Quilombola
Descendente de africanos escravizados que resistiram ao cativeiro formando comunidades livres (quilombos) na Amazônia, com direito constitucional ao território ancestral e identidade cultural própria.
A comunidade quilombola de Itacoã-Miri, em Acará, luta há décadas pelo reconhecimento do seu território — a titulação ainda não saiu.
O Pará abriga uma das maiores populações quilombolas do Brasil, distribuídas em centenas de comunidades por todo o estado — especialmente no Baixo Tocantins, no Marajó, no Baixo Amazonas e na região de Belém. Os quilombolas são descendentes de africanos escravizados que fugiram das fazendas, engenhos e cidades coloniais para formar comunidades autônomas na floresta e nas margens dos rios, onde desenvolveram cultura, religiosidade e modos de vida próprios misturando heranças africanas, indígenas e portuguesas. A Constituição de 1988 reconheceu aos quilombolas o direito à titulação de seus territórios ancestrais, mas o processo de demarcação é lento e conflituoso, e muitas comunidades vivem ameaçadas pelo avanço do agronegócio, do garimpo e de empreendimentos como hidrelétricas. O siriá de Cametá, o tambor de mina e outras expressões culturais do Pará têm raízes diretas nas comunidades quilombolas.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Quilombola. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/quilombola. Acesso em: .