Baixo Amazonas
Banhada pelo encontro dos rios Amazonas e Tapajós, foi ocupada a partir do século 17 com a fundação de Santarém — à época, a economia local girava em torno das "drogas do sertão". Hoje concentra parte da mineração de bauxita do estado (Oriximiná, Juruti) e um dos maiores polos turísticos do Pará, puxado por Alter do Chão. É uma região de belezas naturais ainda pouco exploradas e forte presença ribeirinha.
Cidades publicadas (15)
Alenquer
Baixo Amazonas
A origem de Alenquer está em uma missão religiosa de capuchos da Piedade no Rio Curuá, na primeira metade do século XVIII, catequizando os índios da região. O local foi rebatizado de "Alenquer" em 1775 pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado e elevado à categoria de vila por Carta Régia de 6 de julho de 1775. O município está a 01º 56' de latitude sul, próximo à linha do equador — um dos 6 municípios paraenses cortados por ela. A economia foi historicamente baseada em castanha-do-pará, seringa e juta; hoje a agricultura é o setor que mais cresce. Entre os pontos turísticos estão as cachoeiras do Vale do Paraíso (Véu de Noiva, 25 metros; Preciosa, 35 metros; Cachoeira Paraíso, 12 metros) e a Cidade dos Deuses, sítio arqueológico com formações rochosas esculpidas pelo vento, a 45 km do centro da cidade. A população é de 69.377 habitantes (Censo 2022).
Almeirim
Baixo Amazonas
A origem de Almeirim está no Forte do Paru, iniciado em 1685 por Francisco da Mota Falcão e concluído por seu filho Manoel da Mota e Siqueira — depois que os holandeses, que haviam construído um forte anterior na região em 1623, foram repelidos por incursão portuguesa. Foi elevada à categoria de vila em 22 de fevereiro de 1758, desmembrada de Gurupá, e elevada a município em 24 de novembro de 1930, desmembrada de Monte Alegre. A partir de 1967, sediou o Projeto Jari, megaempreendimento do bilionário americano Daniel Keith Ludwig — inicialmente uma fábrica de celulose, e desde o fim dos anos 1970 também extração de bauxita e caulim. Entre os pontos turísticos estão a Serra da Velha Pobre, a cachoeira do Panamã (Rio Paru) e as cachoeiras de Santo Antônio e Macaquara (Rio Jari). A população é estimada em 33.614 habitantes.
Belterra
Baixo Amazonas
A origem de Belterra está no projeto de seringais do industrial americano Henry Ford, transferido em 1934 de Fordlândia (abandonada por condições inadequadas de solo) para Belterra, a 40 km ao sul de Santarém, com o plantio de cerca de 3,2 milhões de pés de seringueira. O projeto fracassou comercialmente — nenhuma gota do látex produzido ali chegou a ser usada em um carro Ford, e o desenvolvimento da borracha sintética, a partir de 1945, tornou o empreendimento obsoleto. Com o fim do projeto, a área voltou a integrar o município de Santarém, só se tornando município independente em 1995. Preserva construções de arquitetura de inspiração norte-americana, hoje tombadas como patrimônio histórico. A população é de 16.324 habitantes (Censo 2010, mais recente encontrado).
Curuá
Baixo Amazonas
A origem de Curuá está na Missão Baré, fundada em 1694 pelos Padres Franciscanos Capuchos da Piedade, depois transferida para a aldeia Surubim, em Alenquer, com o nome de Arcozelos, por Mendonça Furtado; a população restante foi para a aldeia Pauxis, em Óbidos. Uma segunda povoação começou por volta de 1848, com o Tenente Raimundo Simões, que se fixou ali para a exploração do látex de balata. Em 23 de março de 1900 foi criada a Vila Curuá, projeto do senador Fulgêncio Simões, instalada em 15 de agosto daquele ano. A emancipação definitiva veio por plebiscito em 3 de dezembro de 1995. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria. Entre os pontos turísticos está a Praia do Curuá, de águas cristalinas e areias brancas às margens do rio de mesmo nome, com um dos pores do sol mais bonitos do oeste do Pará. A população é de 14.126 habitantes (Censo 2022).
Faro
Baixo Amazonas
A origem de Faro está em uma aldeia dos índios Jamundás, acompanhada por missionários da Congregação Capuchos da Piedade, situada abaixo da confluência do Rio Paratucu com o Nhamundá; por falta de condições favoráveis ao povoado e dificuldade de adaptação dos padres, a missão foi transferida para a margem do lago, sob proteção de São João Batista. Em 21 de dezembro de 1768, o ouvidor-geral José Feijó de Melo e Albuquerque realizou a eleição das autoridades locais, e em 27 de dezembro daquele ano ocorreu a cerimônia de levantamento do pelourinho e aclamação ao rei D. José I, marcando simbolicamente a criação da vila. A economia atual gira em torno de turismo, agropecuária e comércio, com extrativismo natural, pecuária e pesca; a produção familiar de mandioca gera farinha branca, farinha de tapioca, tapioca (goma), tucupi e variedades de beiju. A população é de 8.728 habitantes (Censo 2022).
Juruti
Baixo Amazonas
Sede do Projeto Juruti da Alcoa, uma das maiores minas de bauxita do mundo.
