Nordeste Paraense
É a mesorregião com mais municípios do estado — cerca de 49 — mas uma das economicamente menos favorecidas, mesmo concentrando parte relevante da população paraense. A ocupação histórica é marcada pela agricultura familiar, com destaque para a produção de mandioca e para a Bragantina, uma das mais antigas frentes de colonização do estado. É também o litoral atlântico do Pará — praias como Salinópolis, Algodoal e Marudá ficam todas aqui.
Cidades publicadas (49)
Abaetetuba
Nordeste Paraense
Cidade ribeirinha do Baixo Tocantins, berço do brinquedo de miriti — artesanato com 200 anos de tradição, tombado como patrimônio cultural do Pará (Lei estadual nº 7.433/2010) e ligado ao Círio de Nazaré.
Acará
Nordeste Paraense
A origem de Acará está ligada à exploração portuguesa rio adentro pelo Rio Acará, cuja navegação fácil e terras férteis atraíram os colonizadores. A Paróquia foi criada em 1758, com a denominação de São José de Acará, no município de Moju. Foi elevada à categoria de vila em 1875, desmembrada de Moju; elevado a município em 1932, desmembrado de Belém. O nome, de origem indígena, significa "aquele que morde", referência aos peixes acarás encontrados no rio. A economia tem vocação agropastoril — dendê, carne bovina, madeira, produtos granjeiros, açaí e frutas diversas — e conta com uma significativa colônia de imigrantes japoneses, notadamente na "Colônia Paes de Carvalho", dedicada à plantação de pimenta-do-reino. Entre os pontos turísticos estão igarapés de água geladinha, árvores frutíferas e pôr do sol; entre os eventos de destaque estão o Festival Intermunicipal de Quadrilhas Modernas, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré e o Festival da Mandioca. A população é de 63.268 habitantes (Censo 2022).
Augusto Corrêa
Nordeste Paraense
A origem de Augusto Corrêa está em 1875, como o povoado de Urumajó, distrito de Bragança, com uma capela dedicada a São Miguel; a região tem raízes na ocupação indígena tupinambá, que deixou marcas na pesca artesanal, no modo de vida ribeirinho e em rituais tradicionais locais. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Bragança. A pesca é a principal atividade econômica — o município, junto com outros do Nordeste Paraense, responde por cerca de um quarto da produção estadual de pescado. Abriga a Área de Proteção Ambiental da Costa de Urumajó, com ilhas (Camará-Açu, Filipa, Muruci) que têm um dos maiores ninhais de guarás do Pará. Entre as praias de destaque estão Cupim, Areia Branca, Camará-Açu e Cajueiro, além da Prainha, na comunidade da Ponta do Urumajó (9 km da sede).
Aurora do Pará
Nordeste Paraense
A origem de Aurora do Pará está ligada à ocupação portuguesa dos rios Capim e Guamá; a ocupação da terra firme começou no fim da década de 1950, com a abertura da Rodovia Belém-Brasília, primeiro com exploração madeireira e depois com a agricultura. O município foi elevado pela Lei Estadual nº 5.698, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Irituia e São Domingos do Capim. A economia gira em torno da agricultura, da pecuária e do setor madeireiro. Entre os pontos turísticos estão o Balneário Riacho Doce e a Praça da Matriz. A população é de 23.774 habitantes (Censo 2022).
Baião
Nordeste Paraense
Baião originou-se de um povoado fundado em 1694, quando o governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho doou ao português Antônio Baião uma sesmaria às margens do Rio Tocantins. Foi elevado a vila em 1833, com o nome de Nova Vila de Santo Antônio do Tocantins; em 1841 passou a se chamar oficialmente Baião. Foi reconhecido como município em 31 de outubro de 1935. A economia gira em torno do comércio e do extrativismo — pimenta-do-reino, cacau, mandioca, açaí — além da piscicultura e pesca artesanal. Entre os pontos turísticos estão o Igarapé da Encanação, a Praia do Mapará (que aparece na vazante do Rio Tocantins, de maio a janeiro), a Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua (1922) e a antiga sede da prefeitura, de linhas barrocas (1906), hoje Casa da Cultura. Entre os eventos estão o Carnaval de Rua, os Festejos Juninos, o Festival dos Botos Tucuxi e do Canal, o Festival do Camarão e o Festival Baionense. A população é de 51.844 habitantes (Censo 2022).
