Maruim
O menor e mais irritante inseto do Pará — o maruim é quase invisível a olho nu, atravessa as telas de proteção e pica com uma ferocidade desproporcional ao tamanho.
"A gente não viu os maruins chegando — quando percebeu, tinha picada nos dois braços inteiros."
O maruim (família Ceratopogonidae) é o inseto que mais vezes fez paraenses e visitantes reavaliarem a decisão de estar ao ar livre no Pará ao entardecer. Tão pequeno que às vezes passa despercebido — 1 a 3 mm — mas a picada arde de forma completamente desproporcional ao tamanho do animal. O maruim é um cecidomiídeo hematófago: pica para sugar sangue, e o saliva anticoagulante que injeta provoca reação alérgica cutânea intensa na maioria das pessoas — o característico 'caroçinho' que coça por horas. Tecnicamente, não é mosquito (não pertence à família Culicidae) mas comparte o hábito hematófago. Os maruins são especialmente ativos no crepúsculo — ao entardecer e ao amanhecer — e proliferam em ambientes úmidos: margens de rio, manguezal, floresta úmida. O nome 'mosquito-pólvora' descreve bem: parece pó, não parece perigoso, mas explode em irritação. Para quem vai à praia ou ao rio no litoral do Pará ao entardecer sem repelente, o maruim é experiência definitiva.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Maruim. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/maruim. Acesso em: .