Seringal

Trabalho e Economia extrativismo substantivo

A propriedade ou área de floresta amazônica onde se extraía látex de seringueiras — unidade econômica e social do Ciclo da Borracha que organizou a vida na Amazônia por décadas.

"O seringal do pai era no Xingu — três gerações de família moraram lá sem ver dinheiro real."

O seringal é a unidade básica de produção da economia gomífera: uma área de floresta com concentração de seringueiras nativas, dividida em 'estradas de seringa' (os trajetos que os seringueiros percorriam para sangrar as árvores), controlada por um seringalista (o dono). O seringal não era apenas um espaço de trabalho — era uma estrutura social completa: o seringueiro morava no seringal com sua família, comprava do barracão do seringalista, vendia o látex ao seringalista, e em muitos casos nunca saía da propriedade nem acumulava dinheiro. A lógica do aviamento garantia isso. Os grandes seringalistas do Pará — especialmente nas regiões do Tapajós, do Xingu e do Marajó — eram figuras de poder absoluto em seus domínios: controlavam o acesso à terra, à alimentação e ao transporte. A fotografia do seringal do Pará é diferente da do Amazonas: no Pará, a densidade de seringueiras por hectare era em geral menor, o que fazia as estradas de seringa mais longas e o trabalho mais extenuante. Com o colapso do Ciclo da Borracha após 1912, muitos seringais foram abandonados ou convertidos em fazendas.

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ABNT

DICIONÁRIO PARAENSE. Seringal. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/seringal. Acesso em: .