Bonito
Nordeste Paraense
Bonito está localizado na Microrregião Bragantina, banhado pelos rios Peixe-Boi e Caeté, a 145 km de Belém. A formação territorial da Zona Bragantina resultou da junção de municípios das antigas microrregiões Bragantina e Salgado; algumas cidades da região já existiam antes da construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança (1883-1906), mas foi durante essa construção que a ocupação territorial se intensificou. A economia é baseada em agricultura, pecuária e mineração, com produção comercial de pimenta-do-reino, farinha de mandioca, fibra de malva, maracujá, laranja, milho, arroz e feijão; a maior parte da população vive na área rural. A população é de 12.892 habitantes (Censo 2022).
Bragança
Nordeste Paraense
Cidade historica do nordeste paraense, porta de entrada para a Praia de Ajuruteua.
Cachoeira do Piriá
Nordeste Paraense
O núcleo que deu origem a Cachoeira do Piriá surgiu do Garimpo da Cachoeira, que ficou famoso a partir de 1984, quando milhares de garimpeiros se instalaram na região. Foi criado pela Lei nº 5.927, de 28 de dezembro de 1995, desmembrado do município de Viseu, instalado em 1º de janeiro de 1997. A economia é baseada em agricultura familiar (mandioca, arroz, milho, feijão), criação de pequenos animais, extração de madeira e coleta de açaí. Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz de São Francisco de Assis, de arquitetura colonial (século XVIII), e o Museu Histórico local, com exposições sobre a história da cidade e da região; o município tem potencial de turismo ecológico ligado ao Rio Piriá. A população é de 26.510 habitantes (Censo 2022).
Cametá
Nordeste Paraense
Uma das cidades mais antigas da Amazonia, fundada em 1635 as margens do rio Tocantins.
Capanema
Nordeste Paraense
Principal cidade-polo da regiao Bragantina.
Capitão Poço
Nordeste Paraense
Capitão Poço foi colonizado a partir de junho de 1955 por pioneiros ligados à construção da Rodovia Belém-Brasília; o nome homenageia o explorador conhecido como Capitão Possolo, integrante da primeira caravana de pioneiros. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Ourém. Conhecido como a Terra da Laranja, produz cerca de 150 mil toneladas de laranja por ano, além de pimenta-do-reino (2 mil toneladas) e mandioca (54 mil toneladas). A população é de 54.303 habitantes.
Colares
Nordeste Paraense
Colares é uma ilha no litoral da Baía do Marajó; o povoado original ficava em território da nação tupinambá, colonizado por frades jesuítas no século XVII. Foi criado como município em 1961 e tem cerca de 11 mil habitantes. A economia é baseada em pesca e artesanato — cerâmica, cadeiras entalhadas, canoas e remos. Entre os monumentos históricos estão a Capela do Senhor dos Passos, a Igreja Matriz e a Igreja de São Sebastião. As festividades incluem o Círio de Nossa Senhora do Rosário (dezembro), o Círio de São Tomé (setembro), a festa de São Sebastião (julho) e as festas juninas de São João. O município ficou conhecido internacionalmente por documentários sobre a chamada "Operação Prato" — avistamentos investigados pela aeronáutica brasileira em 1977, tema de série exibida pelo The History Channel.
Concórdia do Pará
Nordeste Paraense
O primeiro núcleo urbano de Concórdia do Pará surgiu na vila Concórdia, no entroncamento das rodovias PA-152 e PA-140. A ocupação se intensificou a partir dos anos 1960, com migrantes nordestinos chegando a áreas que antes pertenciam ao município de Bujaru; o pioneiro reconhecido da região é Raimundo Cordeiro de Abreu. A economia é baseada principalmente no cultivo de dendê. A população é de 28.221 habitantes.
