Sudeste Paraense
O polo minerador do Pará, impulsionado pela Serra dos Carajás e pelas cidades de Parauapebas e Marabá — o minério de ferro já respondeu por quase 82% das exportações da região. Também abriga o maior rebanho bovino do Brasil, em São Félix do Xingu, e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, uma das maiores do país. Boa parte da ocupação da região veio de migração dirigida nas décadas de 1970-80, ao longo da Transamazônica.
Cidades publicadas (39)
Abel Figueiredo
Sudeste Paraense
O núcleo habitacional de Abel Figueiredo nasceu em 1964, a partir da abertura da rodovia PA-070, que atraiu centenas de pessoas, a maioria imigrantes nordestinos. O nome homenageia Abel Figueiredo, ex-deputado da região de São João do Araguaia, município ao qual a localidade um dia pertenceu. É um dos municípios mais novos do sudeste do Pará, emancipado pela Lei nº 5.708, de 27 de dezembro de 1991. A economia tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária, serviços e indústria madeireira (fabricação de madeira laminada). A população é de 6.119 habitantes (Censo 2022).
Água Azul do Norte
Sudeste Paraense
Água Azul do Norte integrava anteriormente o município de Marabá; a vila começou a ser ocupada em 1978, com história marcada pela luta por direitos territoriais. A economia é baseada em criação e abate de bovinos, administração pública e também extração mineral (cobre, chumbo e zinco). O município abriga parte da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação de uso sustentável de 411.949 hectares, criada em 1998, que inclui operações de mineração em um dos maiores depósitos de minério de ferro de alta qualidade do mundo. Entre os pontos turísticos estão uma cachoeira e um rio importante da região, usados para pesca, passeios de barco e lazer. A população é de 16.672 habitantes (Censo 2022).
Bannach
Sudeste Paraense
A origem de Bannach está em uma serraria situada numa fazenda isolada da região sudeste do estado, pertencente a uma família ligada à indústria madeireira, pioneira na transformação da área em município — que herdou o sobrenome da família, batizando o município de Bannach. Foi elevado à categoria de município e distrito pela Lei Estadual nº 5.761, de 15 de outubro de 1993, desmembrado de Ourilândia do Norte, instalado em 1º de janeiro de 1997. A economia, originalmente ligada à atividade madeireira, tem hoje forte presença da agropecuária, com expressivo rebanho bovino e plantações de cacau, café, arroz, feijão e milho. Entre os pontos de interesse estão caminhadas, escalada, rallies, cachoeiras e córregos na região rural. A população é de 3.730 habitantes (Censo 2022) — o menor município do Pará em população.
Bom Jesus do Tocantins
Sudeste Paraense
Bom Jesus do Tocantins foi criado pela Lei nº 5.454, de 10 de maio de 1988, desmembrado de São João do Araguaia. O nome "Bom Jesus" foi escolhido pelos moradores mais antigos, e a festa do padroeiro, o Senhor Bom Jesus, acontece em 6 de agosto. O município fica a 591 km de Belém, 64 km de Marabá e 25 km da divisa com o Maranhão. Conta com 11 km de praias fluviais, divididas em 8 pontos de apoio ao turista, e 28 comunidades indígenas, onde acontecem festivais periódicos — o mais conhecido é o Festival da Castanha Nova, que marca a abertura da colheita da castanha-do-pará. A economia é baseada em pecuária de corte e de leite. A população estimada é de 16.517 habitantes.
Brejo Grande do Araguaia
Sudeste Paraense
Brejo Grande do Araguaia originou-se do desmembramento de São João do Araguaia, com exploração de terras às margens do Rio Araguaia a partir da década de 1950; o primeiro morador foi Raimundo Victor, que se estabeleceu ali em 25 de julho de 1958. Por volta de 1959, chegaram pessoas vindas de Bela Vista (atual Tocantins), lideradas por Raimundo Negro, consolidando a fundação de Brejo Grande, atual distrito-sede; em 1960, outras famílias deram origem à atual Avenida Goiás e a outras ruas centrais. Na metade dos anos 1960, o fluxo populacional cresceu com a descoberta do garimpo de Itamerim, a 16 km da sede. O nome é uma homenagem ao igarapé local, de águas frias e cristalinas, que corre em sua maior parte por uma brejaria. A economia é majoritariamente agropecuária, seguida por administração pública e serviços. Um ponto turístico são as praias do Rio Araguaia, que segue como via de acesso crucial e recurso natural vital para o município. A população é de 6.791 habitantes (Censo 2022).
