Caldo de cana (Belém)
Suco de cana prensado na hora em moendas de feira; bebida de pausa, de calor, de conversa nas feiras populares de Belém.
"Para na banca de caldo de cana lá que a gente conversa — é barato e refresca."
O caldo de cana — ou garapa — é uma das bebidas mais democráticas do Brasil, e em Belém ocupa um lugar especial na vida das feiras populares e dos mercados. As moendas de cana elétrica ou a motor aparecem no Ver-o-Peso, na Pedreira, no Mercado de São Brás e em feiras de bairro, produzindo o suco verde-amarelado na hora, com o ruído da prensagem e o cheiro de cana fresca que identificam o ponto a distância. Em Belém, o caldo de cana é bebida de pausa: o trabalhador da feira para, o comprador descansa, o motoboy encosta a moto — todos olhando para o copo de plástico com o líquido frio. É bebida de conversação: longa, devagar, sem pressa. O gelo é obrigatório. Limão-galego espremido é opcional mas quase universal. Em algumas bancas, acrescenta-se jengibre. O caldo de cana não é paraense no sentido de ser exclusivo — existe em todo o Brasil —, mas em Belém tem contexto próprio: está no ritmo da feira, no calor de 35°C, na pausa que a cidade exige várias vezes por dia.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Caldo de cana (Belém). Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/caldo-de-cana-belem. Acesso em: .