Mojuí dos Campos
Baixo Amazonas
A história de Mojuí dos Campos começou por volta de 1914, quando famílias nordestinas, fugindo da seca, formaram o povoado de Mojuí, então pertencente a Santarém; em 1952 chegaram cerca de 50 famílias vindas do Ceará. Foi elevado à categoria de vila em 31 de dezembro de 1964, pela Lei nº 3.227, assinada pelo então governador Jarbas Passarinho. Dois plebiscitos (1995 e 1999) reforçaram o desejo de emancipação de Santarém, com aprovação de 84% no segundo; a emancipação política só se concretizou em 2012, com posse do primeiro prefeito e vereadores em 1º de janeiro de 2013 — sendo o município mais novo do Pará. A economia é baseada em agricultura familiar e pecuária. Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz de Santo Antônio de Pádua, a Praça da Igreja Matriz, o Campo Nogueirão, o Rio Moju e o Igarapé Beira Rio; em novembro acontece a Caminhada de Fé com Maria, parte da Festividade de Nossa Senhora da Conceição, que reúne milhares de devotos. A população é de 22.845 habitantes (Censo 2022).
Monte Alegre
Baixo Amazonas
Abriga a Caverna da Pedra Pintada, com pinturas rupestres de 11 mil anos.
Óbidos
Baixo Amazonas
Em 1698, Manoel da Mota Siqueira construiu o Forte Pauxis na margem esquerda do Rio Amazonas, no ponto mais estreito (cerca de 2 km) e profundo (cerca de 100 m) do rio — toda embarcação que passava por ali era obrigada a parar para pagar dízimo à Coroa portuguesa. Óbidos foi elevada à categoria de vila em 25 de março de 1758 pelo governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado, com o nome em homenagem à vila portuguesa de Óbidos. É conhecida como "a mais portuguesa das cidades do Pará" pela arquitetura colonial preservada. A economia é baseada em fibra de juta, castanha-do-pará e pesca. Entre os pontos turísticos estão a Praça de Sant'Ana, a zona do porto, a Serra da Escama e o Laguinho Pauxis. A população é de cerca de 52 mil habitantes.
Oriximiná
Baixo Amazonas
Sede da Mineracao Rio do Norte, maior mina de bauxita a ceu aberto do mundo.
Placas
Baixo Amazonas
Placas foi criado pela Lei Estadual nº 5.783, de 20 de dezembro de 1993, desmembrado do município de Santarém; instalado em 1º de janeiro de 1997, com Francisco Omildo Santiago como primeiro prefeito eleito. O nome do município vem de placas explicativas colocadas pelo INCRA e pelo extinto DNER no ponto exato onde a área urbana fica, na divisão dos trechos rodoviários entre Altamira e Itaituba. É um dos municípios mais novos da fronteira agrícola da região, com economia baseada em agropecuária.
Porto de Moz
Baixo Amazonas
A origem de Porto de Moz está em 1639, com o aldeamento Maturu, sob invocação de São Braz, fundado pelos capuchinhos de São José na foz do Rio Xingu. Foi elevado a vila em 1758, com o nome português de Porto de Moz — topônimo que significa "porto em que há mós". Recebeu título de cidade em 1890; foi suprimido e incorporado ao território de Gurupá em 1930, recuperando autonomia em 1937. A economia é baseada principalmente em administração pública e agropecuária (pecuária de corte). Entre os pontos turísticos estão a Igreja Matriz (século XVIII), a Praça da Matriz (de onde se vê o pôr do sol no Rio Xingu, com a imagem do Bom Jesus dos Navegantes), a Praia Chácara (2 km do centro, com festivais de verão) e a Praia de Tauerá (3,5 km do município, área arqueológica com sítios estudados pelo Museu Emílio Goeldi). A população é de 40.709 habitantes (Censo 2022).
Prainha
Baixo Amazonas
O primeiro povoado de Prainha, às margens do Rio Urubuquara, chamava-se Outeiro; por causa do difícil acesso, foi transferido para as margens do Rio Amazonas, facilitando o comércio e a locomoção. Foi elevado a freguesia em 1758 por Francisco Xavier de Mendonça Furtado; tornou-se vila e depois município em 1881. Foi extinto em 1930 e anexado a Monte Alegre, recuperando autonomia em 1935. É constituído por três distritos: Prainha, Pacoval e Santa Maria do Uruará. A economia é baseada em agropecuária, com destaque para a cultura do dendê. Um ponto turístico é o sítio arqueológico com arte rupestre, de interesse histórico e científico. A população é de 35.655 habitantes (Censo 2022).
Santarém
Baixo Amazonas
Cidade do oeste do Para, no encontro das aguas do Tapajos com o Amazonas; portao de Alter do Chao.
Terra Santa
Baixo Amazonas
O nome de Terra Santa originou-se de "Ponta de Santa", referência a uma ponta de pedras em frente à cidade onde povos indígenas se reuniam para rituais religiosos; segundo a lenda local, durante um ritual sagrado indígenas adoeceram de gripe, e o xamã as instruiu a se banhar nas águas do lago como parte do ritual — elas se recuperaram, e o xamã declarou o local uma "terra santa", cujas águas haviam curado. Foi criado pela Lei nº 5.699, de 13 de dezembro de 1991, com área desmembrada dos municípios de Faro e Oriximiná; instalado em 1º de janeiro de 1993. Faz divisa com Faro, Oriximiná, Juruti e, no Amazonas, Parintins e Nhamundá. A economia é baseada em criação bovina, pecuária, agricultura, extrativismo e projeção de exploração mineral de bauxita; hoje o turismo, a agropecuária e o comércio são as principais atividades. Entre os pontos turísticos estão praias de água doce e atrações de ecoturismo amazônico. A população é de 18.804 habitantes (Censo 2022).
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