Garça-branca
A garça de plumagem toda branca que pesca parada nas margens dos rios e lagos do Pará — presença constante na paisagem amazônica.
"A garça ficou parada na pedra por quinze minutos — quando o peixe apareceu, foi rápido demais pra ver."
A garça-branca-grande (Ardea alba) é uma das aves mais presentes e mais reconhecíveis do Pará — esbelta, de plumagem toda branca, pernas longas e escuras, bico amarelo apontado. É predadora especialista em pesca por imobilidade: fica parada por minutos numa postura de vigília absoluta, pescoço recolhido, aguardando o momento exato para disparar o bico na água e capturar um peixe pequeno, um camarão ou um anfíbio. Essa postura estática em contraste com a movimentação da água é um dos espetáculos mais comuns e mais elegantes da margem dos rios paraenses. A garça-branca-grande é cosmopolita — está presente em todos os continentes habitados —, mas no Pará é onipresente: nas margens do Amazonas, nos igarapés de Belém, nas ressacas, nos lagos de várzea e nos manguezais. Durante a época de reprodução, os adultos desenvolvem plumas ornamentais longas nas costas — as chamadas 'rêmiges nupciais' — que no século XIX eram muito cobiçadas pela indústria de moda europeia, quase extinguindo a espécie. A proteção legal e a mudança cultural salvaram as garças.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Garça-branca. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/garca-branca. Acesso em: .