantes foram os indígenas Inajás (também chamados Anaia, Ania ou Inajá), que resistiram com força à conquista armada, enfrentando e expulsando a flechadas os primeiros colonizadores da missão do jesuíta João de Souto Maior. A cidade se chamou primeiro Mocoões, por ficar na foz do rio de mesmo nome; conquistou status de cidade em 1895. A economia gira em torno do turismo em praias e rios, pesca artesanal e festas religiosas; as comunidades ribeirinhas preservam saberes e costumes da identidade marajoara. Conexões por barco ligam o município a Breves, Belém e Macapá. A população é de 28.011 habitantes (Censo 2022).
Bagre
0 pontosMarajó
Localizado na mesorregião do Marajó, o povoado de Bagre surgiu no fim do século XIX, mencionado pela primeira vez na legislação provincial em 1879 como sede de uma capela curada vinculada a Oeiras do Pará. Em 1883 passou a integrar o município de Melgaço, tornando-se freguesia em 1887; com a República, foi elevado a município pelo Decreto nº 210, de 28 de outubro de 1890. A economia é baseada em extrativismo — açaí, palmito, madeira — e pesca. Um ponto turístico é a Praia de Vila Nova, a 3 km do centro. Destaque religioso: a festa de Santa Maria, padroeira do município, com Círio fluvial, arraial, ladainha e festa dançante, de 20 a 30 de maio. A população é de 34.711 habitantes (Censo 2022).
Breves
2 pontosMarajó
Maior cidade do arquipelago do Marajo; principal porto de escoamento de acai da regiao.
Cachoeira do Arari
5 pontosMarajó
A origem de Cachoeira do Arari está na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira do Rio Arari, criada em 1747, pertencente à Vila Nova de Marajó. É um dos maiores produtores de búfalo do arquipélago do Marajó (3º maior), com produção de queijo certificada pelo selo de Indicação Geográfica do Queijo do Marajó. Entre os pontos turísticos estão o Lago Arari (quase 18 km de extensão), o sítio arqueológico do Pacoval e a Igreja Matriz (1923), de onde sai a procissão do Círio de Nossa Senhora da Conceição, no terceiro domingo de dezembro. A população estimada é de 24.064 habitantes.
Chaves
0 pontosMarajó
Chaves foi originalmente uma aldeia do povo indígena Aruã, onde os Capuchinhos da Província de Santo Antônio fundaram uma missão de catequese. Foi criado em 1755; em 1758, o governador da Capitania do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, transformou a aldeia em vila, que serviu de centro militar no século XIX. Em 1833, Chaves passou a se chamar Equador — referência direta à linha imaginária que corta o extremo norte do município — e em 1844 retomou o nome anterior, após a demarcação de seus limites. A economia, tradicionalmente baseada no extrativismo, teve sua primeira grande mudança nos anos 1970, com incentivos fiscais federais para a Amazônia, que resultaram em projetos industriais, agrícolas e pecuários na região. Chaves é um dos seis municípios paraenses atravessados pela linha do Equador, ao lado de Alenquer, Almeirim, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. A população é de 20.630 habitantes (Censo 2022).
Curralinho
2 pontosMarajó
Municipio especializado na producao de acai do Marajo; sedia o Festival do Acai.
Gurupá
3 pontosMarajó
Gurupá foi fundada em 1609 como posto de comércio holandês chamado Mariocai; conquistada e ocupada pelos portugueses em 1623, que construíram o Forte de Santo Antônio do Gurupá, elevado a capitania real em 1633 pela posição estratégica militar e comercial. O nome, de origem indígena, significa "Porto de Canoas". A economia ribeirinha é ligada a extrativismo (madeira, açaí em fruto e palmito, pupunha, óleos vegetais), caça, pesca e agricultura de subsistência, com destaque para o cultivo da mandioca. Entre os pontos turísticos estão a Igreja de São Francisco de Assis (arquitetura colonial portuguesa do século XVIII), o Parque Ecológico, a Praia do Pesqueiro e a Comunidade de Vila Nova, que preserva as tradições ribeirinhas. A população é de quase 31,8 mil habitantes (Censo 2022).
Melgaço
0 pontosMarajó
As nações indígenas Nheengaíba, Mamaianá e Chapouna fundaram a aldeia Guarycuru em 1659; após duas décadas de conflitos com os portugueses, adotaram São Miguel Arcanjo como padroeiro. Com a chegada dos jesuítas, a aldeia se transformou na Vila São Miguel de Melgaço em 1759. Passou por alianças e conflitos com os municípios vizinhos Breves e Portel, e tornou-se Intendência Municipal na era da borracha; a emancipação política definitiva veio em 1962. A economia se destaca pela agricultura, com ênfase na produção de açaí — o roçado é a principal atividade de sustento das famílias, num contexto de economia predominantemente informal. Como parte do Marajó, o município compartilha o apelo turístico da região: fazendas marajoaras de criação de búfalos, folclore, carimbó e artesanato em cerâmica. A população é de 26.770 habitantes (Censo 2022).
Muaná
1 pontoMarajó
Sede do Festival do Camarao, uma das maiores festas do arquipelago do Marajo.
Ponta de Pedras
4 pontosMarajó
Ponta de Pedras foi fundada em 1737 com a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, então chamada Mangabeira; o nome mudou para Ponta de Pedras por causa das pedras existentes no local. Desmembrou-se de Cachoeira em 1877, virando vila e município; em 1930, com a criação do município de Arari, Ponta de Pedras e Cachoeira foram extintos, até que em 1938 a então chamada Itaguari passou a se chamar Ponta de Pedras. É um dos maiores centros populacionais da Ilha do Marajó — a economia é sustentada por agricultura familiar, pesca e artesanato. Um ponto turístico é a Casa da Memória de Ponta de Pedras, criada em 1999 pelo professor Edinelson Martins de Castro, centro de pesquisa e preservação das raízes locais. A população é de 24.984 habitantes (Censo 2022).
Portel
1 pontoMarajó
Maior produtor de mandioca do arquipelago do Marajo.
Salvaterra
3 pontosIlha do Marajó
Municipio marajoara vizinho a Soure, com praias e ruinas jesuiticas em Joanes.
Santa Cruz do Arari
0 pontosMarajó
A origem de Santa Cruz do Arari está em 1868, quando o Imperador D. Pedro II doou a sesmaria de Santo Inácio ao Alferes Plácido Pamplona, que fundou a fazenda Santa Cruz — de onde vem o nome do município, situado às margens do Lago Arari. Foi emancipado politicamente em 1961, desmembrado de Ponta de Pedras e Chaves. O ponto turístico principal é o Lago Arari, o maior e mais importante lago da região, que preserva inúmeras variedades de pássaros e forma, com seu entorno, a reserva de fauna do Marajó. A economia é baseada em pecuária de corte e administração pública. A população é de 7.445 habitantes (Censo 2022).
