Tambor de Mina
A religião afro-brasileira específica do Pará e do Maranhão — diferente do candomblé, o tambor de mina reverencia voduns e encantados trazidos da Costa da Mina no século XVIII.
"O terreiro de mina da tia tem mais de cinquenta anos na comunidade — os voduns são reverenciados como os avós da casa."
O tambor de mina é a expressão religiosa afro-brasileira específica do Pará e do Maranhão — diferente do candomblé (que é de origem Yoruba e Bantu, predominante na Bahia) e da umbanda (que é sincretismo mais recente). O nome vem da Costa da Mina (atual Benim e Togo, no oeste da África) — de onde vieram os africanos escravizados que trouxeram ao norte do Brasil a tradição dos voduns (entidades espirituais da tradição Fon-Ewe-Jeje). No tambor de mina, as entidades reverenciadas são os voduns ancestrais (como Legba, Xapanã, Averequete), as encantadas da família Real de Joana Obá e entidades amazônicas que se incorporaram à tradição — os caboclos e encantados da Amazônia (sereia, boto, cobra encantada). Essa fusão entre africanidade e Amazônia é a marca específica do mina paraense: o candombé e o tambor de mina são tradições distintas, mas o mina absorveu o imaginário amazônico de forma que não tem paralelo no Brasil. Os terreiros de mina no Pará — especialmente em Belém — são espaços de preservação de língua, música, dança e saberes africanos e amazônicos.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Tambor de Mina. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/tambor-de-mina. Acesso em: .