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Ruínas de Joanes

sítio histórico Salvaterra

Ruínas de conjunto jesuítico do século XVII no distrito de Joanes, em Salvaterra — vestígio da história colonial da Amazônia marajoara.

A Vila de Joanes, no lado leste da Ilha do Marajó, foi um dos primeiros pontos de colonização da ilha e área estratégica para a Coroa Portuguesa, que via na presença religiosa um meio de afastar comerciantes estrangeiros já estabelecidos com os povos nativos (entre eles a etnia Nheengaíba). No século XVII, missionários (a documentação da Secretaria de Turismo do Pará atribui a construção da primeira igreja de Salvaterra, em Joanes, aos jesuítas; fontes locais também associam a vila à chegada posterior de franciscanos, que ajudaram a consolidar a comunidade) ergueram ali uma igreja, currais de peixe (o 'Curral Real', que abastecia Belém) e poços de pedra — um deles conhecido como 'Poço dos Jesuítas', cuja tradição oral conta que separava o uso entre portugueses e escravizados. A vila entrou em decadência a partir de 1750, após uma epidemia de sarampo, e só voltou a ser efetivamente habitada no início do século XX, quando se tornou distrito de Salvaterra. Hoje, tombadas como Sítio Arqueológico de Joanes, as ruínas — parte da igreja, campanário, dois poços de pedra e antigos currais — são um dos principais atrativos históricos do Marajó.

Lugares relacionados

Praia Grande

Fontes

  • · viajeleve.net
  • · portalamazonia.com
  • · ppgau.propesp.ufpa.br