São Sebastião da Boa Vista
0 pontosMarajó
A freguesia de São Sebastião da Boa Vista foi criada em 1758 sob a invocação de São Sebastião. O nome "Boa Vista" vem, segundo relatos de antigos moradores, de uma visita do Dr. Ferreira Pena que, admirando a paisagem de mar, ilhas e céu ao lado da igreja matriz, teria sugerido o nome completo. Foi elevada à categoria de vila pela Lei Provincial nº 707, de 5 de abril de 1872. É conhecida como "a Veneza do Marajó", por causa dos igarapés que cortam a cidade e servem como vias de acesso navegáveis de canoa. A economia é baseada em extrativismo, agricultura e criação de animais — o açaí é a maior fonte de renda dos ribeirinhos do interior do município. A festa do padroeiro São Sebastião, de 10 a 20 de janeiro, atrai turistas de Belém e do interior do estado. A população é de 25.643 habitantes (Censo 2022).
Soure
3 pontosIlha do Marajó
A capital da Ilha do Marajo, com praias de agua doce, mangues, bufalos e ceramica marajoara.
Baixo Amazonas
Sobre a região →Alenquer
6 pontosBaixo Amazonas
A origem de Alenquer está em uma missão religiosa de capuchos da Piedade no Rio Curuá, na primeira metade do século XVIII, catequizando os índios da região. O local foi rebatizado de "Alenquer" em 1775 pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado e elevado à categoria de vila por Carta Régia de 6 de julho de 1775. O município está a 01º 56' de latitude sul, próximo à linha do equador — um dos 6 municípios paraenses cortados por ela. A economia foi historicamente baseada em castanha-do-pará, seringa e juta; hoje a agricultura é o setor que mais cresce. Entre os pontos turísticos estão as cachoeiras do Vale do Paraíso (Véu de Noiva, 25 metros; Preciosa, 35 metros; Cachoeira Paraíso, 12 metros) e a Cidade dos Deuses, sítio arqueológico com formações rochosas esculpidas pelo vento, a 45 km do centro da cidade. A população é de 69.377 habitantes (Censo 2022).
Almeirim
5 pontosBaixo Amazonas
A origem de Almeirim está no Forte do Paru, iniciado em 1685 por Francisco da Mota Falcão e concluído por seu filho Manoel da Mota e Siqueira — depois que os holandeses, que haviam construído um forte anterior na região em 1623, foram repelidos por incursão portuguesa. Foi elevada à categoria de vila em 22 de fevereiro de 1758, desmembrada de Gurupá, e elevada a município em 24 de novembro de 1930, desmembrada de Monte Alegre. A partir de 1967, sediou o Projeto Jari, megaempreendimento do bilionário americano Daniel Keith Ludwig — inicialmente uma fábrica de celulose, e desde o fim dos anos 1970 também extração de bauxita e caulim. Entre os pontos turísticos estão a Serra da Velha Pobre, a cachoeira do Panamã (Rio Paru) e as cachoeiras de Santo Antônio e Macaquara (Rio Jari). A população é estimada em 33.614 habitantes.
Belterra
0 pontosBaixo Amazonas
A origem de Belterra está no projeto de seringais do industrial americano Henry Ford, transferido em 1934 de Fordlândia (abandonada por condições inadequadas de solo) para Belterra, a 40 km ao sul de Santarém, com o plantio de cerca de 3,2 milhões de pés de seringueira. O projeto fracassou comercialmente — nenhuma gota do látex produzido ali chegou a ser usada em um carro Ford, e o desenvolvimento da borracha sintética, a partir de 1945, tornou o empreendimento obsoleto. Com o fim do projeto, a área voltou a integrar o município de Santarém, só se tornando município independente em 1995. Preserva construções de arquitetura de inspiração norte-americana, hoje tombadas como patrimônio histórico. A população é de 16.324 habitantes (Censo 2010, mais recente encontrado).
Curuá
1 pontoBaixo Amazonas
A origem de Curuá está na Missão Baré, fundada em 1694 pelos Padres Franciscanos Capuchos da Piedade, depois transferida para a aldeia Surubim, em Alenquer, com o nome de Arcozelos, por Mendonça Furtado; a população restante foi para a aldeia Pauxis, em Óbidos. Uma segunda povoação começou por volta de 1848, com o Tenente Raimundo Simões, que se fixou ali para a exploração do látex de balata. Em 23 de março de 1900 foi criada a Vila Curuá, projeto do senador Fulgêncio Simões, instalada em 15 de agosto daquele ano. A emancipação definitiva veio por plebiscito em 3 de dezembro de 1995. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria. Entre os pontos turísticos está a Praia do Curuá, de águas cristalinas e areias brancas às margens do rio de mesmo nome, com um dos pores do sol mais bonitos do oeste do Pará. A população é de 14.126 habitantes (Censo 2022).
Faro
0 pontosBaixo Amazonas
A origem de Faro está em uma aldeia dos índios Jamundás, acompanhada por missionários da Congregação Capuchos da Piedade, situada abaixo da confluência do Rio Paratucu com o Nhamundá; por falta de condições favoráveis ao povoado e dificuldade de adaptação dos padres, a missão foi transferida para a margem do lago, sob proteção de São João Batista. Em 21 de dezembro de 1768, o ouvidor-geral José Feijó de Melo e Albuquerque realizou a eleição das autoridades locais, e em 27 de dezembro daquele ano ocorreu a cerimônia de levantamento do pelourinho e aclamação ao rei D. José I, marcando simbolicamente a criação da vila. A economia atual gira em torno de turismo, agropecuária e comércio, com extrativismo natural, pecuária e pesca; a produção familiar de mandioca gera farinha branca, farinha de tapioca, tapioca (goma), tucupi e variedades de beiju. A população é de 8.728 habitantes (Censo 2022).
Juruti
1 pontoBaixo Amazonas
Sede do Projeto Juruti da Alcoa, uma das maiores minas de bauxita do mundo.
Mojuí dos Campos
4 pontosBaixo Amazonas
A história de Mojuí dos Campos começou por volta de 1914, quando famílias nordestinas, fugindo da seca, formaram o povoado de Mojuí, então pertencente a Santarém; em 1952 chegaram cerca de 50 famílias vindas do Ceará. Foi elevado à categoria de vila em 31 de dezembro de 1964, pela Lei nº 3.227, assinada pelo então governador Jarbas Passarinho. Dois plebiscitos (1995 e 1999) reforçaram o desejo de emancipação de Santarém, com aprovação de 84% no segundo; a emancipação política só se concretizou em 2012, com posse do primeiro prefeito e vereadores em 1º de janeiro de 2013 — sendo o município mais novo do Pará. A economia é baseada em agricultura familiar e pecuária. Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua, a Praça da Igreja Matriz, o Campo Nogueirão, o Rio Moju e o Igarapé Beira Rio; em novembro acontece a Caminhada de Fé com Maria, parte da Festividade de Nossa Senhora da Conceição, que reúne milhares de devotos. A população é de 22.845 habitantes (Censo 2022).
