Sudoeste Paraense
A região menos povoada do estado, com maior preservação de floresta nativa — exceto ao longo da Transamazônica e da BR-163 (Cuiabá-Santarém), corredores que hoje escoam soja vinda do Mato Grosso e sustentam a atividade madeireira. Assim como o Sudeste, teve boa parte da ocupação vinda de colonização dirigida pelo INCRA a partir dos anos 1970. É porta de entrada do rio Tapajós e de seu turismo fluvial.
Cidades publicadas (14)
Altamira
Sudoeste Paraense
O maior municipio do Brasil em area; sede da usina de Belo Monte; banhado pelo Xingu.
Anapu
Sudoeste Paraense
A origem de Anapu está ligada à abertura da Rodovia Transamazônica nos anos 1970 e ao Programa de Integração Nacional (PIN, 1970-71), que trouxe trabalhadores sem-terra de diversas regiões do Brasil, sobretudo do Nordeste. Foi criado oficialmente pela Lei Estadual nº 5.929/95, em 28 de dezembro de 1995. O nome vem do Rio Anapu, do tupi "anã" (forte, grosso) e "pu" (ruído), referência ao barulho do volume d'água do rio. A economia inclui lavoura permanente (banana, cacau, café, coco, pimenta-do-reino), lavoura temporária (arroz, mandioca, milho), pecuária e extração vegetal (açaí, castanha-do-pará, madeira). Em 2005, o assassinato da missionária norte-americana Irmã Dorothy Stang, que atuava desde os anos 1970 junto a trabalhadores rurais da região do Xingu em projetos de reforma agrária e reflorestamento, ganhou repercussão mundial e tornou-se símbolo da luta por justiça e preservação da Amazônia. A população é de 33.566 habitantes (Censo 2022).
Aveiro
Sudoeste Paraense
A origem de Aveiro está em uma aldeia de índios Mundurucus, denominada Tapajós-Tapera, às margens do Rio Tapajós. Foi elevada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Aveiro em 1781, recebendo a denominação portuguesa de Aveiro por ato do governador José de Nápoles Tello de Menezes. Elevado a município em 1883. Compreende os distritos de Aveiro, Brasília Legal e Pinhel — este último ligado ao histórico projeto de seringais do industrial Henry Ford, que instalou o empreendimento Fordlândia em 1928 nas proximidades, no ciclo econômico da borracha na Amazônia. A economia atual é baseada em agricultura, pesca, pecuária, comércio, serviços e turismo ecológico. Entre os atrativos estão as ruínas de Fordlândia — o hospital projetado por Albert Kahn, a caixa d'água metálica de cerca de 50 metros (primeiro marco visível de quem chega de barco), a Vila Americana (casas de madeira em estilo americano) e o galpão da serraria com maquinário original da Ford Motor Company — e as praias de água doce do Rio Tapajós, que surgem na estação seca (julho a dezembro). A população é de 18.343 habitantes (Censo 2022).
Brasil Novo
Sudoeste Paraense
Brasil Novo era inicialmente uma Agropólis do INCRA, sede administrativa e de apoio à colonização criada pela distância até Altamira e pela necessidade de integração da Rodovia Transamazônica (BR-230), construída nos anos 1960-70. Com a redemocratização, o Pará criou novos municípios no início dos anos 1990; Brasil Novo foi criado pela Lei Estadual nº 5.962, de 13 de dezembro de 1991, com sede no km 46 da Transamazônica. É servido por 15 vicinais (travessões) em formato de "espinha de peixe", somando cerca de 2.500 km de estradas. A economia tem como principal atividade a pecuária extensiva de corte (rebanho de mais de 200 mil cabeças), além de extração de madeira de lei, comércio e serviços. É banhado pelo Rio Xingu, com praias fluviais na época de verão. O aniversário do município, em 13 de dezembro, é celebrado com festa agropecuária, rodeio, vaquejada e shows. A população é de 30.214 habitantes (Censo 2022).
Itaituba
Sudoeste Paraense
Portao de entrada do Tapajos, ponto historico do garimpo de ouro.
Jacareacanga
Sudoeste Paraense
O nome de Jacareacanga, de origem indígena, descreve a antiga vila com formato semelhante a um jacaré, com uma protuberância nas costas lembrando uma "canga". A ocupação da região está ligada à "marcha para o oeste" de Getúlio Vargas, nos anos 1950, e à garimpagem de ouro que se intensificou a partir de então; o município foi emancipado em 1991. Abriga parte do Território Indígena Munduruku (2.382.000 hectares, demarcado em 2004) — cerca de 57% da população é indígena. O garimpo segue como uma das principais atividades econômicas, atrás apenas do setor público. Entre os pontos turísticos estão praias fluviais, cachoeiras e igarapés. A população é de 24.042 habitantes (Censo 2022).