Curuçá
Nordeste Paraense
A origem de Curuçá remonta a reduções jesuíticas do século XVII, com uma fazenda e importante feitoria de pesca. Após a expulsão dos jesuítas (Lei Pombalina, 1755), o local virou vila com o nome de Vila Nova D'El-Rei em 1757; foi fundada como Curuçá em 1775 e elevada à categoria de cidade em 1895. Abriga a Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá (37.062 hectares, criada em 2002), que protege as águas e margens do estuário. As praias de destaque são Atalaia, Crispim, Amapá e Arapiranga. O Carnaval é um dos principais eventos, com destaque para o bloco ecológico Pretinhos do Mangue. A população é estimada em 34.490 habitantes.
Garrafão do Norte
Nordeste Paraense
Ligado à história política e administrativa do município de Ourém, o povoado que deu origem a Garrafão do Norte teve como primeiros moradores descendentes de nordestinos e imigrantes, formando frentes pioneiras nos anos 1950. O nome vem do igarapé Garrafão, que passa pela sede; o complemento "do Norte" foi acrescentado para diferenciar de um núcleo urbano homônimo no Espírito Santo. Foi reconhecido como município pela Lei nº 5.445, de 10 de maio de 1988. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria, com destaque para o cultivo de dendê e a fabricação de óleos vegetais. Entre as festividades estão o Sagrado Coração de Jesus (junho), São Francisco de Assis, padroeiro da cidade (4 de outubro) e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (dezembro). A população é de 24.716 habitantes (Censo 2022).
Igarapé-Açu
Nordeste Paraense
A 110 km de Belém, na Zona Bragantina, Igarapé-Açu é ligado à capital por ferrovia e rodovia desde o início do século XX — condições que levaram a região a ser escolhida durante a Segunda Guerra Mundial para pouso e decolagem de dirigíveis, por características geográficas e meteorológicas favoráveis. A economia é baseada em agricultura familiar, com destaque para o cultivo de pimenta-do-reino e a criação de frangos de corte. Os pontos turísticos incluem o Mercado Velho (antigo mercado municipal, hoje Centro Cultural e museu), a Árvore Samaumeira e o balneário Eco-Park São Joaquim. A população é de 35,8 mil habitantes (Censo 2022).
Igarapé-Miri
Nordeste Paraense
Conhecida como Capital Mundial do Acai.
Ipixuna do Pará
Nordeste Paraense
Em 1958, o pioneiro Leonardo Manoel do Carmo chegou à região com sua família de treze pessoas, formando os primeiros habitantes da atual sede de Ipixuna do Pará; a localidade passou a se chamar Ipixuna em função do rio. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.690, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de São Domingos do Capim. Faz fronteira com Paragominas, Goianésia do Pará, Breu Branco, Tailândia, Tomé-Açu, Aurora do Pará, Capitão Poço e Nova Esperança do Piriá. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por indústria, serviços e agropecuária. Um destaque cultural é o Festival da Cultura Ipixunense, com quadrilhas e concurso de quadrilhas escolares, que reúne público estimado em 20 mil pessoas. A população é de 29.116 habitantes (Censo 2022).
Irituia
Nordeste Paraense
A origem de Irituia está em 1725, com sesmaria concedida a Lourenço Ferreira Gonçalves; seu sucessor, Lourenço de Souza Pereira, fundou a capela de Nossa Senhora da Piedade, erigida em freguesia em 1754 pelo Bispo Frei Miguel de Bulhões. Ganhou categoria de vila e município em 1867, mas foi extinto em 1868; readquiriu a condição de vila e município em 1879, sendo extinto novamente em 1886; a emancipação político-administrativa definitiva ocorreu em 1889. O nome, de origem tupi, significa "corredeira velha, antiga". A economia se destaca em pecuária, transporte de carga e serviços administrativos, com o 10º melhor desempenho de crescimento do PIB da região imediata entre 2006 e 2020. Um ponto turístico é a Vila Pedra. A população é de 30.627 habitantes (Censo 2022).