Monte Alegre
1 pontoBaixo Amazonas
Abriga a Caverna da Pedra Pintada, com pinturas rupestres de 11 mil anos.
Óbidos
4 pontosBaixo Amazonas
Em 1698, Manoel da Mota Siqueira construiu o Forte Pauxis na margem esquerda do Rio Amazonas, no ponto mais estreito (cerca de 2 km) e profundo (cerca de 100 m) do rio — toda embarcação que passava por ali era obrigada a parar para pagar dízimo à Coroa portuguesa. Óbidos foi elevada à categoria de vila em 25 de março de 1758 pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, com o nome em homenagem à vila portuguesa de Óbidos. É conhecida como "a mais portuguesa das cidades do Pará" pela arquitetura colonial preservada. A economia é baseada em fibra de juta, castanha-do-pará e pesca. Entre os pontos turísticos estão a Praça de Sant'Ana, a zona do porto, a Serra da Escama e o Laguinho Pauxis. A população é de cerca de 52 mil habitantes.
Oriximiná
1 pontoBaixo Amazonas
Sede da Mineracao Rio do Norte, maior mina de bauxita a ceu aberto do mundo.
Placas
0 pontosBaixo Amazonas
Placas foi criado pela Lei Estadual nº 5.783, de 20 de dezembro de 1993, desmembrado do município de Santarém; instalado em 1º de janeiro de 1997, com Francisco Omildo Santiago como primeiro prefeito eleito. O nome do município vem de placas explicativas colocadas pelo INCRA e pelo extinto DNER no ponto exato onde a área urbana fica, na divisão dos trechos rodoviários entre Altamira e Itaituba. É um dos municípios mais novos da fronteira agrícola da região, com economia baseada em agropecuária.
Porto de Moz
4 pontosBaixo Amazonas
A origem de Porto de Moz está em 1639, com o aldeamento Maturu, sob invocação de São Braz, fundado pelos capuchinhos de São José na foz do Rio Xingu. Foi elevado a vila em 1758, com o nome português de Porto de Moz — topônimo que significa "porto em que há mós". Recebeu título de cidade em 1890; foi suprimido e incorporado ao território de Gurupá em 1930, recuperando autonomia em 1937. A economia é baseada principalmente em administração pública e agropecuária (pecuária de corte). Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz (século XVIII), a Praça da Matriz (de onde se vê o pôr do sol no Rio Xingu, com a imagem do Bom Jesus dos Navegantes), a Praia Chácara (2 km do centro, com festivais de verão) e a Praia de Tauerá (3,5 km do município, área arqueológica com sítios estudados pelo Museu Emílio Goeldi). A população é de 40.709 habitantes (Censo 2022).
Prainha
0 pontosBaixo Amazonas
O primeiro povoado de Prainha, às margens do Rio Urubuquara, chamava-se Outeiro; por causa do difícil acesso, foi transferido para as margens do Rio Amazonas, facilitando o comércio e a locomoção. Foi elevado a freguesia em 1758 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado; tornou-se vila e depois município em 1881. Foi extinto em 1930 e anexado a Monte Alegre, recuperando autonomia em 1935. É constituído por três distritos: Prainha, Pacoval e Santa Maria do Uruará. A economia é baseada em agropecuária, com destaque para a cultura do dendê. Um ponto turístico é o sítio arqueológico com arte rupestre, de interesse histórico e científico. A população é de 35.655 habitantes (Censo 2022).
Santarém
8 pontosBaixo Amazonas
Cidade do oeste do Para, no encontro das aguas do Tapajos com o Amazonas; portao de Alter do Chao.
Terra Santa
0 pontosBaixo Amazonas
O nome de Terra Santa originou-se de "Ponta de Santa", referência a uma ponta de pedras em frente à cidade onde povos indígenas se reuniam para rituais religiosos; segundo a lenda local, durante um ritual sagrado indígenas adoeceram de gripe, e o xamã as instruiu a se banhar nas águas do lago como parte do ritual — elas se recuperaram, e o xamã declarou o local uma "terra santa", cujas águas haviam curado. Foi criado pela Lei nº 5.699, de 13 de dezembro de 1991, com área desmembrada dos municípios de Faro e Oriximiná; instalado em 1º de janeiro de 1993. Faz divisa com Faro, Oriximiná, Juruti e, no Amazonas, Parintins e Nhamundá. A economia é baseada em criação bovina, pecuária, agricultura, extrativismo e projeção de exploração mineral de bauxita; hoje o turismo, a agropecuária e o comércio são as principais atividades. Entre os pontos turísticos estão praias de água doce e atrações de ecoturismo amazônico. A população é de 18.804 habitantes (Censo 2022).
Sudeste Paraense
Sobre a região →Abel Figueiredo
0 pontosSudeste Paraense
O núcleo habitacional de Abel Figueiredo nasceu em 1964, a partir da abertura da rodovia PA-070, que atraiu centenas de pessoas, a maioria imigrantes nordestinos. O nome homenageia Abel Figueiredo, ex-deputado da região de São João do Araguaia, município ao qual a localidade um dia pertenceu. É um dos municípios mais novos do sudeste do Pará, emancipado pela Lei nº 5.708, de 27 de dezembro de 1991. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria madeireira (fabricação de madeira laminada). A população é de 6.119 habitantes (Censo 2022).
Água Azul do Norte
0 pontosSudeste Paraense
Água Azul do Norte integrava anteriormente o município de Marabá; a vila começou a ser ocupada em 1978, com história marcada pela luta por direitos territoriais. A economia é baseada em criação e abate de bovinos, administração pública e também extração mineral (cobre, chumbo e zinco). O município abriga parte da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação de uso sustentável de 411.949 hectares, criada em 1998, que inclui operações de mineração em um dos maiores depósitos de minério de ferro de alta qualidade do mundo. Entre os pontos turísticos estão uma cachoeira e um rio importante da região, usados para pesca, passeios de barco e lazer. A população é de 16.672 habitantes (Censo 2022).
Bannach
0 pontosSudeste Paraense
A origem de Bannach está em uma serraria situada numa fazenda isolada da região sudeste do estado, pertencente a uma família ligada à indústria madeireira, pioneira na transformação da área em município — que herdou o sobrenome da família, batizando o município de Bannach. Foi elevado à categoria de município e distrito pela Lei Estadual nº 5.761, de 15 de outubro de 1993, desmembrado de Ourilândia do Norte, instalado em 1º de janeiro de 1997. A economia, originalmente ligada à atividade madeireira, tem hoje forte presença da agropecuária, com expressivo rebanho bovino e plantações de cacau, café, arroz, feijão e milho. Entre os pontos de interesse estão caminhadas, escalada, rallies, cachoeiras e córregos na região rural. A população é de 3.730 habitantes (Censo 2022) — o menor município do Pará em população.