Breu Branco
Sudeste Paraense
A origem de Breu Branco remonta a 1907, com a construção da Ferrovia Tocantins; o nome vem da resina esbranquiçada extraída de árvores faveiras da região, usada na fabricação de breu. A vila original foi submersa em 1980 pela formação da Barragem de Tucuruí, com a população realocada para uma nova vila, e o município foi criado em 1991. Breu Branco integra a Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí — a usina hidrelétrica é a maior 100% brasileira, com o segundo maior vertedouro do mundo. A economia é baseada em comércio, serviços e extração de madeira, já que a desconexão direta com o rio limita a agropecuária em maior escala. O ponto turístico de destaque é a Praia Queiroz Galvão, formada sazonalmente pela cheia do Rio Tocantins entre julho e dezembro. A população é estimada em 68.597 habitantes (IBGE 2021).
Canaã dos Carajás
Sudeste Paraense
Emancipado de Parauapebas em outubro de 1994 (Lei Estadual nº 5.860), Canaã dos Carajás teve a economia transformada pela descoberta de jazidas de cobre, níquel e ferro no fim dos anos 1990 — antes, a base era agricultura de arroz, milho e feijão, além de pecuária. Hoje sedia o projeto S11D, da Vale, a maior mina de ferro a céu aberto do mundo, e tem o segundo maior PIB do Pará, superando a capital Belém. A população saltou de cerca de 26.700 habitantes em 2010 para 77.079 em 2022 (Censo IBGE) — o maior crescimento populacional do Brasil no período, com estimativas locais indicando algo próximo de 100 mil habitantes atualmente. Entre os pontos de destaque estão a Cachoeira do Goiano, o Bosque Gonzaguinha, o Parque Veredas e o Lago dos Buritis.
Conceição do Araguaia
Sudeste Paraense
Fundada em 1897 pelo Frei Gil de Vila Nova, com o nome em homenagem à padroeira Nossa Senhora da Conceição, Conceição do Araguaia foi emancipada em 1935. É considerada o maior polo turístico do sul do Pará: entre junho e julho, na estiagem do Rio Araguaia, praias fluviais de água doce — como a Praia das Gaivotas, a Praia Verde e a Praia Alta — atraem dezenas de milhares de visitantes de todo o Brasil, com destaque para o Fest Verão, realizado na Praia das Gaivotas. A economia é baseada em pecuária de corte e leite, agricultura (soja, milho) e pesca. A população é de 44.617 habitantes (Censo 2022).
Cumaru do Norte
Sudeste Paraense
Cumaru do Norte nasceu em torno de um garimpo surgido na década de 1980, após a descoberta de ouro em uma fazenda local, atraindo homens de várias partes do estado e do país; a atividade garimpeira cresceu a ponto de a área ganhar uma pista de pouso e decolagem para táxis aéreos. Foi criado como município em 1991. A economia é majoritariamente agropecuária — criação de bovinos de corte e cultivo de soja —, seguida por administração pública e serviços. Fica a 749 km de Belém. A população é de 12.397 habitantes (Censo 2022).
Curionópolis
Sudeste Paraense
A origem de Curionópolis está no fim dos anos 1970, num acampamento no km 30 da Rodovia PA-275, formado por pessoas em busca de trabalho na construção da Estrada de Ferro Carajás ou de ouro em garimpos locais. Com a descoberta de ouro em Serra Pelada no início dos anos 1980, consolidou-se como núcleo de apoio ao garimpo — moradia das famílias dos garimpeiros e polo de comércio e serviços (hotéis, pensões, bares). O nome homenageia o "Major Curió", que coordenou o garimpo de Serra Pelada entre 1981 e 1982. Serra Pelada foi o maior garimpo a céu aberto do mundo, com cerca de 80 mil garimpeiros extraindo por volta de sete toneladas de ouro no início dos anos 1980. Hoje aposta no turismo histórico de memória: a antiga cratera de escavação, hoje um lago, atrai visitantes e pesquisadores, com iniciativas como um museu dedicado à história do garimpo e o roteiro turístico "O Novo Ouro de Serra Pelada".