Limoeiro do Ajuru
Nordeste Paraense
A origem de Limoeiro do Ajuru está em 1895, quando, sob o nome de Limoeiro, integrava o município de Cametá como vila, elevada a essa categoria pela Lei nº 324, de 6 de julho daquele ano. O município foi fundado em 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Cametá. O nome vem do rio Limoeiro, que banha o território, somado ao termo tupi "Ajuru", que se refere tanto a uma árvore de madeira dura e frutos comestíveis quanto ao papagaio Amazona. A economia é majoritariamente agropecuária, com destaque para a cultura do dendê. A manifestação religiosa mais importante é a Festa do Dia dos Reis, em 6 de janeiro, dedicada ao "menino Deus", com ladainhas acompanhadas pelo banguê (conjunto de banjo, bumbos e pandeiros). A população é de 29.617 habitantes (Censo 2022).
Mãe do Rio
Nordeste Paraense
A colonização de Mãe do Rio começou no fim dos anos 1950, ligada indiretamente à construção da Rodovia Belém-Brasília; a primeira rua, a Jurupeba, deu origem efetiva à povoação, em 1962. Foi criado pela Lei Estadual nº 5.456, de 11 de maio de 1988, com área desmembrada de Irituia, instalado em 1º de janeiro de 1989. O nome remete ao curso d'água local e também à lenda amazônica da Boiúna (do tupi mboy'una, "cobra preta"), mito hídrico de origem ameríndia sobre uma serpente capaz de tomar a forma de uma embarcação ou de uma mulher, a "mãe-d'água". Um ponto turístico é a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição; passeios de barco pelos rios da região com pilotos locais são uma atividade comum. A população é de 34.566 habitantes (Censo 2022).
Magalhães Barata
Nordeste Paraense
As terras de Magalhães Barata pertenciam originalmente a Marapanim; o núcleo populacional surgiu às margens do Rio Cuinarana, com famílias dedicadas à lavoura de subsistência e pesca, e a povoação inicial se chamava Cuinarana. Em 1936 já existia como distrito judiciário de Marapanim; em 1961 foi elevado à categoria de município, recebendo o nome de Magalhães Barata em homenagem ao líder político paraense Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária (com destaque para o cultivo de açaí) e serviços. Entre os pontos turísticos estão a Vila do Cafezal, polo turístico local, e a Reserva Extrativista Marinha de Cuinarana (11.037 hectares, criada em 2014); a região é conhecida por seus balneários, variedade de peixes e tradição de carimbó. A população é de 8.090 habitantes (Censo 2022).
Maracanã
Nordeste Paraense
Abriga a ilha de Algodoal-Maiandeua, protegida como APA estadual.
Marapanim
Nordeste Paraense
Famoso pela Praia do Crispim e pela Praia de Maruda.
Mocajuba
Nordeste Paraense
A origem de Mocajuba está em 1853, quando a Assembleia Legislativa Provincial criou a freguesia; foi fundada oficialmente em 1895, em terras doadas pelo Sr. João Machado, num sítio que já se chamava Mocajuba. A economia tem como maiores empregadores a administração pública e a fabricação de conservas de frutas. Entre os pontos turísticos estão a Orla, a Igreja Matriz, o Mercado Municipal, o Ponto dos Botos e a Praia dos Gorgons (cerca de 500 metros de extensão, à margem direita do Rio Tocantins). A população é de 27.198 habitantes (Censo 2022).
Moju
Nordeste Paraense
Onde opera a Agropalma desde os anos 1980, maior produtora de oleo de palma das Americas.