Bom Jesus do Tocantins
0 pontosSudeste Paraense
Bom Jesus do Tocantins foi criado pela Lei nº 5.454, de 10 de maio de 1988, desmembrado de São João do Araguaia. O nome "Bom Jesus" foi escolhido pelos moradores mais antigos, e a festa do padroeiro, o Senhor Bom Jesus, acontece em 6 de agosto. O município fica a 591 km de Belém, 64 km de Marabá e 25 km da divisa com o Maranhão. Conta com 11 km de praias fluviais, divididas em 8 pontos de apoio ao turista, e 28 comunidades indígenas, onde acontecem festivais periódicos — o mais conhecido é o Festival da Castanha Nova, que marca a abertura da colheita da castanha-do-pará. A economia é baseada em pecuária de corte e de leite. A população estimada é de 16.517 habitantes.
Brejo Grande do Araguaia
0 pontosSudeste Paraense
Brejo Grande do Araguaia originou-se do desmembramento de São João do Araguaia, com exploração de terras às margens do Rio Araguaia a partir da década de 1950; o primeiro morador foi Raimundo Victor, que se estabeleceu ali em 25 de julho de 1958. Por volta de 1959, chegaram pessoas vindas de Bela Vista (atual Tocantins), lideradas por Raimundo Negro, consolidando a fundação de Brejo Grande, atual distrito-sede; em 1960, outras famílias deram origem à atual Avenida Goiás e a outras ruas centrais. Na metade dos anos 1960, o fluxo populacional cresceu com a descoberta do garimpo de Itamerim, a 16 km da sede. O nome é uma homenagem ao igarapé local, de águas frias e cristalinas, que corre em sua maior parte por uma brejaria. A economia é majoritariamente agropecuária, seguida por administração pública e serviços. Um ponto turístico são as praias do Rio Araguaia, que segue como via de acesso crucial e recurso natural vital para o município. A população é de 6.791 habitantes (Censo 2022).
Breu Branco
5 pontosSudeste Paraense
A origem de Breu Branco remonta a 1907, com a construção da Ferrovia Tocantins; o nome vem da resina esbranquiçada extraída de árvores faveiras da região, usada na fabricação de breu. A vila original foi submersa em 1980 pela formação da Barragem de Tucuruí, com a população realocada para uma nova vila, e o município foi criado em 1991. Breu Branco integra a Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí — a usina hidrelétrica é a maior 100% brasileira, com o segundo maior vertedouro do mundo. A economia é baseada em comércio, serviços e extração de madeira, já que a desconexão direta com o rio limita a agropecuária em maior escala. O ponto turístico de destaque é a Praia Queiroz Galvão, formada sazonalmente pela cheia do Rio Tocantins entre julho e dezembro. A população é estimada em 68.597 habitantes (IBGE 2021).
Canaã dos Carajás
4 pontosSudeste Paraense
Emancipado de Parauapebas em outubro de 1994 (Lei Estadual nº 5.860), Canaã dos Carajás teve a economia transformada pela descoberta de jazidas de cobre, níquel e ferro no fim dos anos 1990 — antes, a base era agricultura de arroz, milho e feijão, além de pecuária. Hoje sedia o projeto S11D, da Vale, a maior mina de ferro a céu aberto do mundo, e tem o segundo maior PIB do Pará, superando a capital Belém. A população saltou de cerca de 26.700 habitantes em 2010 para 77.079 em 2022 (Censo IBGE) — o maior crescimento populacional do Brasil no período, com estimativas locais indicando algo próximo de 100 mil habitantes atualmente. Entre os pontos de destaque estão a Cachoeira do Goiano, o Bosque Gonzaguinha, o Parque Veredas e o Lago dos Buritis.
Conceição do Araguaia
4 pontosSudeste Paraense
Fundada em 1897 pelo Frei Gil de Vila Nova, com o nome em homenagem à padroeira Nossa Senhora da Conceição, Conceição do Araguaia foi emancipada em 1935. É considerada o maior polo turístico do sul do Pará: entre junho e julho, na estiagem do Rio Araguaia, praias fluviais de água doce — como a Praia das Gaivotas, a Praia Verde e a Praia Alta — atraem dezenas de milhares de visitantes de todo o Brasil, com destaque para o Fest Verão, realizado na Praia das Gaivotas. A economia é baseada em pecuária de corte e leite, agricultura (soja, milho) e pesca. A população é de 44.617 habitantes (Censo 2022).
Cumaru do Norte
0 pontosSudeste Paraense
Cumaru do Norte nasceu em torno de um garimpo surgido na década de 1980, após a descoberta de ouro em uma fazenda local, atraindo homens de várias partes do estado e do país; a atividade garimpeira cresceu a ponto de a área ganhar uma pista de pouso e decolagem para táxis aéreos. Foi criado como município em 1991. A economia é majoritariamente agropecuária — criação de bovinos de corte e cultivo de soja —, seguida por administração pública e serviços. Fica a 749 km de Belém. A população é de 12.397 habitantes (Censo 2022).
Curionópolis
3 pontosSudeste Paraense
A origem de Curionópolis está no fim dos anos 1970, num acampamento no km 30 da Rodovia PA-275, formado por pessoas em busca de trabalho na construção da Estrada de Ferro Carajás ou de ouro em garimpos locais. Com a descoberta de ouro em Serra Pelada no início dos anos 1980, consolidou-se como núcleo de apoio ao garimpo — moradia das famílias dos garimpeiros e polo de comércio e serviços (hotéis, pensões, bares). O nome homenageia o "Major Curió", que coordenou o garimpo de Serra Pelada entre 1981 e 1982. Serra Pelada foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, com cerca de 80 mil garimpeiros extraindo por volta de sete toneladas de ouro no início dos anos 1980. Hoje aposta no turismo histórico de memória: a antiga cratera de escavação, hoje um lago, atrai visitantes e pesquisadores, com iniciativas como um museu dedicado à história do garimpo e o roteiro turístico "O Novo Ouro de Serra Pelada".
Dom Eliseu
0 pontosSudeste Paraense
A origem de Dom Eliseu está em área do município de Paragominas, ocupada a partir dos anos 1960 com a abertura da rodovia BR-222 (então PA-70); Leopoldo Cunha foi o primeiro morador, montando um armazém no entroncamento com a BR-010. Foi emancipado pela Lei nº 5.450, de 10 de maio de 1988, no governo Hélio Gueiros; o nome homenageia Dom Eliseu Corolli, bispo da Diocese de Bragança. A primeira indústria madeireira (Serraria Alves Marques) foi instalada em 1970; hoje a fabricação de madeira laminada e o cultivo de eucalipto seguem entre os setores mais característicos da economia. O município também funciona como entreposto comercial de madeira, sementes, palha e goiaba. A população estimada é de 62.823 habitantes (2025).
