Bruma fluvial
Névoa baixa que se forma ao amanhecer sobre rios, igarapés e a Baía do Guajará, criando uma paisagem etérea sobre as águas que se dissipa com as primeiras horas de sol.
Acordei antes do sol para pegar o barco e o igarapé estava completamente coberto de bruma — parecia que estávamos navegando nas nuvens.
De madrugada e ao amanhecer, quando o ar mais frio da noite encontra a superfície aquecida dos rios e lagos amazônicos, forma-se a bruma fluvial — uma névoa baixa, fina e branquíssima que paira sobre a água como uma camada de sonho. Em Belém, a bruma da Baía do Guajará nas primeiras horas da manhã é uma das imagens mais bonitas da cidade, especialmente vista do porto ou do mercado do Ver-o-Peso quando as embarcações chegam carregadas de peixes e frutas. No interior do Pará, a bruma sobre igarapés e paranás ao amanhecer cria uma atmosfera de silêncio e mistério — o rio some embaixo da névoa, e as árvores da margem parecem flutuar. A bruma fluvial se dissipa completamente nas primeiras horas da manhã, quando o sol equatorial aquece o ar e evaporiza o vapor. É um fenômeno efêmero: quem dorme até as 8h raramente o vê.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Bruma fluvial. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/bruma-fluvial. Acesso em: .