Umidade amazônica
Nível de vapor d'água no ar característico da Amazônia paraense, que frequentemente supera 80% de umidade relativa e determina praticamente tudo na vida cotidiana, do conforto térmico à preservação de alimentos.
Cheguei do banho e em cinco minutos já estava suado de novo — a umidade amazônica não deixa o corpo respirar direito.
A umidade amazônica não é apenas uma estatística meteorológica: é uma presença física que o corpo sente, a roupa sente, os móveis sentem e os alimentos sentem. A floresta amazônica é o maior gerador de umidade do planeta — a evapotranspiração das árvores libera quantidades imensas de vapor d'água que formam os 'rios voadores', correntes de umidade que irrigam parte do Brasil. No Pará, a umidade relativa do ar raramente cai abaixo de 70% e frequentemente está entre 85% e 95%. Isso significa: roupas que demoram dias para secar; alimentos que mofam em horas se não forem bem armazenados; madeiras que incham, vergam e apodrecem em ritmo acelerado; câmeras e instrumentos eletrônicos que exigem proteção especial; e pele que nunca parece completamente seca. Para os visitantes de climas temperados, a umidade amazônica é uma das adaptações mais difíceis — mais do que o calor em si, é a incapacidade de sentir fresco após o banho que desconcerta.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Umidade amazônica. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/umidade-amazonica. Acesso em: .