Eldorado do Carajás
0 pontosSudeste Paraense
Eldorado do Carajás foi criado em 1991, desmembrado de Curionópolis; o complemento "Carajás" vem da proximidade com o complexo geológico da Serra dos Carajás. É o local do Massacre de Eldorado do Carajás, em 17 de abril de 1996 — a Polícia Militar matou 21 trabalhadores rurais sem-terra durante um protesto pacífico na "Curva do S", episódio de repercussão internacional que levou a organização Via Campesina a instituir o 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. A fazenda Macaxeira, alvo do protesto original, foi desapropriada e deu origem ao assentamento 17 de Abril; um monumento com troncos de castanheiras marca o local até hoje. A economia é baseada em agropecuária (pecuária de corte e leite), impulsionada desde a explosão populacional de 1987-1991, ligada também à extração madeireira. A população é de 28.192 habitantes (Censo 2022).
Floresta do Araguaia
0 pontosSudeste Paraense
Até 1970, o território de Floresta do Araguaia tinha apenas pequenos povoados às margens do Rio Araguaia, ocupados desde a década de 1910 por povos indígenas e depois por colonizadores atraídos pelas terras férteis e pastagens naturais. Em 1973 foram obtidas 17 glebas de 900 alqueires para a criação oficial de uma colônia agrícola. Em 1988, o empresário José Pereira Barbosa implantou o empreendimento de Mineração Vale das Andorinhas, impulsionando o crescimento da vila e atraindo imigrantes do Tocantins, Goiás e Maranhão. É conhecida como "Capital do Abacaxi" — maior produtora da fruta no Brasil, com mais de 200 milhões de frutos por ano — e sedia a maior indústria de suco concentrado de abacaxi do país, que exporta para União Europeia, NAFTA, Liga Árabe e Mercosul. Um ponto turístico é a Igreja Matriz de São Francisco de Assis. A população é de 17.896 habitantes (Censo 2022).
Goianésia do Pará
1 pontoSudeste Paraense
A ocupação da área de Goianésia do Pará começou na década de 1970, com as obras da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. A vila recebeu o nome em homenagem a Goianésia, cidade de Goiás, terra natal do imigrante Anézio Guerra, dono da Fazenda Baronesa, que doou as terras para a formação do povoado. É um dos maiores produtores de madeira semibeneficiada do Norte do Brasil, abastecendo o mercado internacional e o centro-sul brasileiro; a piscicultura também é expressiva, aproveitando o lago artificial formado pela hidrelétrica. O artesanato em madeira — peças talhadas em angelim-pedra — é marca registrada dos moradores. Entre os pontos turísticos estão os rios Verde e Arapixi, a Praça dos Três Poderes e a Praça da Bíblia. A população é de 26.362 habitantes (Censo 2022).
Itupiranga
4 pontosSudeste Paraense
A origem de Itupiranga está no povoado de Lago Vermelho, do século XIX, fundado por extratores de caucho e castanha-do-pará às margens do Rio Tocantins; o município foi criado em 31 de dezembro de 1947. A economia é agropecuária (gado de corte e leite, mandioca, milho, açaí, banana) e de pesca artesanal no Tocantins. Os pontos turísticos incluem a Orla Municipal às margens do Tocantins, a Praia do Macaco, a Praia do Tiradentes e a Praça de Santo Antônio, mirante sobre o rio; em julho acontece o festival 'Verão Balança o Lago'. A população é estimada em mais de 52 mil habitantes (IBGE 2024).
Jacundá
0 pontosSudeste Paraense
A área hoje ocupada por Jacundá era originalmente habitada pelos índios Gavião, com ocupação não indígena a partir de 1892. A economia inicial girou em torno do extrativismo — borracha, caucho, castanha-do-pará e diamante, este último explorado às margens do Tocantins na Foz do Riacho desde o fim dos anos 1930. O município foi emancipado de Itupiranga em 29 de dezembro de 1961, e teve sua sede transferida das margens do Rio Tocantins para a Rodovia PA-150 devido ao alagamento causado pela formação do lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Hoje a economia é baseada em pecuária, agricultura e piscicultura. Entre os eventos de destaque estão a FEICAJ (Feira da Indústria, Comércio e Agropecuária), com rodeio e shows, e o Carnaval de Rua. A população é de 37.707 habitantes (Censo 2022).
Marabá
7 pontosSudeste Paraense
Polo historico do sudeste paraense, no encontro dos rios Tocantins e Itacaiunas.
Nova Ipixuna
0 pontosSudeste Paraense
Nova Ipixuna surgiu das mudanças provocadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que alagou a antiga ilha onde ficava a velha Ipixuna, distrito ribeirinho às margens do Rio Tocantins. Em 21 de agosto de 1977, uma sessão solene formalizou a criação da Vila de Nova Ipixuna, com lotes liberados para construção. Um plebiscito em 15 de março de 1992 aprovou a emancipação com 92,5% dos votos. A população da antiga Ipixuna vivia de pesca, caça, extrativismo vegetal e extração de diamantes; hoje a economia se apoia em terras férteis para cultivo de arroz, mandioca, milho e feijão, além de criação de gado, produção de leite e coleta de frutos nativos como cupuaçu, castanha-do-pará e açaí. Fica próximo a Marabá. A população é de 13.318 habitantes (Censo 2022).
Novo Repartimento
0 pontosSudeste Paraense
O nome 'Repartimento' vem do rio que os indígenas Parakanã usavam para dividir suas terras. A ocupação começou no início dos anos 1970, com a construção da BR-422 (ligando a Transamazônica à futura hidrelétrica de Tucuruí) pela construtora Mendes Júnior. O município nasceu do reassentamento obrigatório da antiga vila de Repartimento, inundada pelo reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí entre 1984 e 1985 — represamento que deslocou à força cerca de 10 mil famílias na região, incluindo parte da reserva indígena Parakanã. Novo Repartimento foi elevado a município pela Lei Estadual nº 5.702, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Tucuruí, Jacundá e Pacajá, e instalado em 1º de janeiro de 1993.
Ourilândia do Norte
2 pontosSudeste Paraense
Ourilândia do Norte foi originada do 'Projeto Tucumã' (1981), da Construtora Andrade Gutierrez, colonizado por migrantes do Paraná e do centro-sul do Brasil; antes da emancipação, em 10 de maio de 1988, a área era chamada Guarita I e Guarita II. A economia é baseada num tripé de mineração — a extração de níquel é a maior empregadora —, pecuária e serviços. Os pontos turísticos incluem a Cachoeira do Itacaiúnas, com queda d'água de aproximadamente 70 metros, a Igreja Matriz de São Francisco de Assis e o Parque Municipal, com trilhas ecológicas; entre os eventos está a Festa do Peão de Boiadeiro. A população é de 32.467 habitantes (Censo 2022).
Palestina do Pará
0 pontosSudeste Paraense
Palestina do Pará está localizado às margens do Rio Araguaia, na divisa com o estado do Tocantins; o povoado começou a ser fundado em 1958 pelas famílias Ribeiro, Sandes, Vieira e Souza. A emancipação ocorreu em 13 de dezembro de 1991, pela Lei nº 5.689, desmembrado do município de Brejo Grande do Araguaia — na década de 1980, a exploração econômica da madeira e da agropecuária levou a localidade a organizar os movimentos de emancipação. A economia é baseada em agropecuária, extrativismo vegetal e exploração madeireira, com destaque para produção de leite e derivados e bovinocultura de corte; a indústria se concentra em olarias e cerâmica (tijolos e telhas), além da lavra mecanizada de areia e gemas. Entre os pontos turísticos estão as praias de água doce do Rio Araguaia e o Rio Turvo, usados para banho e esportes náuticos. A população é de 6.872 habitantes (Censo 2022).