Medicilândia
Sudoeste Paraense
A origem de Medicilândia está no Programa de Integração Nacional (PIN, 1970-71), que trouxe colonos — muitos nordestinos — para a Amazônia via rodovia Transamazônica. É reconhecida como a "Capital Nacional do Cacau" — maior produtora do Pará, premiada em 2024 no Cocoa of Excellence Awards, em Amsterdã; realiza anualmente o CacauFest. A economia é majoritariamente agropecuária (64,2% do PIB municipal), com um rebanho de cerca de 300 mil cabeças de gado. Um ponto turístico é a Cachoeira do Km 110. A festa da padroeira, Nossa Senhora Imaculada Mãe dos Pobres (Conceição), reúne fiéis de diversas regiões. A população é de 31.213 habitantes.
Novo Progresso
Sudoeste Paraense
Novo Progresso surgiu com a construção da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), em 1973, e foi desmembrado de Itaituba em 13 de dezembro de 1991, junto com Jacareacanga e Trairão. O garimpo foi a base econômica nos anos 1980; hoje a economia principal é a agropecuária, com destaque para a pecuária bovina, e o garimpo de ouro segue ativo, com cerca de 100 garimpos empregando por volta de 2 mil pessoas. O PIB municipal cresceu 230,9% entre 2006 e 2022. Os pontos turísticos incluem o Complexo de Cachoeiras do Rio Curuá, na Serra do Cachimbo — uma das quedas d'água passa de 80 metros de altura —, e a pesca esportiva no Rio Jamanxim. A população é de 25.169 habitantes (estimativa IBGE 2014, a mais recente disponível).
Pacajá
Sudoeste Paraense
Colonizacao dirigida ao longo da Transamazonica nos anos 1970.
Rurópolis
Sudoeste Paraense
Nasceu no entroncamento da BR-163 com a BR-230 (Transamazonica).
Senador José Porfírio
Sudoeste Paraense
A origem de Senador José Porfírio é colonial: em 1639, padres jesuítas fundaram um assentamento com povos indígenas com o nome de Arucará (ou Aricará). Em 1758, o governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado elevou o local a freguesia, sob padroado de São Francisco Xavier. Após a expulsão dos jesuítas do Brasil, a missão virou vila com o nome de Sousel; foi extinta em 1833, restaurada em 1874 e extinta de novo em 1921, quando seu território foi anexado a Porto de Moz. Só em 1961 obteve emancipação político-administrativa definitiva, sendo elevada a município com o nome de Senador José Porfírio, em homenagem ao político José Porfírio de Miranda Júnior. Historicamente viveu da extração e comercialização de borracha e outros produtos florestais; mais recentemente, a instalação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e de projetos de mineração (Volta Grande) intensificou a ocupação territorial da região. É um dos poucos municípios brasileiros — e o único do Pará — com território descontínuo — duas áreas completamente separadas pelo município vizinho de Vitória do Xingu. Entre os pontos turísticos estão igarapés de águas cristalinas, a Praia do Leme (onde ocorre o Festival da Caratinga, peixe abundante na região) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Vitória de Souzel, conhecida como Tabuleiro do Embaubal, sítio de nidificação de tartarugas amazônicas. A população é de 22.651 habitantes (Censo 2022).
Trairão
Sudoeste Paraense
A ocupação da área de Trairão começou em 1972, com a abertura do Ramal Sul da BR-163; o nome do município vem de uma traíra (peixe de água doce) de 40 kg fisgada por um grupo de homens na região. O fluxo migratório se intensificou em 1976, principalmente vindo do Nordeste do país, atraído pela abundância de terras agrícolas. Foi emancipado em 13 de dezembro de 1991. A economia é baseada em fruticultura (desde 1983) e no cultivo de banana, feijão, mandioca, arroz e milho. Entre os pontos turísticos estão cachoeiras, rios e igarapés — o município é banhado pelo Rio Jamanxim, um dos principais afluentes do Rio Tapajós. O festival "Arraiarão", em junho, é uma importante vitrine da cultura local. A população é de 15.242 habitantes (Censo 2022).
Uruará
Sudoeste Paraense
Nasceu do projeto de colonizacao dirigida do INCRA na decada de 1970.
Vitória do Xingu
Sudoeste Paraense
Vitória do Xingu era um povoado de seringueiros visitado em 1868 por dois frades capuchinhos italianos, Ludovico e Carmelo Mazzarino; por volta de 1875 já havia comerciantes instalados vivendo da exploração da borracha. Foi emancipado como município em 1991. Tem um dos maiores PIB per capita do Pará (R$ 274 mil em 2021), puxado em parte pela geração de energia elétrica — a rodovia Transamazônica (BR-230) dá acesso à Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O brasão do município, com uma vaca e um peixe, simboliza a economia baseada em pecuária e pesca. Entre os pontos turísticos estão cachoeiras, praias fluviais no Rio Xingu, trilhas e esportes de aventura como rafting, canoagem e tirolesa. Eventos de destaque incluem a Festa de Veraneio "VITSol", a Festividade da Padroeira Nossa Senhora Auxílio dos Cristãos e o Carnavix. A população é de 15.607 habitantes (Censo 2022).
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