Dom Eliseu
Sudeste Paraense
A origem de Dom Eliseu está em área do município de Paragominas, ocupada a partir dos anos 1960 com a abertura da rodovia BR-222 (então PA-70); Leopoldo Cunha foi o primeiro morador, montando um armazém no entroncamento com a BR-010. Foi emancipado pela Lei nº 5.450, de 10 de maio de 1988, no governo Hélio Gueiros; o nome homenageia Dom Eliseu Corolli, bispo da Diocese de Bragança. A primeira indústria madeireira (Serraria Alves Marques) foi instalada em 1970; hoje a fabricação de madeira laminada e o cultivo de eucalipto seguem entre os setores mais característicos da economia. O município também funciona como entreposto comercial de madeira, sementes, palha e goiaba. A população estimada é de 62.823 habitantes (2025).
Eldorado do Carajás
Sudeste Paraense
Eldorado do Carajás foi criado em 1991, desmembrado de Curionópolis; o complemento "Carajás" vem da proximidade com o complexo geológico da Serra dos Carajás. É o local do Massacre de Eldorado do Carajás, em 17 de abril de 1996 — a Polícia Militar matou 21 trabalhadores rurais sem-terra durante um protesto pacífico na "Curva do S", episódio de repercussão internacional que levou a organização Via Campesina a instituir o 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. A fazenda Macaxeira, alvo do protesto original, foi desapropriada e deu origem ao assentamento 17 de Abril; um monumento com troncos de castanheiras marca o local até hoje. A economia é baseada em agropecuária (pecuária de corte e leite), impulsionada desde a explosão populacional de 1987-1991, ligada também à extração madeireira. A população é de 28.192 habitantes (Censo 2022).
Floresta do Araguaia
Sudeste Paraense
Até 1970, o território de Floresta do Araguaia tinha apenas pequenos povoados às margens do Rio Araguaia, ocupados desde a década de 1910 por povos indígenas e depois por colonizadores atraídos pelas terras férteis e pastagens naturais. Em 1973 foram obtidas 17 glebas de 900 alqueires para a criação oficial de uma colônia agrícola. Em 1988, o empresário José Pereira Barbosa implantou o empreendimento de Mineração Vale das Andorinhas, impulsionando o crescimento da vila e atraindo imigrantes do Tocantins, Goiás e Maranhão. É conhecida como "Capital do Abacaxi" — maior produtora da fruta no Brasil, com mais de 200 milhões de frutos por ano — e sedia a maior indústria de suco concentrado de abacaxi do país, que exporta para União Europeia, NAFTA, Liga Árabe e Mercosul. Um ponto turístico é a Igreja Matriz de São Francisco de Assis. A população é de 17.896 habitantes (Censo 2022).
Goianésia do Pará
Sudeste Paraense
A ocupação da área de Goianésia do Pará começou na década de 1970, com as obras da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. A vila recebeu o nome em homenagem a Goianésia, cidade de Goiás, terra natal do imigrante Anézio Guerra, dono da Fazenda Baronesa, que doou as terras para a formação do povoado. É um dos maiores produtores de madeira semibeneficiada do Norte do Brasil, abastecendo o mercado internacional e o centro-sul brasileiro; a piscicultura também é expressiva, aproveitando o lago artificial formado pela hidrelétrica. O artesanato em madeira — peças talhadas em angelim-pedra — é marca registrada dos moradores. Entre os pontos turísticos estão os rios Verde e Arapixi, a Praça dos Três Poderes e a Praça da Bíblia. A população é de 26.362 habitantes (Censo 2022).
