Açaí
No Pará é refeição (não sobremesa), tomado puro, com proteína salgada e farinha. Açaí branco
Variedade de açaí com polpa clara ou esverdeada, de sabor mais suave; menos conhecida que o açaí roxo, mas igualmente consumida no Pará. Açaí de máquina
O açaí batido na máquina elétrica nas batedoras e tacacazeiras de Belém; a forma industrial-artesanal de consumir açaí puro no Pará. Água de coco paraense
Água do coco verde do litoral atlântico do Pará; servida na cuia ou no próprio coco, com sabor distinto do coco nordestino. Bacaba
Palmeira amazônica cujo fruto vira vinho escuro; sabor parecido com o açaí, mas com mais gordura e aroma intenso. Bacuri
Fruta amazônica de casca grossa e polpa branca cremosa; doce, perfumada e com leve acidez — a que mais encanta visitantes. Banana-da-terra
Variedade grande de banana usada cozida ou frita; no Pará é ingrediente de refeição, não sobremesa. Buriti
Palmeira amazônica cujo fruto vira suco, sorvete e azeite; escama vermelha, polpa laranja intensa, rica em vitamina A. Caldeirada de peixe
Ensopado de peixe fresco cozido com tomate, cheiro-verde e pimenta-de-cheiro; prato de família e de ribeirinho. Caldo de cana (Belém)
Suco de cana prensado na hora em moendas de feira; bebida de pausa, de calor, de conversa nas feiras populares de Belém. Caldo de mocotó paraense
Sopa gelificante de pé de boi cozida com temperos paraenses; servida tarde da noite nas feiras e na Pedreira. Caldo de tucupi
Tucupi fervido e temperado servido como caldo independente; bebida rara e intensa que só existe na Amazônia. Camarão seco
Camarão pequeno dessecado ao sol; ingrediente obrigatório do tacacá e do caruru, com sabor intenso de mar. Caranguejo cozido
Caranguejo inteiro cozido no vapor; comido com as mãos, em grupo, como ritual social de praia e de manguezal. Carne seca paraense
Carne bovina salgada e dessecada ao sol ou ao ar; base de muitos pratos paraenses, acompanha macaxeira e farinha. Caruru
Prato de quiabo com camarão seco, dendê e farinha, de raiz afro-brasileira. Casquinha de caranguejo
Carne de caranguejo temperada, refogada e servida na própria carapaça; petisco clássico do litoral e do Marajó. Castanha-do-pará (culinária)
A mais famosa castanha do mundo, colhida na floresta amazônica; comida crua, em receitas e como óleo; símbolo da bioeconomia. Catuaba paraense
Bebida tônica feita da casca de plantas diferentes das usadas no Nordeste; confusão de nomes, efeitos e origens entre as regiões. Cauim
Bebida fermentada ritual dos povos indígenas amazônicos; feita de mandioca, milho ou frutas mastigadas e fermentadas em pote de barro. Cheiro-verde paraense
A trindade do tempero paraense: coentro, cebolinha e pimenta-de-cheiro, usados juntos em quase toda receita do Norte. Chibé
Farinha de mandioca misturada com água fria; o alimento mais simples e mais honesto da Amazônia ribeirinha. Coentro paraense
O coentro é o tempero mais identitário do Norte: onipresente, amado sem reservas, e ponto de divisão cultural com o Sul do Brasil. Cubiu
Fruta amazônica parecida com tomate, usada como condimento ácido; cheiro muito particular, gosto inconfundível. Cupuaçu
Fruta amazônica parente do cacau; polpa ácida e aromática usada em sucos, sorvetes, doces e no cupulate. Cupulate
O 'chocolate' feito da amêndoa do cupuaçu; produto amazônico que rivaliza com o cacau em aroma e complexidade. Dendê (azeite de dendê)
Óleo de palma alaranjado usado em pratos como caruru e vatapá. Farinha d'água (puba)
Farinha de mandioca fermentada, levemente ácida e crocante; par clássico do açaí. Farinha de maniçoba
Farinha escura feita da folha de mandioca torrada e moída; subproduto da maniçoba, tem sabor amargo e intenso. Farinha de tapioca
Farinha granulada da fécula da mandioca, combinação tradicional com o açaí; diferente da de mandioca. Frango com tucupi
Frango cozido em tucupi com jambu; a versão do dia a dia do pato no tucupi, comida o ano todo. Goma de tapioca