Nova Esperança do Piriá
Nordeste Paraense
Por volta de 1970, a região de Nova Esperança do Piriá era frequentada apenas por caçadores, com acesso difícil a partir de Viseu, Ourém e Capitão Poço. Pioneiros baianos liderados por Jossué Mendes de Almeida chegaram introduzindo a agricultura de subsistência e abrindo o primeiro ramal de estrada, o que atraiu novos moradores e formou o aglomerado que deu origem à Vila Piriá, iniciada oficialmente em 18 de março de 1972. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.707, de 27 de dezembro de 1991, desmembrado de Viseu, instalado em 1º de janeiro de 1993. O nome traduzia a expectativa de que a autonomia político-administrativa trazia uma nova esperança de dias promissores. A economia é majoritariamente agropecuária, com destaque para o cultivo de pimenta-do-reino e a criação de bovinos; o turismo é mais voltado a negócios e recreação, com crescimento do turismo cultural nos últimos anos. A população é de 21.132 habitantes (Censo 2022).
Nova Timboteua
Nordeste Paraense
Em 1885, os primeiros colonos exploradores se fixaram na confluência do Rio Peixe-Boi com os igarapés Timboteua e Jaburu. Em 1906, com a construção da Estrada de Ferro de Bragança, esse povoado original entrou em extinção, pois a ferrovia passava a alguns quilômetros dali; surgiu então, às margens da ferrovia, um núcleo chamado Tabuleta, que em 1915 atingiu a condição de povoado, passando a se chamar Nova Timboteua. O nome é uma locução híbrida português-tupi, de "timbó" (planta) e "eua" (abundância): "timbó em abundância". A economia tem forte participação da administração pública, seguida por serviços e agropecuária. Entre os pontos turísticos estão os rios Maracanã e Peixe-Boi e diversos igarapés, propícios para banho e canoagem, com seis balneários que atraem visitantes. A população é de 12.737 habitantes (Censo 2022).
Oeiras do Pará
Nordeste Paraense
A origem de Oeiras do Pará está ligada à chegada do Padre Antônio Vieira, Superior da Companhia de Jesus, por volta de 1653, para fundar uma missão de catequese aos índios Araticus. Em 1755, a aldeia de Araticu foi erigida a vila com o nome de Oeiras, parte da política de substituir topônimos indígenas por nomes portugueses. Foi anexada à freguesia de São João Batista de Curralinho, desmembrando-se como unidade autônoma em 1868. A economia se baseia em extrativismo vegetal (madeira, açaí, palmito) e animal (pescado e mariscos), além de agricultura familiar de subsistência (mandioca). O Festival do Camarão (Festcam), em julho, atrai cerca de 30 mil visitantes, com shows, concurso de miss e gastronomia regional; a festividade da padroeira Nossa Senhora da Assunção, de 6 a 15 de agosto, reúne Círio e arraial. A população é de 33.886 habitantes (Censo 2022).
Ourém
Nordeste Paraense
A origem de Ourém está em uma casa forte construída por Luís de Moura em 1727, em frente à segunda cachoeira do Rio Guamá, fundada por famílias açorianas no século XVIII. Foi elevado a município e distrito com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Ourém em 1753; instalado em 1762. Teve seu território depredado durante os conflitos da Cabanagem; a categoria de vila foi suprimida em 1887 e restaurada em 1899, com o nome simplificado para Ourém. A economia é baseada na exploração de seixo, brita e areia — a maior produção do estado, com mais de 700 m³ por dia, abastecendo Belém; 60% da população vive da agricultura familiar, e outra parte das olarias. Entre os pontos turísticos estão mais de 12 igarapés de água cristalina filtrada pela jazida de seixo (a maior do Pará), a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (1939, estilo gótico) e a Concha, palco de manifestações regionais como boi-bumbá e cordões de pássaros durante o ano. A população é de 17.836 habitantes (Censo 2022).
Peixe-Boi
Nordeste Paraense
O desbravamento de Peixe-Boi começou em 1885, quando os primeiros colonos subiram o Rio Peixe-Boi e se estabeleceram na confluência com o Rio Timboteua e o igarapé Jaburu. O povoado evoluiu em torno da Estrada de Ferro de Bragança, que instalou uma estação no km 163 em 1º de março de 1907. Com a expansão das culturas de fibra e malva, a localidade se desenvolveu e, em 29 de dezembro de 1961, pela Lei Estadual nº 2.460, foi elevada à categoria de município, composto pelos distritos de Peixe-Boi e Tauarizinho. O nome vem do rio que banha o município e também do peixe-boi, mamífero aquático da família dos triquequídeos que habita rios e lagos amazônicos e pode chegar a 3 metros de comprimento e 2.000 kg. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria; destaca-se a produção de farinha de mandioca. Entre os pontos turísticos estão balneários de rios e igarapés de águas frias, e a Igreja de São Sebastião, cujas festas em janeiro atraem visitantes de toda a região. A população é de 8.315 habitantes (Censo 2022).