Itupiranga
Sudeste Paraense
A origem de Itupiranga está no povoado de Lago Vermelho, do século XIX, fundado por extratores de caucho e castanha-do-pará às margens do Rio Tocantins; o município foi criado em 31 de dezembro de 1947. A economia é agropecuária (gado de corte e leite, mandioca, milho, açaí, banana) e de pesca artesanal no Tocantins. Os pontos turísticos incluem a Orla Municipal às margens do Tocantins, a Praia do Macaco, a Praia do Tiradentes e a Praça de Santo Antônio, mirante sobre o rio; em julho acontece o festival 'Verão Balança o Lago'. A população é estimada em mais de 52 mil habitantes (IBGE 2024).
Jacundá
Sudeste Paraense
A área hoje ocupada por Jacundá era originalmente habitada pelos índios Gavião, com ocupação não indígena a partir de 1892. A economia inicial girou em torno do extrativismo — borracha, caucho, castanha-do-pará e diamante, este último explorado às margens do Tocantins na Foz do Riacho desde o fim dos anos 1930. O município foi emancipado de Itupiranga em 29 de dezembro de 1961, e teve sua sede transferida das margens do Rio Tocantins para a Rodovia PA-150 devido ao alagamento causado pela formação do lago da Usina Hidrelétrica de Tucuruí. Hoje a economia é baseada em pecuária, agricultura e piscicultura. Entre os eventos de destaque estão a FEICAJ (Feira da Indústria, Comércio e Agropecuária), com rodeio e shows, e o Carnaval de Rua. A população é de 37.707 habitantes (Censo 2022).
Marabá
Sudeste Paraense
Polo historico do sudeste paraense, no encontro dos rios Tocantins e Itacaiunas.
Nova Ipixuna
Sudeste Paraense
Nova Ipixuna surgiu das mudanças provocadas pela construção da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, que alagou a antiga ilha onde ficava a velha Ipixuna, distrito ribeirinho às margens do Rio Tocantins. Em 21 de agosto de 1977, uma sessão solene formalizou a criação da Vila de Nova Ipixuna, com lotes liberados para construção. Um plebiscito em 15 de março de 1992 aprovou a emancipação com 92,5% dos votos. A população da antiga Ipixuna vivia de pesca, caça, extrativismo vegetal e extração de diamantes; hoje a economia se apoia em terras férteis para cultivo de arroz, mandioca, milho e feijão, além de criação de gado, produção de leite e coleta de frutos nativos como cupuaçu, castanha-do-pará e açaí. Fica próximo a Marabá. A população é de 13.318 habitantes (Censo 2022).
Novo Repartimento
Sudeste Paraense
O nome 'Repartimento' vem do rio que os indígenas Parakanã usavam para dividir suas terras. A ocupação começou no início dos anos 1970, com a construção da BR-422 (ligando a Transamazônica à futura hidrelétrica de Tucuruí) pela construtora Mendes Júnior. O município nasceu do reassentamento obrigatório da antiga vila de Repartimento, inundada pelo reservatório da Usina Hidrelétrica de Tucuruí entre 1984 e 1985 — represamento que deslocou à força cerca de 10 mil famílias na região, incluindo parte da reserva indígena Parakanã. Novo Repartimento foi elevado a município pela Lei Estadual nº 5.702, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Tucuruí, Jacundá e Pacajá, e instalado em 1º de janeiro de 1993.
Ourilândia do Norte
Sudeste Paraense
Ourilândia do Norte foi originada do 'Projeto Tucumã' (1981), da Construtora Andrade Gutierrez, colonizado por migrantes do Paraná e do centro-sul do Brasil; antes da emancipação, em 10 de maio de 1988, a área era chamada Guarita I e Guarita II. A economia é baseada num tripé de mineração — a extração de níquel é a maior empregadora —, pecuária e serviços. Os pontos turísticos incluem a Cachoeira do Itacaiúnas, com queda d'água de aproximadamente 70 metros, a Igreja Matriz de São Francisco de Assis e o Parque Municipal, com trilhas ecológicas; entre os eventos está a Festa do Peão de Boiadeiro. A população é de 32.467 habitantes (Censo 2022).
