Marajó

O maior arquipélago fluviomarinho do mundo, cercado por rios de um lado e mar do outro, com cerca de 3.000 ilhas e ilhotas e 16 municípios. O acesso é predominantemente fluvial — não há ponte que ligue o arquipélago ao continente. A economia se apoia em extrativismo (açaí, pesca, madeira) e pecuária bufalina — Marajó abriga o maior rebanho de búfalos do Brasil —, além de uma cultura própria e reconhecida, com destaque para a cerâmica marajoara.

Cidades publicadas (16)

Afuá

Marajó

Conhecida como a 'Veneza Marajoara', cidade sem uma unica rua asfaltada, construida sobre palafitas.

Anajás

Marajó

Anajás está localizado na Ilha do Marajó, região de integração do Marajó. Os primeiros habitantes foram os indígenas Inajás (também chamados Anaia, Ania ou Inajá), que resistiram com força à conquista armada, enfrentando e expulsando a flechadas os primeiros colonizadores da missão do jesuíta João de Souto Maior. A cidade se chamou primeiro Mocoões, por ficar na foz do rio de mesmo nome; conquistou status de cidade em 1895. A economia gira em torno do turismo em praias e rios, pesca artesanal e festas religiosas; as comunidades ribeirinhas preservam saberes e costumes da identidade marajoara. Conexões por barco ligam o município a Breves, Belém e Macapá. A população é de 28.011 habitantes (Censo 2022).

Bagre

Marajó

Localizado na mesorregião do Marajó, o povoado de Bagre surgiu no fim do século XIX, mencionado pela primeira vez na legislação provincial em 1879 como sede de uma capela curada vinculada a Oeiras do Pará. Em 1883 passou a integrar o município de Melgaço, tornando-se freguesia em 1887; com a República, foi elevado a município pelo Decreto nº 210, de 28 de outubro de 1890. A economia é baseada em extrativismo — açaí, palmito, madeira — e pesca. Um ponto turístico é a Praia de Vila Nova, a 3 km do centro. Destaque religioso: a festa de Santa Maria, padroeira do município, com Círio fluvial, arraial, ladainha e festa dançante, de 20 a 30 de maio. A população é de 34.711 habitantes (Censo 2022).

Breves

Marajó

Maior cidade do arquipelago do Marajo; principal porto de escoamento de acai da regiao.

Cachoeira do Arari

Marajó

A origem de Cachoeira do Arari está na freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira do Rio Arari, criada em 1747, pertencente à Vila Nova de Marajó. É um dos maiores produtores de búfalo do arquipélago do Marajó (3º maior), com produção de queijo certificada pelo selo de Indicação Geográfica do Queijo do Marajó. Entre os pontos turísticos estão o Lago Arari (quase 18 km de extensão), o sítio arqueológico do Pacoval e a Igreja Matriz (1923), de onde sai a procissão do Círio de Nossa Senhora da Conceição, no terceiro domingo de dezembro. A população estimada é de 24.064 habitantes.

Chaves

Marajó

Chaves foi originalmente uma aldeia do povo indígena Aruã, onde os Capuchinhos da Província de Santo Antônio fundaram uma missão de catequese. Foi criado em 1755; em 1758, o governador da Capitania do Grão-Pará, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, transformou a aldeia em vila, que serviu de centro militar no século XIX. Em 1833, Chaves passou a se chamar Equador — referência direta à linha imaginária que corta o extremo norte do município — e em 1844 retomou o nome anterior, após a demarcação de seus limites. A economia, tradicionalmente baseada no extrativismo, teve sua primeira grande mudança nos anos 1970, com incentivos fiscais federais para a Amazônia, que resultaram em projetos industriais, agrícolas e pecuários na região. Chaves é um dos seis municípios paraenses atravessados pela linha do Equador, ao lado de Alenquer, Almeirim, Monte Alegre, Óbidos e Oriximiná. A população é de 20.630 habitantes (Censo 2022).

Curralinho

Marajó

Municipio especializado na producao de acai do Marajo; sedia o Festival do Acai.