Fécula úmida da mandioca, base do tacacá e da tapioca. Graviola paraense
A graviola do Pará tem polpa mais ácida e perfumada que a comercial; usada em sucos, cremes e como fruta de quintal. Jambu
Erva que 'adormece/treme' a boca. Jaraqui frito
Pequeno peixe amazônico frito inteiro, muito espinhudo mas de sabor inigualável; símbolo do almoço popular de Belém. Leite de coco paraense
Leite extraído do coco fresco cultivado no litoral do Pará; mais espesso e aromático que o industrializado. Limão-galego
O limão nativo do Norte: redondo, verde, pequeno, com suco ácido intenso; diferente do limão tahiti que domina o mercado nacional. Macaxeira cozida
Raiz de mandioca doce cozida em água e sal; no Pará é 'macaxeira', no Rio é 'aipim', no Sul é 'mandioca'. Maniçoba
A 'feijoada paraense' feita da maniva (folha de mandioca moída, cozida dias). Mingau de açaí
Suco de açaí aquecido, às vezes adoçado, bebido quente no café da manhã ribeirinho; nada a ver com o açaí de tigela. Mingau de banana paraense
Mingau feito de banana-da-terra amassada com água e às vezes leite; desjejum quente das famílias ribeirinhas e do interior. Mujica
Caldo espesso de peixe cozido até desfiar, temperado com coentro, alho e pimenta-de-cheiro; reconforto ribeirinho. Pão careca
O pãozinho de água e sal do dia a dia paraense — um dos vários nomes regionais do 'pão francês' pelo Brasil. Pato no tucupi
Pato cozido em tucupi com jambu, servido com arroz e farinha d'água; prato-símbolo do Círio de Nazaré. Peixe no leite de coco
Peixe cozido em leite de coco com temperos verdes e pimenta-de-cheiro; típico do litoral atlântico do Pará. Pimenta-de-cheiro
Pimenta amazônica de aroma intenso e ardência moderada; base da culinária paraense, presente em praticamente todo prato. Pimenta murupi
Pimenta amazônica de ardência extrema e sabor frutado; uma das mais ardidas do Brasil, exclusiva do Norte. Piracuí
Farinha/paçoca de peixe, conserva tradicional amazônica. Pirão de peixe
Caldo de peixe engrossado com farinha de mandioca até virar mingau espesso; servido junto com o peixe frito ou cozido. Pirarucu assado
Postas do maior peixe de água doce do mundo grelhadas ou assadas; carne branca, firme e de sabor suave. Pitomba
Frutinha amazônica de casca fina e polpa translúcida ácida; comida crua na beira da pitombeira, sabor de lichia tropical. Pupunha
Fruto cozido da palmeira pupunheira; vendido salgado por ambulantes, tem consistência de batata e sabor de palmito. Rabada no tucupi
Rabo de boi cozido lentamente no tucupi com jambu; a versão amazônica da rabada clássica brasileira. Sorvete amazônico
Sorvete feito com frutas nativas da Amazônia — bacuri, cupuaçu, murici, taperebá — sabores impossíveis de encontrar fora do Pará. Suco de bacuri
Suco da polpa cremosa do bacuri batida com água ou leite; a bebida que mais encanta visitantes do Pará. Tacacá
Caldo quente de tucupi, goma, jambu e camarão seco. Tambaqui na brasa
O peixe mais popular do Pará inteiro na grelha de carvão; a costelinha de tambaqui é considerada a melhor parte. Tapioca paraense
Disco sólido e espesso de goma de tapioca prensada e assada; completamente diferente da tapioca fina nordestina popularizada no Brasil. Tiquira
Bebida fermentada de macaxeira de origem indígena; levemente alcoólica, azeda e opaca — um dos fermentados mais antigos da Amazônia. Tucupi
Caldo amarelo extraído da mandioca brava. Urucum
Corante natural amazônico extraído da semente do urucuzeiro; dá cor vermelha-alaranjada a caldos, carnes e farinhas. Vatapá
Creme de pão/farinha com camarão, leite de coco e dendê, servido em ocasiões festivas. Vinho de açaí
Bebida fermentada feita do caldo do açaí; levemente alcoólica, de sabor azedo e intenso, tradição ribeirinha do Pará. 📖 Ebook completo do Dicionário Paraense — de R$ 39,90 por R$ 19,90 (-50% de lançamento). Acesso vitalício, sempre atualizado.
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