Palestina do Pará
Sudeste Paraense
Palestina do Pará está localizado às margens do Rio Araguaia, na divisa com o estado do Tocantins; o povoado começou a ser fundado em 1958 pelas famílias Ribeiro, Sandes, Vieira e Souza. A emancipação ocorreu em 13 de dezembro de 1991, pela Lei nº 5.689, desmembrado do município de Brejo Grande do Araguaia — na década de 1980, a exploração econômica da madeira e da agropecuária levou a localidade a organizar os movimentos de emancipação. A economia é baseada em agropecuária, extrativismo vegetal e exploração madeireira, com destaque para produção de leite e derivados e bovinocultura de corte; a indústria se concentra em olarias e cerâmica (tijolos e telhas), além da lavra mecanizada de areia e gemas. Entre os pontos turísticos estão as praias de água doce do Rio Araguaia e o Rio Turvo, usados para banho e esportes náuticos. A população é de 6.872 habitantes (Censo 2022).
Paragominas
Sudeste Paraense
Primeiro municipio da Amazonia a sair da lista de prioridade no combate ao desmatamento.
Parauapebas
Sudeste Paraense
No coracao da Serra dos Carajas, maior produtor de minerio de ferro do Brasil.
Pau D'Arco
Sudeste Paraense
A origem de Pau D'Arco remonta ao ciclo da borracha no fim do século XIX: havia uma árvore seca caída (um ipê, conhecido na região como pau d'arco) na margem esquerda do Rio Araguaia, num ponto bom para atracar embarcações, que se tornou o principal porto de embarque da borracha na região. Vilas mais antigas como Gameleira, Santo Antônio e Cajueiro viveram da extração de ouro e madeiras nobres (com destaque para a aroeira, hoje extinta na região), além de criação de gado, agricultura de subsistência (arroz), caça e pesca. Com a construção da rodovia BR-158, em 1972, surgiram novas vilas, entre elas Pau D'Arco, onde foi instalada uma serraria que se tornou o centro do desenvolvimento local. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.696, de 13 de dezembro de 1991, instalado em 1º de janeiro de 1993. A economia atual tem forte participação da administração pública, seguida por agropecuária. Entre os pontos turísticos estão a Praia da Fofoca (badalada no verão, entre julho e agosto) e a Serra do Avião — batizada por ter sido atingida por um avião bimotor nos anos 1950 — com vista para o Rio Araguaia, planícies e montanhas. A população é de 6.772 habitantes (Censo 2022).
Piçarra
Sudeste Paraense
A região de Piçarra era coberta por florestas densas e de cocal, de onde os pioneiros extraíam castanha-do-pará, por muito tempo a principal fonte de renda das famílias locais. Em 1980, o Batalhão de Engenharia e Construção (BEC) do Exército chegou para abrir estradas ligando os povoados; no local onde hoje é a cidade, havia grande quantidade de cascalho (piçarra), usado na construção da estrada que ligava São Geraldo do Araguaia a Itaipavas. Uma placa do BEC identificando o ponto de extração com o nome "Piçarra" deu origem ao nome do futuro município, desmembrado de São Geraldo do Araguaia. Faz divisa com São Geraldo do Araguaia, Eldorado do Carajás, Xinguara e o estado do Tocantins. A economia é majoritariamente agropecuária. A população é de 12.794 habitantes (Censo 2022).
Redenção
Sudeste Paraense
Uma das duas minimetropoles que centralizam comercio e servicos para o sul do Para.
Rio Maria
Sudeste Paraense
Rio Maria foi fundado em 13 de maio de 1982, no extremo sul do Pará; foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.028, de mesma data, desmembrado de Conceição do Araguaia. A região era ocupada por povos indígenas; a colonização se intensificou a partir da década de 1970, com migrantes vindos principalmente do Nordeste e Centro-Oeste, atraídos pelo potencial agrícola e pecuário. É um dos principais polos de criação de gado do Pará, com o Frigorífico Rio Maria, exportador, gerando cerca de 500 empregos diretos e indiretos; a mineração de ouro e o comércio também são fontes relevantes de renda. É o 2º município mais populoso da região imediata de Xinguara. A população é de 17.965 habitantes (Censo 2022).