Paragominas
2 pontosSudeste Paraense
Primeiro municipio da Amazonia a sair da lista de prioridade no combate ao desmatamento.
Parauapebas
4 pontosSudeste Paraense
No coracao da Serra dos Carajas, maior produtor de minerio de ferro do Brasil.
Pau D'Arco
0 pontosSudeste Paraense
A origem de Pau D'Arco remonta ao ciclo da borracha no fim do século XIX: havia uma árvore seca caída (um ipê, conhecido na região como pau d'arco) na margem esquerda do Rio Araguaia, num ponto bom para atracar embarcações, que se tornou o principal porto de embarque da borracha na região. Vilas mais antigas como Gameleira, Santo Antônio e Cajueiro viveram da extração de ouro e madeiras nobres (com destaque para a aroeira, hoje extinta na região), além de criação de gado, agricultura de subsistência (arroz), caça e pesca. Com a construção da rodovia BR-158, em 1972, surgiram novas vilas, entre elas Pau D'Arco, onde foi instalada uma serraria que se tornou o centro do desenvolvimento local. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.696, de 13 de dezembro de 1991, instalado em 1º de janeiro de 1993. A economia atual tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária. Entre os pontos turísticos estão a Praia da Fofoca (badalada no verão, entre julho e agosto) e a Serra do Avião — batizada por ter sido atingida por um avião bimotor nos anos 1950 — com vista para o Rio Araguaia, planícies e montanhas. A população é de 6.772 habitantes (Censo 2022).
Piçarra
0 pontosSudeste Paraense
A região de Piçarra era coberta por florestas densas e de cocal, de onde os pioneiros extraíam castanha-do-pará, por muito tempo a principal fonte de renda das famílias locais. Em 1980, o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) do Exército chegou para abrir estradas ligando os povoados; no local onde hoje é a cidade, havia grande quantidade de cascalho (piçarra), usado na construção da estrada que ligava São Geraldo do Araguaia a Itaipavas. Uma placa do BEC identificando o ponto de extração com o nome "Piçarra" deu origem ao nome do futuro município, desmembrado de São Geraldo do Araguaia. Faz divisa com São Geraldo do Araguaia, Eldorado do Carajás, Xinguara e o estado do Tocantins. A economia é majoritariamente agropecuária. A população é de 12.794 habitantes (Censo 2022).
Redenção
2 pontosSudeste Paraense
Uma das duas minimetropoles que centralizam comercio e servicos para o sul do Para.
Rio Maria
0 pontosSudeste Paraense
Rio Maria foi fundado em 13 de maio de 1982, no extremo sul do Pará; foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.028, de mesma data, desmembrado de Conceição do Araguaia. A região era ocupada por povos indígenas; a colonização se intensificou a partir da década de 1970, com migrantes vindos principalmente do Nordeste e Centro-Oeste, atraídos pelo potencial agrícola e pecuário. É um dos principais polos de criação de gado do Pará, com o Frigorífico Rio Maria, exportador, gerando cerca de 500 empregos diretos e indiretos; a mineração de ouro e o comércio também são fontes relevantes de renda. É o 2º município mais populoso da região imediata de Xinguara. A população é de 17.965 habitantes (Censo 2022).
Rondon do Pará
0 pontosSudeste Paraense
O povoado inicial de Rondon do Pará foi chamado de "Candangolândia de Arinos Brazil"; em 1969, o médico Dr. Camillo Vianna chegou ao local como coordenador do Projeto Rondon — iniciativa federal que levava profissionais e estudantes universitários para o interior do país, origem do nome atual do município. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 5.027, de 13 de maio de 1982, desmembrado de São Domingos do Capim e Moju. A economia foi historicamente ligada à extração madeireira, com dezenas de indústrias madeireiras (a fabricação de madeira laminada segue como atividade relevante), somada hoje à pecuária de corte. A população estimada é de 57.031 habitantes (2025), com 53.143 no Censo 2022.
Santa Maria das Barreiras
4 pontosSudeste Paraense
A origem de Santa Maria das Barreiras está em 1892, quando o sertanista e fazendeiro Inocêncio Costa se estabeleceu em Altas Barreiras, à margem esquerda do Rio Araguaia; com apoio do governador Augusto Montenegro, famílias maranhenses formaram o núcleo populacional. O povoado obteve categoria de distrito em 1937, com o nome de Santa Maria das Barreiras, tornando-se unidade autônoma em 1961. A economia tem forte participação da indústria, seguida por agropecuária (criação de bovinos de corte e cultivo de soja) e administração pública. Entre os pontos turísticos estão nove praias no Rio Araguaia — Pio Capitare, Defunto, Paulista, Onça, Norberto, Jatobá, Mundico e Cabeça Branca — que atraem turistas do Sul e Centro-Oeste do Brasil no verão. A população é de 17.639 habitantes (Censo 2022).
Santana do Araguaia
0 pontosSudeste Paraense
A origem de Santana do Araguaia remonta a 1892, quando o sertanista e fazendeiro Inocêncio Costa se estabeleceu em Altas Barreiras; com apoio do governo estadual (governador Augusto Montenegro), famílias maranhenses formaram o núcleo populacional. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Conceição do Araguaia. Em 1978, com apoio da Volkswagen, começou a construção do Frigorífico Atlas, nas proximidades de Campo Alegre, transformando a localidade numa espécie de cidade operária; em 1980 uma grande enchente destruiu parcialmente a sede do município. Hoje é forte no agronegócio — pecuária de corte e cultivo de soja — com o 2º melhor crescimento de PIB da região imediata entre 2006 e 2021 (319,1%). A população é de 32.413 habitantes (Censo 2022).
São Domingos do Araguaia
0 pontosSudeste Paraense
A origem de São Domingos do Araguaia está em 1952, com a chegada do lavrador piauiense Serafim Canário da Silva; o povoado ficou conhecido por "Centro das Latas", nome vindo de latas de querosene encontradas junto a pés de mangueira na área. O nome "São Domingos" surgiu em 1955, em homenagem ao primeiro padre que celebrou missa no local. Também foi palco da Guerrilha do Araguaia (1972-1974). Foi emancipado em 1991, após plebiscito com 99,5% de aprovação. É banhado pelo Rio Araguaia. A população é de 21.092 habitantes (Censo 2022).
São Félix do Xingu
2 pontosSudeste Paraense
Detem o maior rebanho bovino do Brasil.