Gurupá

Marajó

Gurupá foi fundada em 1609 como posto de comércio holandês chamado Mariocai; conquistada e ocupada pelos portugueses em 1623, que construíram o Forte de Santo Antônio do Gurupá, elevado a capitania real em 1633 pela posição estratégica militar e comercial. O nome, de origem indígena, significa "Porto de Canoas". A economia ribeirinha é ligada a extrativismo (madeira, açaí em fruto e palmito, pupunha, óleos vegetais), caça, pesca e agricultura de subsistência, com destaque para o cultivo da mandioca. Entre os pontos turísticos estão a Igreja de São Francisco de Assis (arquitetura colonial portuguesa do século XVIII), o Parque Ecológico, a Praia do Pesqueiro e a Comunidade de Vila Nova, que preserva as tradições ribeirinhas. A população é de quase 31,8 mil habitantes (Censo 2022).

Melgaço

Marajó

As nações indígenas Nheengaíba, Mamaianá e Chapouna fundaram a aldeia Guarycuru em 1659; após duas décadas de conflitos com os portugueses, adotaram São Miguel Arcanjo como padroeiro. Com a chegada dos jesuítas, a aldeia se transformou na Vila São Miguel de Melgaço em 1759. Passou por alianças e conflitos com os municípios vizinhos Breves e Portel, e tornou-se Intendência Municipal na era da borracha; a emancipação política definitiva veio em 1962. A economia se destaca pela agricultura, com ênfase na produção de açaí — o roçado é a principal atividade de sustento das famílias, num contexto de economia predominantemente informal. Como parte do Marajó, o município compartilha o apelo turístico da região: fazendas marajoaras de criação de búfalos, folclore, carimbó e artesanato em cerâmica. A população é de 26.770 habitantes (Censo 2022).

Muaná

Marajó

Sede do Festival do Camarao, uma das maiores festas do arquipelago do Marajo.

Ponta de Pedras

Marajó

Ponta de Pedras foi fundada em 1737 com a criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, então chamada Mangabeira; o nome mudou para Ponta de Pedras por causa das pedras existentes no local. Desmembrou-se de Cachoeira em 1877, virando vila e município; em 1930, com a criação do município de Arari, Ponta de Pedras e Cachoeira foram extintos, até que em 1938 a então chamada Itaguari passou a se chamar Ponta de Pedras. É um dos maiores centros populacionais da Ilha do Marajó — a economia é sustentada por agricultura familiar, pesca e artesanato. Um ponto turístico é a Casa da Memória de Ponta de Pedras, criada em 1999 pelo professor Edinelson Martins de Castro, centro de pesquisa e preservação das raízes locais. A população é de 24.984 habitantes (Censo 2022).

Portel

Marajó

Maior produtor de mandioca do arquipelago do Marajo.

Salvaterra

Ilha do Marajó

Municipio marajoara vizinho a Soure, com praias e ruinas jesuiticas em Joanes.

Santa Cruz do Arari

Marajó

A origem de Santa Cruz do Arari está em 1868, quando o Imperador D. Pedro II doou a sesmaria de Santo Inácio ao Alferes Plácido Pamplona, que fundou a fazenda Santa Cruz — de onde vem o nome do município, situado às margens do Lago Arari. Foi emancipado politicamente em 1961, desmembrado de Ponta de Pedras e Chaves. O ponto turístico principal é o Lago Arari, o maior e mais importante lago da região, que preserva inúmeras variedades de pássaros e forma, com seu entorno, a reserva de fauna do Marajó. A economia é baseada em pecuária de corte e administração pública. A população é de 7.445 habitantes (Censo 2022).

São Sebastião da Boa Vista

Marajó

A freguesia de São Sebastião da Boa Vista foi criada em 1758 sob a invocação de São Sebastião. O nome "Boa Vista" vem, segundo relatos de antigos moradores, de uma visita do Dr. Ferreira Pena que, admirando a paisagem de mar, ilhas e céu ao lado da igreja matriz, teria sugerido o nome completo. Foi elevada à categoria de vila pela Lei Provincial nº 707, de 5 de abril de 1872. É conhecida como "a Veneza do Marajó", por causa dos igarapés que cortam a cidade e servem como vias de acesso navegáveis de canoa. A economia é baseada em extrativismo, agricultura e criação de animais — o açaí é a maior fonte de renda dos ribeirinhos do interior do município. A festa do padroeiro São Sebastião, de 10 a 20 de janeiro, atrai turistas de Belém e do interior do estado. A população é de 25.643 habitantes (Censo 2022).

Soure

Ilha do Marajó

A capital da Ilha do Marajo, com praias de agua doce, mangues, bufalos e ceramica marajoara.

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