Rondon do Pará
Sudeste Paraense
O povoado inicial de Rondon do Pará foi chamado de "Candangolândia de Arinos Brazil"; em 1969, o médico Dr. Camillo Vianna chegou ao local como coordenador do Projeto Rondon — iniciativa federal que levava profissionais e estudantes universitários para o interior do país, origem do nome atual do município. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 5.027, de 13 de maio de 1982, desmembrado de São Domingos do Capim e Moju. A economia foi historicamente ligada à extração madeireira, com dezenas de indústrias madeireiras (a fabricação de madeira laminada segue como atividade relevante), somada hoje à pecuária de corte. A população estimada é de 57.031 habitantes (2025), com 53.143 no Censo 2022.
Santa Maria das Barreiras
Sudeste Paraense
A origem de Santa Maria das Barreiras está em 1892, quando o sertanista e fazendeiro Inocêncio Costa se estabeleceu em Altas Barreiras, à margem esquerda do Rio Araguaia; com apoio do governador Augusto Montenegro, famílias maranhenses formaram o núcleo populacional. O povoado obteve categoria de distrito em 1937, com o nome de Santa Maria das Barreiras, tornando-se unidade autônoma em 1961. A economia tem forte participação da indústria, seguida por agropecuária (criação de bovinos de corte e cultivo de soja) e administração pública. Entre os pontos turísticos estão nove praias no Rio Araguaia — Pio Capitare, Defunto, Paulista, Onça, Norberto, Jatobá, Mundico e Cabeça Branca — que atraem turistas do Sul e Centro-Oeste do Brasil no verão. A população é de 17.639 habitantes (Censo 2022).
Santana do Araguaia
Sudeste Paraense
A origem de Santana do Araguaia remonta a 1892, quando o sertanista e fazendeiro Inocêncio Costa se estabeleceu em Altas Barreiras; com apoio do governo estadual (governador Augusto Montenegro), famílias maranhenses formaram o núcleo populacional. Foi elevado a município pela Lei Estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrado de Conceição do Araguaia. Em 1978, com apoio da Volkswagen, começou a construção do Frigorífico Atlas, nas proximidades de Campo Alegre, transformando a localidade numa espécie de cidade operária; em 1980 uma grande enchente destruiu parcialmente a sede do município. Hoje é forte no agronegócio — pecuária de corte e cultivo de soja — com o 2º melhor crescimento de PIB da região imediata entre 2006 e 2021 (319,1%). A população é de 32.413 habitantes (Censo 2022).
São Domingos do Araguaia
Sudeste Paraense
A origem de São Domingos do Araguaia está em 1952, com a chegada do lavrador piauiense Serafim Canário da Silva; o povoado ficou conhecido por "Centro das Latas", nome vindo de latas de querosene encontradas junto a pés de mangueira na área. O nome "São Domingos" surgiu em 1955, em homenagem ao primeiro padre que celebrou missa no local. Também foi palco da Guerrilha do Araguaia (1972-1974). Foi emancipado em 1991, após plebiscito com 99,5% de aprovação. É banhado pelo Rio Araguaia. A população é de 21.092 habitantes (Censo 2022).
São Félix do Xingu
Sudeste Paraense
Detem o maior rebanho bovino do Brasil.
São Geraldo do Araguaia
Sudeste Paraense
São Geraldo do Araguaia foi fundado em 1952 por garimpeiros e exploradores de castanha-do-pará e bauxita vindos da margem direita do Rio Araguaia, na região de Xambioá; o nome homenageia Geraldo, filho do dono das terras da região. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.441, desmembrado de Xinguara, instalado em 1º de janeiro de 1989. Foi um dos palcos da Guerrilha do Araguaia, o maior conflito militar em território brasileiro no século XX. Entre os pontos turísticos estão o Parque Estadual Serra dos Martírios/Andorinhas (24.897 hectares, criado em 1996) e a Área de Proteção Ambiental São Geraldo do Araguaia (29.655 hectares) — a Serra das Andorinhas é um dos principais atrativos da região. A população é de 24.255 habitantes (Censo 2022).