São Geraldo do Araguaia
4 pontosSudeste Paraense
São Geraldo do Araguaia foi fundado em 1952 por garimpeiros e exploradores de castanha-do-pará e bauxita vindos da margem direita do Rio Araguaia, na região de Xambioá; o nome homenageia Geraldo, filho do dono das terras da região. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.441, desmembrado de Xinguara, instalado em 1º de janeiro de 1989. Foi um dos palcos da Guerrilha do Araguaia, o maior conflito militar em território brasileiro no século XX. Entre os pontos turísticos estão o Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (24.897 hectares, criado em 1996) e a Área de Proteção Ambiental São Geraldo do Araguaia (29.655 hectares) — a Serra das Andorinhas é um dos principais atrativos da região. A população é de 24.255 habitantes (Censo 2022).
São João do Araguaia
0 pontosSudeste Paraense
A origem de São João do Araguaia está em 1779, quando o governador capitão-general José de Nápoles Tello de Meneses determinou a fundação de um núcleo à margem esquerda do Rio Tocantins, denominado São Bernardo da Pederneira; próximo dali havia um mocambo chefiado por Maria Aranha, de onde nasceu a povoação primitiva de São João do Araguaia. Foi elevado a vila pela Lei Estadual nº 1.069, de 5 de novembro de 1908. A crise da borracha, na década de 1910, levou à perda de autonomia em 1922, quando foi anexado a Marabá; foi elevado a município em 1961, desmembrado de Marabá. A economia inicial baseou-se no extrativismo — caucho, castanha-do-pará e andiroba —, favorecida pela posição de entroncamento fluvial entre os Rios Araguaia e Tocantins; nos anos 1930 a exploração da castanha-do-pará se intensificou, junto com a descoberta de depósitos de gemas (cristal de rocha e diamante) no leito do Tocantins. Hoje a economia tem participação equilibrada entre administração pública, agropecuária, serviços e indústria. A população é de 13.446 habitantes (Censo 2022).
Sapucaia
0 pontosSudeste Paraense
Sapucaia foi criado pela Lei Estadual nº 5.961, de 24 de abril de 1996, assinada pelo governador Almir Gabriel, com território desmembrado do município de Xinguara, com sede na localidade de Vila Sapucaia, elevada à categoria de cidade com o nome de Sapucaia. A instalação oficial ocorreu em 1º de janeiro de 1997, com a posse do prefeito José Augusto Marinho, do vice-prefeito e dos vereadores eleitos no pleito de 3 de outubro de 1996. O nome tem origem geográfica, referência a uma árvore (sapucaia) abundante na região. A população é de 5.295 habitantes (Censo 2022).
Tucumã
2 pontosSudeste Paraense
Originado do Projeto Carajás de colonização, iniciado em 1977, com assentamento de colonos vindos do Sul do país a partir de 1982, o município de Tucumã foi emancipado em 10 de maio de 1988. A economia girou em torno da atividade madeireira nos anos 1980-90 — hoje reduzida pela fiscalização ambiental — e do garimpo, praticamente extinto desde o fim dos anos 1990; atualmente é baseada em agropecuária e no cultivo de cacau, cuja produtividade supera a da Bahia. A população é de 39.550 habitantes (Censo 2022). O turismo de natureza acontece no Rio Fresco, com praias fluviais no verão amazônico entre julho e setembro, e na Serra das Torres, com potencial de ecoturismo e turismo de aventura.
Tucuruí
2 pontosSudeste Paraense
Sede da Usina Hidreletrica de Tucurui, uma das maiores 100% brasileiras.
Ulianópolis
0 pontosSudeste Paraense
A colonização da área de Ulianópolis começou em 1958, quando pioneiros montaram um acampamento sob um pé de cumaru, próximo a um riacho; a família Uliana, entre as primeiras a chegar, deu origem ao nome do município. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.697, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Paragominas. É o maior produtor de grãos do Pará; sedia a PAGRISA (Pará Pastoril Agrícola), única produtora de açúcar e álcool do estado. O principal evento turístico é o "Agro Fest Milho", em junho. A população é de cerca de 57.632 habitantes.
Xinguara
6 pontosSudeste Paraense
O nome de Xinguara vem da junção dos rios Xingu e Araguaia. O povoamento começou em 1973, e a emancipação veio em 13 de maio de 1982. Conhecida como a 'Capital da Carne Bovina do Sul do Pará', o município reúne mais de 500 mil cabeças de gado, quatro frigoríficos que exportam para Europa e Ásia, e é zona livre de febre aftosa há quase duas décadas. A população é de 52.893 habitantes (Censo 2022). O ponto turístico de destaque é a Praia do Pontão, no distrito de São José do Araguaia, a 115 km da sede, às margens do Rio Araguaia.
Sudoeste Paraense
Sobre a região →Altamira
3 pontosSudoeste Paraense
O maior municipio do Brasil em area; sede da usina de Belo Monte; banhado pelo Xingu.
Anapu
0 pontosSudoeste Paraense
A origem de Anapu está ligada à abertura da Rodovia Transamazônica nos anos 1970 e ao Programa de Integração Nacional (PIN, 1970-71), que trouxe trabalhadores sem-terra de diversas regiões do Brasil, sobretudo do Nordeste. Foi criado oficialmente pela Lei Estadual nº 5.929/95, em 28 de dezembro de 1995. O nome vem do Rio Anapu, do tupi "anã" (forte, grosso) e "pu" (ruído), referência ao barulho do volume d'água do rio. A economia inclui lavoura permanente (banana, cacau, café, coco, pimenta-do-reino), lavoura temporária (arroz, mandioca, milho), pecuária e extração vegetal (açaí, castanha-do-pará, madeira). Em 2005, o assassinato da missionária norte-americana Irmã Dorothy Stang, que atuava desde os anos 1970 junto a trabalhadores rurais da região do Xingu em projetos de reforma agrária e reflorestamento, ganhou repercussão mundial e tornou-se símbolo da luta por justiça e preservação da Amazônia. A população é de 33.566 habitantes (Censo 2022).
Aveiro
0 pontosSudoeste Paraense
A origem de Aveiro está em uma aldeia de índios Mundurucus, denominada Tapajós-Tapera, às margens do Rio Tapajós. Foi elevada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro em 1781, recebendo a denominação portuguesa de Aveiro por ato do governador José de Nápoles Tello de Menezes. Elevado a município em 1883. Compreende os distritos de Aveiro, Brasília Legal e Pinhel — este último ligado ao histórico projeto de seringais do industrial Henry Ford, que instalou o empreendimento Fordlândia em 1928 nas proximidades, no ciclo econômico da borracha na Amazônia. A economia atual é baseada em agricultura, pesca, pecuária, comércio, serviços e turismo ecológico. Entre os atrativos estão as ruínas de Fordlândia — o hospital projetado por Albert Kahn, a caixa d'água metálica de cerca de 50 metros (primeiro marco visível de quem chega de barco), a Vila Americana (casas de madeira em estilo americano) e o galpão da serraria com maquinário original da Ford Motor Company — e as praias de água doce do Rio Tapajós, que surgem na estação seca (julho a dezembro). A população é de 18.343 habitantes (Censo 2022).
