Atravessador
O intermediário que compra da produção diretamente do produtor rural e ribeirinho para revender — figura ambígua que pode ser elo necessário ou explorador, dependendo do contexto. Aviamento
O sistema de crédito-dívida que amarrou seringueiros e extrativistas ao seringal — mercadoria fiada hoje que criava dívida impagável para sempre. Barracão
O armazém do seringalista onde o seringueiro comprava fiado e vendia látex — centro do sistema de aviamento e símbolo da exploração econômica dos trabalhadores da floresta. Bodega
A pequena mercearia-bar das comunidades ribeirinhas e bairros populares do Pará — o único ponto de comércio disponível por quilômetros onde tudo cabe numa prateleira. Carpinteiro Naval
O artesão que constrói e repara embarcações de madeira nos estaleiros ribeirinhos do Pará — ofício em extinção que é patrimônio técnico da Amazônia. Castanhal
Área de floresta com concentração de castanheiras-do-pará — unidade de produção extrativista que ainda sustenta comunidades do sul do Pará. Castanheiro
O trabalhador que coleta castanhas-do-pará na floresta — extrativista que protege a floresta ao mesmo tempo em que dela vive. Extrativismo Vegetal
A coleta e venda de produtos não madeireiros da floresta amazônica — castanha, açaí, óleos, resinas, fibras — que prova que a floresta em pé vale mais do que derrubada. Feirante
O vendedor das feiras livres e mercados do Pará — especialmente os do Ver-o-Peso, onde o feirante é personagem com conhecimento especializado, ponto fixo e clientela fiel. Garimpeiro
O trabalhador de extração ilegal ou informal de ouro, diamante e outros minerais — figura de impacto ambiental e social controverso na Amazônia paraense. Manejo Comunitário
Sistema pelo qual comunidades ribeirinhas controlam e monitoram a extração de recursos naturais — da contagem de pirarucu ao açaizal manejado, modelo de conservação com resultados concretos no Pará. Meeiro
O trabalhador rural que cultiva terra de terceiros dividindo a colheita ao meio com o dono da terra — sistema de parceria agrícola ainda presente no interior do Pará. Oleiro
O artesão que modela e queima barro em Icoaraci, Belém — polo de cerâmica artesanal paraense onde as peças marajoaras, as panelas de barro e os vasos decorativos têm mercado nacional e internacional. Peconheiro
O trabalhador que colhe açaí subindo nas palmeiras com a peconha — laço de fibra que vai nos pés — até 20 metros de altura, várias vezes ao dia. Pescador Artesanal
O pescador que trabalha com embarcação pequena, petrechos tradicionais e conhecimento do rio herdado de geração em geração — base da segurança alimentar das comunidades ribeirinhas do Pará. Quitanda
A banca ou pequena loja que vende frutas, verduras, temperos e comidas de rua no Pará — especialmente as quitandas de pupunha, tapioca e frituras que animam os bairros de Belém. Raizeiro
O vendedor de plantas medicinais, raízes, cascas e ervas nos mercados do Pará — guardião de conhecimento botânico popular que conecta a floresta amazônica à medicina de rua. Regatão
O comerciante itinerante que navega os rios do Pará vendendo mercadorias às comunidades ribeirinhas — o mercado que vai até o cliente onde não há estrada nem loja. Remeiro
O trabalhador que conduz embarcações a remo ou motor nos rios do Pará — transportador de pessoas e cargas em regiões sem estrada. Reserva Extrativista
Categoria de Unidade de Conservação federal que protege floresta e garante às comunidades extrativistas o direito de uso sustentável dos recursos naturais. Seringal
A propriedade ou área de floresta amazônica onde se extraía látex de seringueiras — unidade econômica e social do Ciclo da Borracha que organizou a vida na Amazônia por décadas. Seringueiro
O trabalhador que extrai látex da seringueira na floresta amazônica — figura central do Ciclo da Borracha e dos movimentos de resistência que definiram a Amazônia do século XX. Tacacazeira
A mulher que prepara e vende tacacá nas ruas de Belém — figura central da culinária de rua paraense, com barraca própria, clientes fiéis e hora certa de funcionamento. Tá galo duro
Estar sem dinheiro. Vaqueiro Marajoara
O vaqueiro que lida com búfalos nos campos inundáveis do Marajó — montado no búfalo, com chapéu de palha e conhecimento único das marés e dos campos alagados. 📖 Ebook completo do Dicionário Paraense — de R$ 39,90 por R$ 19,90 (-50% de lançamento). Acesso vitalício, sempre atualizado.
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