Jacaré-açu
O maior réptil da América do Sul — o jacaré-negro que dominou os rios do Pará foi quase extinto pela caça, e hoje é símbolo de recuperação ambiental.
"O jacaré-açu estava encostado na margem — você passou a dois metros sem ele se mover."
O jacaré-açu (Melanosuchus niger), também chamado de jacaré-negro, é o maior réptil da América do Sul — pode atingir 6 metros de comprimento e mais de 300 kg. A coloração escura do dorso e a impressionante escamas do couro o distinguem das espécies menores de jacaré. Habitava originalmente todos os grandes rios e lagos da Amazônia paraense em abundância — registros históricos descrevem populações que cobriam as margens dos rios literalmente aos milhares. A caça predatória pelo couro, especialmente nas décadas de 1940–1970 quando o mercado de couro de jacaré era lucrativo no Brasil e na Europa, reduziu as populações a níveis críticos. A proibição da caça e o fechamento do mercado de couro permitiram uma recuperação significativa nas últimas décadas — o jacaré-açu é hoje um dos maiores casos de recuperação de grandes répteis na América Latina. No Pará, especialmente em áreas protegidas do Marajó e do estuário, as populações voltaram a crescer. O jacaré-açu é predador ápice dos rios: come peixes, capivaras, antas, aves — praticamente qualquer coisa que entra na água.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Jacaré-açu. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/jacare-acu. Acesso em: .