Brasil Novo
0 pontosSudoeste Paraense
Brasil Novo era inicialmente uma Agropólis do INCRA, sede administrativa e de apoio à colonização criada pela distância até Altamira e pela necessidade de integração da Rodovia Transamazônica (BR-230), construída nos anos 1960-70. Com a redemocratização, o Pará criou novos municípios no início dos anos 1990; Brasil Novo foi criado pela Lei Estadual nº 5.962, de 13 de dezembro de 1991, com sede no km 46 da Transamazônica. É servido por 15 vicinais (travessões) em formato de "espinha de peixe", somando cerca de 2.500 km de estradas. A economia tem como principal atividade a pecuária extensiva de corte (rebanho de mais de 200 mil cabeças), além de extração de madeira de lei, comércio e serviços. É banhado pelo Rio Xingu, com praias fluviais na época de verão. O aniversário do município, em 13 de dezembro, é celebrado com festa agropecuária, rodeio, vaquejada e shows. A população é de 30.214 habitantes (Censo 2022).
Itaituba
4 pontosSudoeste Paraense
Portao de entrada do Tapajos, ponto historico do garimpo de ouro.
Jacareacanga
0 pontosSudoeste Paraense
O nome de Jacareacanga, de origem indígena, descreve a antiga vila com formato semelhante a um jacaré, com uma protuberância nas costas lembrando uma "canga". A ocupação da região está ligada à "marcha para o oeste" de Getúlio Vargas, nos anos 1950, e à garimpagem de ouro que se intensificou a partir de então; o município foi emancipado em 1991. Abriga parte do Território Indígena Munduruku (2.382.000 hectares, demarcado em 2004) — cerca de 57% da população é indígena. O garimpo segue como uma das principais atividades econômicas, atrás apenas do setor público. Entre os pontos turísticos estão praias fluviais, cachoeiras e igarapés. A população é de 24.042 habitantes (Censo 2022).
Medicilândia
0 pontosSudoeste Paraense
A origem de Medicilândia está no Programa de Integração Nacional (PIN, 1970-71), que trouxe colonos — muitos nordestinos — para a Amazônia via rodovia Transamazônica. É reconhecida como a "Capital Nacional do Cacau" — maior produtora do Pará, premiada em 2024 no Cocoa of Excellence Awards, em Amsterdã; realiza anualmente o CacauFest. A economia é majoritariamente agropecuária (64,2% do PIB municipal), com um rebanho de cerca de 300 mil cabeças de gado. Um ponto turístico é a Cachoeira do Km 110. A festa da padroeira, Nossa Senhora Imaculada Mãe dos Pobres (Conceição), reúne fiéis de diversas regiões. A população é de 31.213 habitantes.
Novo Progresso
3 pontosSudoeste Paraense
Novo Progresso surgiu com a construção da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), em 1973, e foi desmembrado de Itaituba em 13 de dezembro de 1991, junto com Jacareacanga e Trairão. O garimpo foi a base econômica nos anos 1980; hoje a economia principal é a agropecuária, com destaque para a pecuária bovina, e o garimpo de ouro segue ativo, com cerca de 100 garimpos empregando por volta de 2 mil pessoas. O PIB municipal cresceu 230,9% entre 2006 e 2022. Os pontos turísticos incluem o Complexo de Cachoeiras do Rio Curuá, na Serra do Cachimbo — uma das quedas d'água passa de 80 metros de altura —, e a pesca esportiva no Rio Jamanxim. A população é de 25.169 habitantes (estimativa IBGE 2014, a mais recente disponível).
Pacajá
0 pontosSudoeste Paraense
Colonizacao dirigida ao longo da Transamazonica nos anos 1970.
Rurópolis
1 pontoSudoeste Paraense
Nasceu no entroncamento da BR-163 com a BR-230 (Transamazonica).
Senador José Porfírio
3 pontosSudoeste Paraense
A origem de Senador José Porfírio é colonial: em 1639, padres jesuítas fundaram um assentamento com povos indígenas com o nome de Arucará (ou Aricará). Em 1758, o governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado elevou o local a freguesia, sob padroado de São Francisco Xavier. Após a expulsão dos jesuítas do Brasil, a missão virou vila com o nome de Sousel; foi extinta em 1833, restaurada em 1874 e extinta de novo em 1921, quando seu território foi anexado a Porto de Moz. Só em 1961 obteve emancipação político-administrativa definitiva, sendo elevada a município com o nome de Senador José Porfírio, em homenagem ao político José Porfírio de Miranda Júnior. Historicamente viveu da extração e comercialização de borracha e outros produtos florestais; mais recentemente, a instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e de projetos de mineração (Volta Grande) intensificou a ocupação territorial da região. É um dos poucos municípios brasileiros — e o único do Pará — com território descontínuo — duas áreas completamente separadas pelo município vizinho de Vitória do Xingu. Entre os pontos turísticos estão igarapés de águas cristalinas, a Praia do Leme (onde ocorre o Festival da Caratinga, peixe abundante na região) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Vitória de Souzel, conhecida como Tabuleiro do Embaubal, sítio de nidificação de tartarugas amazônicas. A população é de 22.651 habitantes (Censo 2022).
Trairão
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A ocupação da área de Trairão começou em 1972, com a abertura do Ramal Sul da BR-163; o nome do município vem de uma traíra (peixe de água doce) de 40 kg fisgada por um grupo de homens na região. O fluxo migratório se intensificou em 1976, principalmente vindo do Nordeste do país, atraído pela abundância de terras agrícolas. Foi emancipado em 13 de dezembro de 1991. A economia é baseada em fruticultura (desde 1983) e no cultivo de banana, feijão, mandioca, arroz e milho. Entre os pontos turísticos estão cachoeiras, rios e igarapés — o município é banhado pelo Rio Jamanxim, um dos principais afluentes do Rio Tapajós. O festival "Arraiarão", em junho, é uma importante vitrine da cultura local. A população é de 15.242 habitantes (Censo 2022).
Uruará
2 pontosSudoeste Paraense
Nasceu do projeto de colonizacao dirigida do INCRA na decada de 1970.
Vitória do Xingu
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Vitória do Xingu era um povoado de seringueiros visitado em 1868 por dois frades capuchinhos italianos, Ludovico e Carmelo Mazzarino; por volta de 1875 já havia comerciantes instalados vivendo da exploração da borracha. Foi emancipado como município em 1991. Tem um dos maiores PIB per capita do Pará (R$ 274 mil em 2021), puxado em parte pela geração de energia elétrica — a rodovia Transamazônica (BR-230) dá acesso à Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O brasão do município, com uma vaca e um peixe, simboliza a economia baseada em pecuária e pesca. Entre os pontos turísticos estão cachoeiras, praias fluviais no Rio Xingu, trilhas e esportes de aventura como rafting, canoagem e tirolesa. Eventos de destaque incluem a Festa de Veraneio "VITSol", a Festividade da Padroeira Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos e o Carnavix. A população é de 15.607 habitantes (Censo 2022).
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