São João do Araguaia
Sudeste Paraense
A origem de São João do Araguaia está em 1779, quando o governador capitão-general José de Nápoles Tello de Meneses determinou a fundação de um núcleo à margem esquerda do Rio Tocantins, denominado São Bernardo da Pederneira; próximo dali havia um mocambo chefiado por Maria Aranha, de onde nasceu a povoação primitiva de São João do Araguaia. Foi elevado a vila pela Lei Estadual nº 1.069, de 5 de novembro de 1908. A crise da borracha, na década de 1910, levou à perda de autonomia em 1922, quando foi anexado a Marabá; foi elevado a município em 1961, desmembrado de Marabá. A economia inicial baseou-se no extrativismo — caucho, castanha-do-pará e andiroba —, favorecida pela posição de entroncamento fluvial entre os Rios Araguaia e Tocantins; nos anos 1930 a exploração da castanha-do-pará se intensificou, junto com a descoberta de depósitos de gemas (cristal de rocha e diamante) no leito do Tocantins. Hoje a economia tem participação equilibrada entre administração pública, agropecuária, serviços e indústria. A população é de 13.446 habitantes (Censo 2022).
Sapucaia
Sudeste Paraense
Sapucaia foi criado pela Lei Estadual nº 5.961, de 24 de abril de 1996, assinada pelo governador Almir Gabriel, com território desmembrado do município de Xinguara, com sede na localidade de Vila Sapucaia, elevada à categoria de cidade com o nome de Sapucaia. A instalação oficial ocorreu em 1º de janeiro de 1997, com a posse do prefeito José Augusto Marinho, do vice-prefeito e dos vereadores eleitos no pleito de 3 de outubro de 1996. O nome tem origem geográfica, referência a uma árvore (sapucaia) abundante na região. A população é de 5.295 habitantes (Censo 2022).
Tucumã
Sudeste Paraense
Originado do Projeto Carajás de colonização, iniciado em 1977, com assentamento de colonos vindos do Sul do país a partir de 1982, o município de Tucumã foi emancipado em 10 de maio de 1988. A economia girou em torno da atividade madeireira nos anos 1980-90 — hoje reduzida pela fiscalização ambiental — e do garimpo, praticamente extinto desde o fim dos anos 1990; atualmente é baseada em agropecuária e no cultivo de cacau, cuja produtividade supera a da Bahia. A população é de 39.550 habitantes (Censo 2022). O turismo de natureza acontece no Rio Fresco, com praias fluviais no verão amazônico entre julho e setembro, e na Serra das Torres, com potencial de ecoturismo e turismo de aventura.
Tucuruí
Sudeste Paraense
Sede da Usina Hidreletrica de Tucurui, uma das maiores 100% brasileiras.
Ulianópolis
Sudeste Paraense
A colonização da área de Ulianópolis começou em 1958, quando pioneiros montaram um acampamento sob um pé de cumaru, próximo a um riacho; a família Uliana, entre as primeiras a chegar, deu origem ao nome do município. Foi elevado à categoria de município pela Lei Estadual nº 5.697, de 13 de dezembro de 1991, desmembrado de Paragominas. É o maior produtor de grãos do Pará; sedia a PAGRISA (Pará Pastoril Agrícola), única produtora de açúcar e álcool do estado. O principal evento turístico é o "Agro Fest Milho", em junho. A população é de cerca de 57.632 habitantes.
Xinguara
Sudeste Paraense
O nome de Xinguara vem da junção dos rios Xingu e Araguaia. O povoamento começou em 1973, e a emancipação veio em 13 de maio de 1982. Conhecida como a 'Capital da Carne Bovina do Sul do Pará', o município reúne mais de 500 mil cabeças de gado, quatro frigoríficos que exportam para Europa e Ásia, e é zona livre de febre aftosa há quase duas décadas. A população é de 52.893 habitantes (Censo 2022). O ponto turístico de destaque é a Praia do Pontão, no distrito de São José do Araguaia, a 115 km da sede, às margens do Rio Araguaia.
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