Primavera
Nordeste Paraense
As terras de Primavera pertenceram originalmente a Bragança, região desbravada pelos franceses comandados por La Ravardière após a conquista do Maranhão; depois passou a integrar o território de Capanema, de onde se desmembrou. Por volta de 1888 chegaram os primeiros moradores, o casal Antônio Maximiano dos Santos e Georgina Trindade dos Santos, com o filho Inocêncio Miguel Soares, que se tornaria o primeiro professor do município; o local recebeu o nome de Vila dos Quadros, elevada a povoação pela Lei nº 982, de 22 de dezembro de 1906. Por volta de 1912, por inspiração do professor César Augusto Andrade Pinheiro, a Vila dos Quadros passou a se chamar Primavera, nome mantido até hoje. Fica na microrregião Bragantina (antes parte da microrregião do Salgado), a cerca de 194 km de Belém. A população é de 10.700 habitantes (Censo 2022).
Quatipuru
Nordeste Paraense
Em 1653, famílias já haviam construído uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré no local de Quatipuru; com a chegada de novas famílias vindas de Bragança em 1696, o povoado passou a se chamar Valentim. Em 1845, o nome mudou para Quatipuru, por causa da abundância de roedores conhecidos como quatipurus na região. Foi emancipado por plebiscito com 95% de aprovação em 21 de abril de 1994, pela Lei Estadual nº 5.859, desmembrado de Primavera, instalado em 1º de janeiro de 1997. Um ponto turístico é a Matriz de Nossa Senhora de Nazaré, igreja erguida em 1845. A população é de 11.524 habitantes (Censo 2022).
Salinópolis
Costa Atlântica do Pará
A praia de mar mais famosa do Para (Salinas), com dunas e orla de bares.
Santa Luzia do Pará
Nordeste Paraense
Santa Luzia do Pará foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.688, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado dos municípios de Ourém, Bragança e Viseu; instalado em 1º de janeiro de 1993. Faz parte da mesorregião do Nordeste Paraense, na Zona Bragantina. A população é de 20.341 habitantes (Censo 2022; 19.843 no Censo 2020, IBGE).
Santa Maria do Pará
Nordeste Paraense
Santa Maria do Pará foi criado pela Lei nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, com território desmembrado de Igarapé-Açu; o distrito-sede se instalou por completo em 1º de abril de 1962. Como os demais municípios da Zona Bragantina, sua criação está ligada à Estrada de Ferro de Bragança, hoje extinta. O nome tem origem religiosa, em referência à santa padroeira da cidade, com o complemento "do Pará" para diferenciar de municípios homônimos. É formado pelo distrito-sede e pelo Distrito de Taciateua, além de vilas e agrovilas. A economia é equilibrada entre serviços, agropecuária e administração pública. É conhecida como "Cidade Trevo", por ser o ponto de encontro entre as rodovias BR-010 (Belém-Brasília) e BR-316. A população é de 24.583 habitantes (Censo 2022).
Santarém Novo
Nordeste Paraense
Santarém Novo é um município da mesorregião Nordeste Paraense, na Zona Bragantina. A população é de 6.116 habitantes (Censo 2022).
São Caetano de Odivelas
Nordeste Paraense
São Caetano de Odivelas nasceu como fazenda fundada por padres jesuítas em 1760, com o nome em referência à cidade portuguesa de Odivelas. A freguesia foi criada em 1833 e o local foi elevado a município em 1872. Conhecida como a Terra do Caranguejo, é a maior produtora e exportadora do crustáceo no Pará; a economia também inclui pesca e produção de ostras. Entre os pontos turísticos estão os passeios pelo Rio Mojuim até balneários da região, como a Praia do Rato, próxima à Ilha dos Guarás, e a trilha do mangue, percurso de quase 50 km popular entre ciclistas e motociclistas de off-road.
