Jaraqui
O peixe mais consumido da Amazônia — migrador de cardume que desce os rios todo ano e abastece a pesca ribeirinha e os mercados do Pará.
"Quem come jaraqui não sai mais daqui — é assim que a gente sabe que a pessoa virou paraense."
O jaraqui (Semaprochilodus spp.) é provavelmente o peixe mais importante em volume para a pesca ribeirinha da Amazônia paraense — não pelo tamanho (raramente passa de 1 kg), mas pela abundância e pelo comportamento migratório em grandes cardumes. Todo ano, na época da piracema, os jaraquis descem os rios em enormes cardumes para desovar nas cabeceiras — e é nessa migração que a pesca tradicional os captura em redes de malha específica. A carne do jaraqui é saborosa mas cheia de espinhos — o que não impede que seja apreciado assado, frito ou em caldos. A expressão popular na Amazônia diz que 'quem come jaraqui não sai mais da Amazônia' — referência ao sabor que cria dependência e ao pertencimento que o peixe simboliza. Em Belém, o jaraqui assado na brasa é vendido nas barracas de beira de rio e no Ver-o-Peso. A piracema do jaraqui — a migração de desova — é período de pesca intensa e de festividade nas comunidades ribeirinhas.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Jaraqui. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/jaraqui. Acesso em: .