Extrativismo Vegetal
A coleta e venda de produtos não madeireiros da floresta amazônica — castanha, açaí, óleos, resinas, fibras — que prova que a floresta em pé vale mais do que derrubada.
"O extrativismo vegetal da comunidade gera mais renda por hectare do que a fazenda do vizinho — e não derruba nada."
O extrativismo vegetal é a atividade econômica que consiste na coleta de produtos não madeireiros da floresta amazônica: castanha-do-pará, açaí, copaíba, andiroba, cipó-titica, bacuri, buriti, cumaru, borracha e dezenas de outros produtos que a floresta fornece sem ser destruída. No Pará, o extrativismo vegetal é base econômica de centenas de comunidades ribeirinhas e extrativistas — e argumento econômico central para a conservação: a floresta em pé gera renda contínua, enquanto a derrubada gera renda apenas uma vez (com a madeira) e transforma a área em pasto de baixa produtividade. O conceito de 'bioeconomia' da floresta — que quantifica e valoriza esses produtos no mercado — é uma das ferramentas mais poderosas para competir com a lógica do desmatamento. O Pará é o maior produtor nacional de açaí e um dos maiores de castanha-do-pará, andiroba e copaíba. A formalização do mercado de produtos florestais não madeireiros, o acesso a certificações orgânicas e de comércio justo, e a crescente demanda global por ingredientes naturais amazônicos são os caminhos que as comunidades extrativistas do Pará buscam para valorizar o que sempre fizeram.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Extrativismo Vegetal. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/extrativismo-vegetal. Acesso em: .