São Domingos do Capim
Nordeste Paraense
São Domingos do Capim tem origem colonial, quando as primeiras incursões portuguesas atingiram os Rios Guajará, Guamá e Capim; em 1758 já existia um pequeno povoado, elevado a freguesia com o nome de São Domingos da Boa Vista por ato de Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal. Foi elevado a vila em 1890, desmembrado de Belém; em 1932 passou a se chamar São Domingos do Capim. A economia é baseada em agropecuária e administração pública, com destaque para a criação de bovinos e o cultivo de pimenta-do-reino. Desde 1997 o município é conhecido por hospedar um campeonato mundial de surfe na pororoca do Rio Guamá, disputado entre março e abril — um fenômeno que impulsionou o turismo e a economia local. O artesanato local é decorativo (bordados, crochê, tecelagem); o "Mirante do Barriga", a 16 km do centro, oferece vista privilegiada da pororoca. A população é de 30.144 habitantes (Censo 2022).
São Francisco do Pará
Nordeste Paraense
A origem de São Francisco do Pará está em uma vila chamada Anhanga (do tupi-guarani, "Pedra do Diabo"), formada com a passagem da Estrada de Ferro de Bragança, importante para o desenvolvimento das cidades da região metropolitana de Belém e do Nordeste Paraense. Com a chegada dos desbravadores José Mariano da Silva, José Porfírio de Souza e outros, a povoação de Anhanga já existia em 1903. Obteve emancipação político-administrativa em 1943, mantendo o nome Anhanga até 1961, quando passou a se chamar São Francisco do Pará — antes disso também foi conhecida como Augusto Montenegro e "Km 95" (distância até Belém). A população é de 14.912 habitantes (Censo 2022).
São João da Ponta
Nordeste Paraense
A origem de São João da Ponta remonta a 1894, quando Casimiro Antônio Freitas fundou um povoado à margem esquerda do Rio Mocajuba, então sob jurisdição do município de São Caetano de Odivelas. O nome une o santo de devoção local, São João Batista, à ponta de terra onde os primeiros moradores se instalaram. Foi criado pela Lei Estadual nº 5.920, de 27 de dezembro de 1995, desmembrado de São Caetano de Odivelas. Parte de suas áreas ("pontas de abas") integra hoje a Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta, de importância ambiental e potencial turístico. Entre as manifestações culturais de destaque estão a Festa de São João, em junho, na comunidade de Deolândia, e o Círio de São João Batista, também em junho. A população é de 4.264 habitantes (Censo 2022).
São João de Pirabas
Nordeste Paraense
São João de Pirabas teve seu povoado originado por famílias identificadas pelos sobrenomes Florêncio, Matos Muniz e pelo português Barbado, na segunda metade do século XIX. O nome do município vem da piaba (ou piraba), espécie de peixe abundante nos rios de água doce da região, com "São João" acrescentado pela devoção dos moradores ao santo. Foi reconhecido como povoado do município de Salinópolis em 1895/1896 e emancipado como município pela Lei nº 5.453, de 10 de maio de 1988.
São Miguel do Guamá
Nordeste Paraense
Com ocupação portuguesa desde o século XVII às margens do Rio Guamá, São Miguel do Guamá teve sua freguesia criada em 1758 pelo bispo D. Miguel de Bulhões e foi elevada à categoria de cidade em 1891; o nome atual, com 'Guamá' (do tupi, 'rio que chove'), é adotado desde 1943. É o maior polo oleiro-cerâmico do Norte e Nordeste do Brasil — cerca de 50 indústrias produzem juntas por volta de 30 milhões de tijolos e 8 milhões de telhas por mês, vendidos para todo o país. Os pontos turísticos incluem o Complexo Beira Rio, a Cachoeira do Apolônio e o Parque Ambiental. A população é de 52.895 habitantes (Censo 2022).
