Tapioca paraense
Disco sólido e espesso de goma de tapioca prensada e assada; completamente diferente da tapioca fina nordestina popularizada no Brasil.
"Tô com fome — vou fritar um ovo e comer com beiju e açaí."
A tapioca paraense — também chamada de beiju de tapioca ou simplesmente beiju — é um dos alimentos mais mal compreendidos fora do Pará. Feita de goma de tapioca (o amido úmido da mandioca), é prensada e assada numa forma redonda de ferro ou barro, resultando num disco compacto, sólido e relativamente espesso, com textura macia por dentro e levemente firme por fora. Nada a ver com a tapioca fina, tipo crepe, que se popularizou no Nordeste e hoje é vendida em quiosques de todo o Brasil. A tapioca paraense não dobra, não enrola, não vira 'wrap': ela se parte em pedaços e se come como acompanhamento — ao lado do açaí, com carne seca, com queijo, com peixe, com manteiga. A confusão entre as duas é tamanho ponto de identidade regional que qualquer paraense que pede 'tapioca' em São Paulo e recebe o crepe nordestino sente um misto de susto e saudade. O beiju de tapioca é presença garantida nos cafés da manhã do interior, nas feiras do Ver-o-Peso e nas casas ribeirinhas — lado a lado com a farinha, o açaí e o peixe.
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DICIONÁRIO PARAENSE. Tapioca paraense. Disponível em: https://dicionarioparaense.com/dicionario/tapioca-paraense. Acesso em: .