Tailândia
Nordeste Paraense
Um dos maiores polos madeireiros historicos da Amazonia.
Terra Alta
Nordeste Paraense
Terra Alta foi criada como Vila de Terra Alta em 28 de dezembro de 1946, com o nome referindo-se à sua posição geográfica de maior altitude às margens da rodovia Castanhal-Curuçá, no km 28. Foi povoado do município de Curuçá até 1935; elevado a distrito em 1938 e, pela Lei Estadual nº 5.709, de 27 de dezembro de 1991, elevado à categoria de município, desmembrado de Curuçá. Fica a 94 km de Belém, cerca de 1h30 de viagem pela rodovia PA-136. A economia é baseada em agricultura familiar — mandioca (principal cultura), feijão, milho e arroz. O município tem vocação para turismo rural e ecológico; o perímetro urbano é delimitado pelo Rio Braço Esquerdo do Marapanim, que dá origem a balneários como Rio Grande, Rio Negro e Ponte Velha. A população é de 10.404 habitantes (Censo 2022).
Tomé-Açu
Nordeste Paraense
Recebeu imigracao japonesa em 1929; chegou a ser o maior produtor mundial de pimenta-do-reino.
Tracuateua
Nordeste Paraense
A origem de Tracuateua está ligada à construção da Estrada de Ferro Belém-Bragança (concluída em 1908); o nome vem de formigas grandes e pretas, chamadas "tracuás", que surpreenderam trabalhadores que abriam caminho para a ferrovia em 1888, às margens de um rio que passou a se chamar Rio Tracuateua. Foi elevado a vila em 1936; o nome foi oficializado pelo Decreto-Lei Estadual nº 3.131, de 31 de outubro de 1938. O ponto turístico principal é a antiga estação ferroviária da linha Belém-Bragança, desativada em 1965, e o Rio da Ponte, próximo dali. A Comunidade de Santa Maria, a 7 km da sede, tem campos naturais, rios, igarapés e pousadas. A população é de 28.595 habitantes (Censo 2022).
Vigia
Nordeste Paraense
Vigia nasceu de uma antiga aldeia tupinambá chamada Uruitá; o governo colonial a transformou em posto alfandegário — origem do nome "Vigia" —, fiscalizando embarcações para proteger Belém de contrabandistas. Foi elevada à categoria de cidade em 2 de outubro de 1854. Sedia o Círio de Nazaré mais antigo do Pará, com mais de 300 anos, reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado (Lei nº 7.270/09) e realizado sempre no segundo domingo de setembro. Entre os pontos turísticos estão a Igreja da Mãe de Deus (arquitetura barroca do século XVIII, tombada pelo IPHAN) e o Poço dos Jesuítas. Vigia ocupa a 2ª posição em volume de pescado capturado no Pará, e a pesca artesanal é parte central da identidade da cidade — sua orla funciona como ancoradouro de canoas e embarcações de pescadores. Em dezembro, a Marujada de Vigia celebra São Benedito com desfiles e trajes coloridos, uma das manifestações culturais mais importantes do Pará. A população é estimada em 53.686 habitantes.
Viseu
Nordeste Paraense
O primeiro navegador a chegar às terras viseuenses foi o português Diogo Leite, em 1531, a mando de Martim Afonso de Sousa; o primeiro povoado, às margens do Rio Gurupi, chamado Vera Cruz, foi fundado em abril de 1627, e a cidade atual foi oficializada em 13 de janeiro de 1781. A economia é baseada principalmente na pesca. Entre as praias de destaque estão Apeú Salvador (a mais famosa), Gurupizinho, Taperebateua e Itacupim, a poucos quilômetros do Oceano Atlântico. Entre os pontos turísticos estão a Pedra do Gurupi (ilha de pedras e cavernas entre o rio e o oceano) e a Serra do Piriá (mirante do alto do município); o município também tem comunidades quilombolas que preservam história e cultura. A população é de 58.692 habitantes (Censo 2022).
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